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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Um Filme Por Semana #4 - X-Men: Apocalipse

Esta rubrica está de volta depois de um momento de grande trabalho em que não tive tempo nem para ver nem para analisar filmes. E hoje, mais um filme que ainda se encontra nos cinemas, X-Men: Apocalipse.
Eu gosto bastante da saga de filmes dos X-Men da Fox. Quando estava a começar a ler banda desenhada, os filmes X2 e X-Men: O Confronto Final captaram-me completamente e acabei por ver todos os filmes da saga principal. E depois de Dias de Um Futuro Esquecido, o último título da saga, que saiu em 2014, ter sido muito adorado pela crítica e por mim só podia esperar coisas emocionantes neste sexto filme da franquia. O lançamento de 2014 complicou muito a saga de filmes dos mutantes e este deveria esclarecer tudo o que se passou, portanto todos os fãs olhavam com grande expectativa para Apocalipse. 
E agora, depois de ter visto o filme, que digo sobre ele? Sinceramente desapontou-me um pouco. Não por ser mau pois em termos de qualidade enquadra-se no que esperava mas por ser completamente diferente do que eu imaginava que podia ser.
No filme, o primeiro mutante Apocalipse acorda de um longo sono e quer destruir a Terra para a criar de novo, como a Natureza tantas vezes já fez. Ao mesmo tempo, Magneto vive agora na Polónia como um humano normal e é casado e tem uma filha. Ainda ao mesmo tempo, Scott Summers, o futuro Ciclope, começa a desenvolver os seus poderes mutantes e é levado ao Professor X. E ainda ao mesmo tempo, Mística ajuda Noturno a fugir de uma arena onde é obrigado a lutar na Alemanha de Leste.
Talvez não tenham reparado mas o parágrafo anterior tem frases que não se relacionam e com ações por todo o planeta. Pois é exatamente isso que o filme faz. Em toda a primeira parte, o filme atira situações diferentes ao espectador. E não estou a dizer que não são interessantes, só que não são exploradas. Mas o filme progride e vamos desenvolvendo alguma relação com as personagens. Principalmente as que depois vamos conhecer: Scott está bastante parecido com os filmes da trilogia original e percebemos o porquê de Tempestade ser uma aliada de Professor X tão grande.
Mas há aspetos com os quais não concordo. Para mim, não faz sentido alguém como Magneto que acabou a sua relação com Professor X por odiar os humanos criar uma família durante dez anos. Podia simplesmente estar a planear algo novo mas não, o vilão mais leal aos seus princípios facilmente virou-lhes as costas e criou uma família.
Também não gostei muito de Apocalipse. O seu motivo não é muito claro e até parece que os próprios argumentistas não sabiam qual era. Também acho estranho, ninguém simplesmente concordar com Apocalipse. Para mim e para muita gente, acabar com armas nucleares e tentar virar a humanidade para princípios básicos em vez do dinheiro são ações nobres. E ninguém nos X-Men pensou que seria uma coisa boa? Para mim, isso teria aprofundado mais a história.
E também não gostei nada da repetição da cena do Mercúrio a salvar pessoas em câmara lenta com música à velocidade habitual. Fazê-lo em Dias do Futuro Esquecido ajudou a criar a personagem mas repeti-lo pareceu-me exagerado.
E é basicamente isso. O filme é bom mas falta-lhe personalidade. Não há nenhuma personagem que eu queira ver mais aprofundada por ter gostado tanto dela. Jean Grey, uma das minhas heroínas preferidas de sempre, está muito normal. É explorado o facto de ser muito poderosa mas acaba aí o seu desenvolvimento. Os X-Men, à exceção de Mercúrio têm os mesmos princípios e as mesmas razões para lutarem sem nada que os distinga.
Mas gostei do filme: é um novo capítulo na saga da Fox e isso é sempre um motivo para se estar entusiasmado mas, assim como na referência a Star Wars feita no filme: sem o primeiro não existiriam os outros dois, o segundo não teve medo de desafiar as audiências e o terceiro é o que leva as pessoas a discutirem os dois primeiros. Recomendo-vos mas estejam preparados para algo bem diferente dos outros filmes de Singer desta franquia.
E como recompensa das semanas em que não escrevi episódios desta rubrica, podem preparar-se para duas análises especiais no futuro próximo, dedicadas a dois filmes de Michael Moore, cujo novo filme E Agora Invadimos o Quê? estreia esta semana em Portugal.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

As Minhas Leituras - Magneto Volume 1: Infamous


Hoje trago uma prenda excelente que meus amados familiares me deram há pouco tempo: Magneto Volume 1 Infamous, da linha da Marvel Now.

Traz-nos este Magneto, um dos vilões da Marvel que sempre achei mais interessante pela constante alteração do seu estatuto de herói para vilão e pelo seu passado estranho, mas aqui descontrolado por ter estado exposto à Força Fénix, apesar de nunca a ter controlado diretamente. Aqui segue um rumo solitário deixando para trás os seus novos X-Men e torna-se muito violento procurando finalmente atingir os seus ideais: acabar com todos os seres humanos e deixar os mutantes serem os seguintes na cadeia da governação do mundo.
Neste livro, Culen Bunn, dá-nos seis diferentes histórias, todas elas com uma conclusão no mesmo número em que começaram. Numa tenta acabar com um antigo caçador de mutantes, noutra, tenta proteger refugiados da sua espécie e tudo anda muito à volta disto.
As diferenças acontecem nos últimos dois números que este volume compila: num, Magento encontra uma jovem interessada em ajudá-lo e o vilão aceita este auxílio e no último, Magneto encontra mutantes fabricados e pretende usá-los como seu exército. Estes são os Carrascos de Mutantes, antigos inimigos dos X-Men.
Eu gostei bastante do argumento de Cullen Bunn, conhecido já por histórias de The Damned e do Capitão América e os desenhos são bastante bons para uma série mensal e combinam muito bem (quando menciono os desenhos, dou os parabéns a ambos os desenhadores, Gabriel Hernandez Walta e Javier Fernandez). Há uma boa relação entre arte e argumento, que é um dos pontos mais importantes nas bandas desenhadas e que nem sempre funciona.
Gostei imenso deste livro e guardo-o com carinho na minha prateleira.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Grau de Parentesco Entre Mercúrio e Magneto no Universo dos Filmes X-Men Foi Confirmado

Foi finalmente confirmado, numa entrevista ao realizador dos filmes desta saga, Bryan Singer, pelo Yahoo Movies, que Mercúrio (Evan Peters) é o filho de Magneto (Michael Fassbender) assim como nas bandas desenhadas. Desde o mais recente filme, que muitos fãs tinham perguntado qual é que era mesmo o grau de parentesco entre os dois e Singer diz que tudo vai ficar explícito no próximo filme desta saga, X-Men: Apocalipse.
Parece que o universo dos X-Men, neste ponto não tocou (e ainda bem).


Os dois atores, acompanhados por James McAvoy, o Professor X em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido de 2014.