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sábado, 11 de julho de 2015

Review Especial Satoshi Kon Parte 2 de 4 - Sennen Joyuu

Numa tradição quase tão velha quanto o próprio cinema, os atores e atrizes tendem a ser glorificados e quase idolatrados. Muitas vezes têm alguns motivos para serem tão bem referenciados, ou por serem grandes atores, no caso de Robert DeNiro, Daniel Day-Lewis ou Al Pacino ou por estarem ligados a grandes causas políticas e/ou ecológicas como Leonardo DiCaprio ou ainda por serem o centro de vários escândalos ou por terem relações com outras celebridades como Brad Pitt ou Angelina Jolie.
Mas o que acontece quando um grande fã destas celebridades fica encarregue de fazer um documentário sobre a vida do seu ídolo. Pode depender do ator mas segundo a visão de Satoshi Kon, temos a excelente história de Sennen Joyuu ou Millennium Actress.

Genya Tachibana e o seu cameraman vão entrevistar a ídolo de Genya, Chiyoko Fujiwara, uma atriz que ao longo do século XX desempenhou vários papéis desde princesa numa história de samurais a piloto de uma nave espacial e que tem uma história de vida bem trágica e curiosa. Na sua infância, um produtor de cinema quer recrutá-la para um filme mas a sua mãe diz automaticamente que não. Mais tarde, Chiyoko encontra um homem misterioso, perseguido pela polícia e apaixona-se por ele. O perseguido tem de voltar a fugir mas deixa à rapariga uma chave dizendo-lhe que ela abre o maior dos tesouros, apesar de não dizer o que é o tesouro. O rapaz vai para a Manchúria, onde desempenha o papel de rebelde e Chiyoko decide também ir para lá convencendo a sua mãe a aceitar a proposta do produtor.
Assim começa uma extraordinária vida de papéis de cinema e onde a maior personagem é a própria atriz que vive sem nunca encontrar o homem por quem se apaixonou. Guarda sempre consigo a chave e as buscas pelo seu amor foram enormes.


Poster japonês do filme

Mas o filme podia ser uma história em qualquer outro meio com um argumento destes. Para que fosse algo exclusiva ao cinema, Kon apresenta-nos várias técnicas para contar esta aventura maravilhosa ao incluir os entrevistadores nas histórias da velha atriz, levando-os por todos os seus papéis. Além disso, Chiyoko participa em diversos papéis que têm uma busca semelhante à dela por um amor perdido cujo nome é desconhecido. São vários os momentos que começam com cenas dos filmes em que a nossa protagonista participa e só ao fim de um minuto é que o espectador se apercebe que não se trata de algo da vida da atriz. Isso leva a um pequeno problema: o facto de que todas as personagens de Chiyoko têm demandas parecidas com a dela. Mas não é um problema assim muito grande e é utilizado para fazer deste filme uma obra muito maior.

Em termos de animação, para 2001, o filme tem movimentos bastante realistas e o desenho não tem nenhum problema. Apesar do filme já ter 14 anos em cima, se se o for ver com a mente aberta para uma animação um pouco pior da que temos hoje, consegue ter uma das melhores experiências visuais do século XXI. Na parte sonora, sinto que falta alguma coisa, já que o tema é pouco apelativo e não há nenhuma faixa absolutamente espetacular. Ouve-se enquanto se vê o filme mas fora disto, é pouco interessante.

Este é considerado o melhor filme de Satoshi Kon e, dos dois que vi até ao momento, foi o de que gostei menos. Na verdade, foi o que adorei menos. A história é muito boa, a realização é perfeita e é um dos melhores filmes em anime que vi até hoje.

sábado, 4 de julho de 2015

Review Especial Satoshi Kon Parte 1 de 4 - Perfect Blue

Como prometido, chega hoje a primeira review dos filmes do realizador de animes, Satoshi Kon. O primeiro é Perfect Blue, de 1998.
Os anos 90 tiveram grandes animes: desde os animes OVA mecha e space opera no início da década até aos shojos como Cardcaptor Sakura, passando por clássicos como Evanegelion, Cowboy Bebop, Trigun, Escaflowne ou Slayers. E nos filmes houve também grandes exitos como os filmes das franquias Evangelion e Dragon Ball, vários excelentes filmes dos Estúdio Ghibli como A Princesa Mononoke ou Porco Rosso e um ou outro filme singular de um estúdio "normal" que foram verdadeiros marcos na história do anime como Jin-Roh, o já analisado Ghost in the Shell e o filme de hoje, Perfect Blue.
A história começa com a estrela da Pop, Mima Kirigoe a deixar esta carreira para ser atriz. Ao longo de uma série em que participa, Mima vai sendo perseguida por alguém que até cria um site na internet onde posta todos os detalhes da vida da atriz. Além disso, ao longo da sua carreira de atriz, Mima vai perdendo a sua lucidez, vendo uma Mima vestida com a roupa que usava na sua banda pop a insultá-la e a provocá-la. Ao longo de todo o filme vemos a mente de Mima a ficar revirada.

Poster do filme

E para muitos, a história é capaz de parecer pouco original mas é a sua execução que é maravilhosa. Muitos descreveram Perfect Blue como uma experiência visual e não um filme com um argumento. Eu quase que concordo. Apesar de dizer que a história e as personagens são algo bastante importante nesta obra, é sim a organização das cenas e a perda de sanidade por Mima que torna este anime um dos melhores de todo o sempre. Todo o filme é muito bom e totalmente indescritível.

Em termos de animação, este anime brilha: nos anos 90, um filme com uma leveza de movimentos era difícil de conceber. Mas veio da Madhouse. Estúdio que posteriormente foi responsável por séries como Death Note ou Black Lagoon. Além disso a banda sonora é simplesmente espetacular. Não só condiz com todo o tema do filme como tem um tema principal não tão bom como os de John Williams, mas definitivamente comparável.

Sinceramente, adorei este anime e é definitivamente um dos melhores filmes dentro do género, para além de um começo deste especial de reviews fabuloso.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Mês dedicado a Satoshi Kon e a Mamoru Hosoda

No próximo mês de julho vou ter algo espetacular no blog: todos os sábados e todas as terças postarei uma review relacionada com anime. Todos os sábados postarei reviews de quatro obras no realizador de anime Satoshi Kon, a partir de dia 4 e até dia 25. Serão os animes: Perfect Blue, Sennen Joyuu, Tokyo Godfathers e Paprika.
Todas as terças publicarei as reviews de quatro dos animes de Mamoru Hosoda, de dia 7 ao dia 28 sendo eles: Toki wo Kakeru Shoujo, Summer Wars, Ookami no Ame to Yuki e Bakemono no Ko.
Assim vou não só aumentar o meu conhecimento sobre anime relativamente a estes dois realizadores como também irei postar reviews para vocês, leitores.



Os dois realizadores: Mamoru Hosoda e Satoshi Kon, respetivamente.