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sábado, 18 de junho de 2016

Review - Psycho-Pass

Já Anthony Burgess, no seu livro "A Laranja Mecânica" perguntava se não seria melhor um homem ter escolhido ser mau ao invés de ser bom por obrigação. E o anime que hoje apresento, Psycho-Pass, tem por base esse mesmo problema.
Esta série foi criada em 2012 pelo estúdio já famoso por séries de ficção científica como Ghost in the Shell: Stand Alone Complex e Guilty Crown, Production I.G. A sua premissa é demonstrar uma sociedade utópica em que tudo é controlado pelo Sistema Sibyl incluindo os cérebros de toda a população através dos Psycho-Pass. Existe até um número denominado Coeficiente Criminal que determina se a pessoa em causa pode vir a cometer um crime. Mas a série segue a Divisão 1 do Departamento de Polícia do Ministério do Bem-Estar, um grupo de inspetores e justiceiros que trabalham em conjunto para eliminar os criminosos. O que distingue os dois? Os inspetores são polícias contratados enquanto que os justiceiros são pessoas com Coeficiente Criminal algo elevado sendo usados pela polícia e chamados criminosos latentes.
As personagens da série também são um ponto importante. A personagem principal é Akane Tsunemori, uma jovem investigadora que está a começar a sua carreira policial. Uma personagem de quase igual importância é Shinya Kogami, um criminoso latente com uma estranha obsessão com um assassino em série de há três anos atrás. Outros elementos da Divisão 1 incluem Ginoza, outro inspetor encarregado de liderar a equipa; Yayoi, uma artista considerada perigosa na sociedade e agora justiceira; Masaoka, o justiceiro mais velho da equipa; Kagari, um criminoso latente desde os cinco anos, sem oportunidade para sair dessa vida e ainda Shion Karanomori, a analisadora de investigações e também criminosa latente.
Em termos de animação, a série é espetacular. As cores e os movimentos das personagens estão muito bem utilizados e parece-me que está ao nível dos animes que se fazem hoje, três anos depois do fim da série. A banda sonora é também boa, sem nenhuma música que realmente distinga muito a série. Mesmo nas aberturas, apenas a segunda é algo memorável.
Mas o meu maior problema com Psycho-Pass é o facto de parecer um começo. As personagens não são muito desenvolvidas, à exceção dos dois inspetores e de Kogami, e o final da série não é exatamente um grande clímax. A série é boa pela viagem, por toda a investigação e por todos os momentos tensos que a série sabe muito bem caracterizar. Depois da série, já tivemos uma segunda temporada de 11 episódios com algumas personagens diferentes e um filme e sinceramente isso aumenta a avaliação deste anime. Todos os episódios parecem um prólogo a algo maior que merece bem mais temporadas. Mas à parte disso, a série é simplesmente incrível. Tem personagens boas (que deveriam ter sido melhor exploradas), um vilão absolutamente excelente, várias referências a Blade Runner, a 1984 e a outras obras de ficção científica e só posso recomendar este simplesmente maravilhoso anime.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Um Filme Por Semana #6 - Fahrenheit 9/11

Aqui está a segunda parte do especial de análise aos filmes de Michael Moore, desta vez o aclamado Fahrenheit 9/11
Neste filme de 2004, Moore analisa o primeiro mandato de George Bush como presidente dos EUA. Leva-nos à sua vitória injusta em 2000, às suas relações com as famílias mais ricas da Arábia Saudita, aos ataques de 11 de setembro de 2001 e à invasão americana do Iraque em 2003.
Gostei muito do documentário. Para mim é um excelente retrato da América no início dos anos 2000, com a sua obsessão por segurança e a preocupação por assuntos externos enquanto internamente o povo vivia grandes dificuldades. É uma visão mais parcial do país do que em Bowling for Columbine, mostrando claramente o facto de Moore ser um membro da oposição a Bush. E realmente somos arrastados para o seu lado: Bush cometeu bastantes erros no primeiro ano de presidente e a Invasão ao Iraque, assim como a guerra que dela surgiu, não tem origens lógicas.
Para mim, o único ponto negativo foi o facto de se ter prolongado demasiado nas cenas sobre o Iraque. Eu sei que foi uma guerra sem sentido, eu sei que os soldados eram jovens praticamente obrigados a ir para a guerra, eu sei os horrores que foram cometidos tanto contra os EUA, como contra o Iraque.
Não é tão bom, na minha opinião, como Bowling for Columbine, talvez por eu preferir o tema da vida quotidiana ao invés de todo um mandato de um presidente. Mesmo assim recomendo este vencedor do Palme d'Or, que venceu no Festival de Cannes de 2004, por ser um documentário com explicações bem-fundamentadas e por ser mais um dos grandes filmes deste realizador de sucesso.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Um Filme Por Semana #5 - Bowling for Columbine

Como prometido, hoje trago a crítica a Bowling for Columbine, o primeiro de dois documentários realizados por Michael Moore que analisarei esta semana.
O filme centra-se na procura da resposta ao problema das armas nos EUA, no final dos anos 90 e início dos anos 2000, partindo do Massacre de Columbine, um tiroteio numa escola secundária em Columbine que ocorreu em 1999, causando 13 mortes e ferindo mais 21 pessoas. Mas, como qualquer bom documentário expande-se por todas as armas compradas legalmente e por o enorme número de mortes que estas provocam nos Estados Unidos. Ao longo do filme, Moore leva-nos a diferentes atentados feitos com armas legais, a fanáticos por armas em toda a América do Norte e a apoiantes da legalização de todo o tipo de armas.
O que para mim torna o filme interessante é o pensamento de Moore. Este levanta as mesmas questões que me vinham à cabeça quando no documentário eram apresentados novos factos. Moore tem em conta todos os argumentos e contra-argumentos que são ouvidos no que toca a este tema polémico e explora-os de uma maneira excelente. Este filme é também um retrato excelente daquilo que a América é: capitalista, opressor da liberdade e difamadora dos princípios democráticos. Não é através da legalização das armas que se chega à liberdade e à proteção! Além disso, Moore viaja ainda através das explicações plausíveis para os EUA terem um número de homicídios muito alto ao contrário de outros países também com armas legais.
Se recomendo Bowling for Columbine? Definitivamente. É um tema muito atual e mostra as desvantagens que advêm da possessão de armas em lares de uma maneira imparcial (quem afirma que é desvantajoso sou eu, Moore não chega a referi-lo). Este filme é verdadeiramente educativo e um dos melhores olhares sobre os EUA já colocados em filme.
Quero deixar ainda o discurso glorioso e revolucionário de Moore ao agradecer o OSCAR de Melhor Documentário em 2003, apenas 3 dias após a invasão do Iraque pelo exército norte-americano.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Reviews - Berserk (1997)

De vez em quando, como no final dos anos 90, há um enorme sentimento de refrescar o meio do anime. Com séries tão inovadoras como Cowboy Bebop ou Evangelion e filmes como A Princesa Mononoke ou Perfect Blue, essa época ficou marcada como uma nova era do anime. Mas de entre tantas obras, houve uma que se destacou particularmente, uma que ainda hoje é falado mas não de uma forma como os obrigatórios já mencionados. Não, Berserk é bem diferente de tudo isso.
1997, o mundo já conhecia há muito a popular e aclamada série de manga de mesmo nome, que até aos dias de hoje ganha cada vez mais e mais leitores. Mas a primeira adaptação da manga, a que vou analisar hoje, foi o motivo de aproximação de muitos novos fãs da saga. Nesta série de 25 episódios, acompanhamos Gatts, um jovem mercenário bastante poderoso, mas sem qualquer motivo de luta. Certo dia, junta-se ao Bando do Falcão, um exército de mercenários que estão a ganhar a confiança do reino de Midland. Este exército é comandado por Griffith, um líder determinado e com um sonho pelo qual sacrificaria todos os seus companheiros. Também no seu bando se encontra Caska, a única mulher do grupo e uma guerreira forte e valente. Ao longo da história seguimos a evolução deste grupo mas também o seguimento psicológico de cada personagem central.


E Berserk, de forma muito resumida é isso. Mas é o estilo que torna a série em algo único. Entre batalhas sangrentas e irrealistas entre humanos ou demónios e diálogos filosóficos sobre sonhos, Deuses ou a condição humana em campo de batalha percebemos que este anime é completamente diferente de algo que já exista.
E claro, não posso deixar de referir a animação, cheia de uma estética muito "anos 90", mas de modo algum datada. Isto sem deixar de lado a música de Susumu Hirasawa, um grande compositor japonês. Na verdade, uma das razões para eu ter querido ver a série foi a música Forces que, para meu desagrado, aparece muito menos ao longo da série do que eu pensava.


Passando à parte pessoal, eu adorei Berserk. Acho que o único ponto negativo é ter sido pensada como uma série que pudesse durar anos quando na verdade teve apenas 25 episódios. Por vezes é um pouco lenta e este facto é agravado por não termos recebido mais episódios desde 1997, apenas uma trilogia de filmes que acompanha mais ou menos o mesmo enredo da série. Felizmente, no próximo mês, sairá uma nova série que acompanhará um arco que foi muito pouco explorado em qualquer dos animes de Berserk.
Tenho apenas que recomendar esta série: a história é excelente e não me importava de ver bem mais episódios desta saga, as personagens são verdadeiramente originais e interessante e a banda sonora é uma das melhores até hoje. Devem então ver este clássico, especialmente antes do lançamento da nova série.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Um Filme Por Semana #4 - X-Men: Apocalipse

Esta rubrica está de volta depois de um momento de grande trabalho em que não tive tempo nem para ver nem para analisar filmes. E hoje, mais um filme que ainda se encontra nos cinemas, X-Men: Apocalipse.
Eu gosto bastante da saga de filmes dos X-Men da Fox. Quando estava a começar a ler banda desenhada, os filmes X2 e X-Men: O Confronto Final captaram-me completamente e acabei por ver todos os filmes da saga principal. E depois de Dias de Um Futuro Esquecido, o último título da saga, que saiu em 2014, ter sido muito adorado pela crítica e por mim só podia esperar coisas emocionantes neste sexto filme da franquia. O lançamento de 2014 complicou muito a saga de filmes dos mutantes e este deveria esclarecer tudo o que se passou, portanto todos os fãs olhavam com grande expectativa para Apocalipse
E agora, depois de ter visto o filme, que digo sobre ele? Sinceramente desapontou-me um pouco. Não por ser mau pois em termos de qualidade enquadra-se no que esperava mas por ser completamente diferente do que eu imaginava que podia ser.
No filme, o primeiro mutante Apocalipse acorda de um longo sono e quer destruir a Terra para a criar de novo, como a Natureza tantas vezes já fez. Ao mesmo tempo, Magneto vive agora na Polónia como um humano normal e é casado e tem uma filha. Ainda ao mesmo tempo, Scott Summers, o futuro Ciclope, começa a desenvolver os seus poderes mutantes e é levado ao Professor X. E ainda ao mesmo tempo, Mística ajuda Noturno a fugir de uma arena onde é obrigado a lutar na Alemanha de Leste.
Talvez não tenham reparado mas o parágrafo anterior tem frases que não se relacionam e com ações por todo o planeta. Pois é exatamente isso que o filme faz. Em toda a primeira parte, o filme atira situações diferentes ao espectador. E não estou a dizer que não são interessantes, só que não são exploradas. Mas o filme progride e vamos desenvolvendo alguma relação com as personagens. Principalmente as que depois vamos conhecer: Scott está bastante parecido com os filmes da trilogia original e percebemos o porquê de Tempestade ser uma aliada de Professor X tão grande.
Mas há aspetos com os quais não concordo. Para mim, não faz sentido alguém como Magneto que acabou a sua relação com Professor X por odiar os humanos criar uma família durante dez anos. Podia simplesmente estar a planear algo novo mas não, o vilão mais leal aos seus princípios facilmente virou-lhes as costas e criou uma família.
Também não gostei muito de Apocalipse. O seu motivo não é muito claro e até parece que os próprios argumentistas não sabiam qual era. Também acho estranho, ninguém simplesmente concordar com Apocalipse. Para mim e para muita gente, acabar com armas nucleares e tentar virar a humanidade para princípios básicos em vez do dinheiro são ações nobres. E ninguém nos X-Men pensou que seria uma coisa boa? Para mim, isso teria aprofundado mais a história.
E também não gostei nada da repetição da cena do Mercúrio a salvar pessoas em câmara lenta com música à velocidade habitual. Fazê-lo em Dias do Futuro Esquecido ajudou a criar a personagem mas repeti-lo pareceu-me exagerado.
E é basicamente isso. O filme é bom mas falta-lhe personalidade. Não há nenhuma personagem que eu queira ver mais aprofundada por ter gostado tanto dela. Jean Grey, uma das minhas heroínas preferidas de sempre, está muito normal. É explorado o facto de ser muito poderosa mas acaba aí o seu desenvolvimento. Os X-Men, à exceção de Mercúrio têm os mesmos princípios e as mesmas razões para lutarem sem nada que os distinga.
Mas gostei do filme: é um novo capítulo na saga da Fox e isso é sempre um motivo para se estar entusiasmado mas, assim como na referência a Star Wars feita no filme: sem o primeiro não existiriam os outros dois, o segundo não teve medo de desafiar as audiências e o terceiro é o que leva as pessoas a discutirem os dois primeiros. Recomendo-vos mas estejam preparados para algo bem diferente dos outros filmes de Singer desta franquia.
E como recompensa das semanas em que não escrevi episódios desta rubrica, podem preparar-se para duas análises especiais no futuro próximo, dedicadas a dois filmes de Michael Moore, cujo novo filme E Agora Invadimos o Quê? estreia esta semana em Portugal.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Um Filme Por Semana #3 - O Clube de Dallas



O filme desta semana chegou um pouco mais tarde mas chegou, sendo ele O Clube de Dallas de Jean Marc Vallé.
Esta obra é uma narração da vida do ativista texano Ron Woodroof (Matthew Mcconaughey) após ter sido diagnosticado com SIDA. Deram-lhe apenas 30 dias para viver mas Ron continuou a lutar contra a doença e a contrabandear medicamentos não aprovados para os EUA onde formou com o também doente Rayon (Jared Leto), o clube que dá nome ao filme. Neste grupo, os dois conseguiram vender os medicamentos ilegais como uma aternativa ao aprovado e dado nos hospitais, que tinha diversos efeitos secundários.
O filme é um drama muito bom: a história é comovente e foi gravado de uma forma apelativa ao público geral. É curto, com progressão rápida da história e com personagens carismáticas. Os atores são também excelentes tendo os dois principais ganho o Prémio da Academia de Melhor Ator Principal e Secundário (Mcconaughey e Leto, respetivamente). Também Jennifer Garner tem aqui um bom desempenho como a médica que tenta apoiar Ron no seu processo ativista.
Mas sinceramente, não há muito mais a dizer do filme. Enquanto crónica de uma vida, faz o seu trabalho mas como filme não há nada que o identifique. Sim, os atores são fantásticos mas a realização tem apenas detalhes muito genéricos. Tenta por vezes umas perspetivas mais experimentais mas acho que não se adapta ao tipo de filme. A banda sonora está ausente grande parte do filme para captar alguns momentos mais próximos de um documentário e gostei bastante disso e mesmo quando existe alguma música de fundo, ela é espetacular, demonstrando o ambiente sulista dos EUA. Acho que o filme não sabe exatamente o que deve ser. Por vezes é uma boa história real a ser contada em forma de filme, outras vezes é um filme mais indie. Se não fosse o talento dos atores e pequenos detalhes de filme independente (note-se, não experimental) o filme não seria nada de especial. 


Mas sinceramente gostei. É uma história que não conhecia, inspiradora e que consegue fazer-nos pensar sobre a vida. Um drama para lembrar e um marco na carreira deste realizador que de certeza que será celebrado nas próximas décadas. Aliás, esteve em cartaz há pouco tempo o filme Demolição com Jake Gyllenhaal, também de Vallé. Aconselho, sobretudo se procurarem um drama da vida real. Mas não esperem uma obra-prima do cinema. Apenas uma história de desobediência civil impressionante e maravilhosa.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

As Minhas Leituras - Liga da Justiça: Origem

Eu sei que As Minhas Leituras tem estado muito parada mas eu vou tentar fazer uns dois posts por semana só dessa rubrica nos próximos tempos. Hoje, Liga das Justiça: Origem, publicada como o primeiro volume da coleção Super-Heróis DC da Levoir. 
O curioso é que eu já analisei este livro, quando li as seis revistas há 3 anos atrás (análise). E a minha opinião pouco mudou.
Acho que o livro introduz muito bem estas sete personagens como uma equipa. Todos têm o seus atritos mas têm de se unir para parar um bem comum como em todas as primeiras histórias... Mas as personagens parecem humanas e isso torna o livro quase real. Além disso, apesar de todas estas personagens serem bastante conhecidas, este livro pertence a Os Novos 52, um reboot que a DC Comics fez ao seu universo, apagando toda a cronologia e deixando espaço para novas histórias e introduções. Este Super-Homem nunca teve todas as batalhas de morte contra o Darkseid. Este Lanterna Verde ainda era extremamente imaturo e inexperiente e esta Mulher Maravilha ainda se estava a adaptar ao nosso mundo. Tudo isto faz com que a Liga pareça realmente nova e traz aos leitores um sentimento de novidade. Sentimento esse que se prolongou em todas as revistas desse tal reboot, mas nunca da mesma forma. Assim como em Batman V Superman, é único ver o início de algo tão grande.
O argumento é do mestre Geoff Johns que escreveu sagas como 52 ou Blackest Night e conta com desenhos de Jim Lee, artista de Super-Homem: Pelo Amanhã ou Justiceiro: Diário de Guerra (já publicadas em coleções anteriores da Levoir). Os dois funcionam muito bem. Johns é um argumentista concetuado e estava já habituado a trabalhar com vários membros da Liga da Justiça. Tem um talento para o diálogo característico de alguém que também escreve para séries de televisão. Já Jim Lee tem o seu estilo único cheio de detalhe em diferentes planos e com um uso de diferentes tons de cor.
Eu gostei imenso desta saga. Sabendo que a DC estava a trabalhar um pouco sem saber o que fazer já que o reboot é uma coisa bem recente na banda desenhada, fizeram um excelente trabalho. O argumento é simples mas sem revelar demasiado fazendo os leitores continuarem a querer acompanhar a série de banda desenhada. Entre combates, diálogos engraçados, momentos épicos e desenvolvimento das personagens, esta história é definitivamente excelente. E volto a dizer: para o futuro e já anunciado filme da Liga da Justiça, este é o argumento certo a adaptar. Recomendo imenso.


terça-feira, 3 de maio de 2016

Um Filme Por Semana - Capitão América: Guerra Civil

Nunca fui o maior fã do Marvel Cinematic Universe. No início não o compreendia muito bem, eram simplesmente mais filmes de super-heróis. Depois chegou Os Vingadores de Joss Whedon, um dos meus filmes de super-heróis preferidos de sempre. Aí percebi que a Marvel estava a criar algo bem diferente dos filmes do Homem-Aranha ou do Quarteto Fantastico. Mas mesmo assim, com uma grande quantidade de filmes a sair (mais ou menos dois por ano), não fiquei cativado e preferi ver apenas aqueles que me interessavam verdadeiramente como Os Vingadores 2 ou Homem-Formiga. E agora chegou a Fase 3 da Marvel em Capitão América: Guerra Civil que faz uma ponte entre a fase anterior e o próximo filme d' Os Vingadores, Infinity War. E mais uma vez (a seguir aos dois filmes d' Os Vingadores) tive realmente consciência que o MCU era algo totalmente espetcaular.
Apesar de ser um filme de Capitão América, neste filme adapta-se (muito livremente) Guerra Civil de Mark Millar e Steve McNiven de 2006, uma banda desenhada que reúne muitas das mais conhecidas personagens do Universo Marvel. O filme centra-se mais nos Vingadores já que são as personagens centrais do MCU e deixa o Capitão um pouco de lado, apesar deste continuar a ser a personagem central. Na história, a ONU lança um protocolo para controlar os Vingadores, para que estes não hajam como vigilantes e sim como heróis. Mas de repente, o Soldado do Inverno destrói o edifício da ONU e torna-se num homem procurado mundialmente. O Capitão América decide ajudá-lo pois acha que este é inocente mas o Homem de Ferro e outros Vingadores que estão do lado das Nações Unidas vão lutar por ele.
Gostei imenso do filme! Durante duas horas e meia tive um sentimento de absoluta diversão excelente. A história era empolgante, as personagens eram interessantes (destaque para o Pantera Negra que realmente evolui psicologicamente ao longo do filme e para o Homem-Aranha e o Homem-Formiga que trazem um lado mais engraçado ao enredo), os atores eram espetaculares, as cenas de ação estavam muito boas e toda a estética do filme fazia dele uma das melhores obras da Marvel nos cinemas.
E compreendo as críticas todas. Sim, pode ter cenas de ação mal realizadas, pode não ter a quantidade de heróis que as bandas desenhadas têm, pode ter demasiadas informações sobre o enredo reveladas nos trailers mas eu continuo a adorar este filme espantoso. Em apenas oito anos, a Marvel criou um dos universos expandidos no cinema mais adorados de sempre, com sucesso após sucesso e criando um novo estilo de filmes de super-heróis. E este foi o culminar de tudo isso.
Pessoalmente, adorei o filme e aconselho-o a todos. Especialmente se gostarem das bandas desenhadas pois há algumas informações bem escondidas na história. Totalmente recomendado.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

As Minhas Leituras - Coleção de Banda Desenhada da Visão

A revista semanal Visão lançou ao longo das últimas seis semanas revistas portuguesas clássicas de banda desenhada despertando um sentimento de nostalgia nos jovens que as compravam nos anos 60 e 70 e dando a conhecer heróis como Fantasma ou Major Alvega a uma nova geração de leitores.
Gostei bastante da coleção e gostei de ler todos os números. Não vivi os anos 70 e não tive acesso a publicações de Flash Gordon ou d' O Mosquito mas esta foi uma excelente forma de os conhecer. Republicando a revista na íntegra, alterando apenas o tipo de papel e o formato (penso eu), esta coleção gratuita teve um grande efeito em mim. Gostei de acompanhar todas as aventuras de uma altura em que a banda desenhada era mais simples e em que as crianças portuguesas podiam ler histórias de ficção científica, crime, terror, aviação e comédia numa visita ao quiosque mais próximo. Agora há muita oferta mas mais dirigida para lojas dedicadas exclusivamente à banda desenhada e não numa papelaria normal.
Aconselho a coleção quer queiram reviver histórias da juventude, quer queiram simplesmente conhecer um pouco de história de banda desenhada portuguesa.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Um Filme Por Semana #1 - Ed Wood (1994)

Hoje venho aqui começar um novo projeto: Um Filme Por Semana. Ao longo das próximas 52 semanas, vou trazer uma crítica a um filme que hei-de ver nessa semana. Sairá provavelmente ao fim de semana e os filmes serão quase todos filmes de culto, já que há muitas gemas obrigatórias para qualquer fã de filme que eu ainda não vi. Hoje o primeiro: Ed Wood do realizador Tim Burton.
Lidar com as críticas é algo que todos os grandes artistas têm de fazer e pode ser um dos passos mais difíceis de realizar na carreira destes. Pois se acham que Batman V Superman tem más críticas, provavelmente nunca leram uma análise a um dos filmes dos anos 50 de Edward D. Wood Jr. Este realizador é considerado um dos piores realizadores de sempre mas a sua história é verdadeiramente inspiradora: apesar de todos os desafios, Ed Wood continuava a ter uma enorme paixão em fazer cinema. E em 1994 o realizador Tim Burton, conhecido por filmes como Batman (1989) e Eduardo Mãos de Tesoura (1990) decidiu fazer da vida deste entusiasmado com o cinema um filme. Saiu então Ed Wood, filmado a preto e branco, com Johnny Depp num dos seus melhores momentos enquanto ator.
Mas este filme é mais do que um relato biográfico de um realizador. É um filme de drama inspirado em eventos reais. O espectador é várias vezes confrontado com situações em que não consegue distinguir o que é real ou o que é inventado. Muito disto se deve ao excelente desempenho de Johnny Depp neste extrovertido realizador e Martin Landau como Bela Lugosi, um ator mítico que é aqui retratado de forma honrosa.
Há ainda momentos em que a cinematografia é verdadeiramente espetacular. Podiam ser fotografias numa exposição mas são apenas frames curtos de um filme.
Se aconselho Ed Wood? Claro. Seja pela narrativa biográfica louca e dramática, seja pelos atores, seja pelo humor disfarçado provocado por situações como um cast inteiro a ser batizado ou por referências e críticas ao sistema de Hollywood da altura é um filme muito bom. Inspira qualquer um a fazer aquilo que gosta, não se importando com as opiniões dos outros. Bonito, comovente, engraçado: este filme é uma obra prima de Tim Burton e de todo o cinema.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Review - Batman V Super-Homem: O Despertar da Justiça

Foi um dos filmes mais esperados de sempre;  é um dos filmes mais controversos no que toca a críticas, e marcará o início de um longo e extenso universo.
Batman V Super-Homem: O Despertar da Justiça é uma das obras mais esperadas de sempre. Talvez desde 1939, ano que marcou a aparição de Batman na banda desenhada, que toda a gente esperava um encontro cinematográfico entre este e Super-Homem, criado em 1938 e que já tinha arrecadado imenso sucesso. Não que os encontros entre os dois heróis nas bandas desenhadas, em jogos ou na televisão tenham sido maus, a verdade está bem longe disso. Mas um filme inteiro dedicado a um confronto entre os dois? Isso é algo novo.
No filme, o Governo Americano começa a ponderar sobre o que fazer com o Super-Homem. Apesar de ter salvo Metrópolis no filme anterior, Homem de Aço, há uma enorme preocupação sobre se este extraterrestre é um herói ou um vilão. Entretanto Batman também se começa a interessar pelo Super-Homem, estando a trabalhar sem parar numa forma de proteger a Terra do herói.
A premissa parece interessante mas tenho algumas críticas a fazer. A primeira parte do filme tem um ritmo muito lento, fazendo o espectador desinteressar-se pelas personagens e pelo enredo. Lex Luthor é uma das poucas personagens que manteve preso ao filme quando estive a vê-lo. Estava muito ansioso por ver Jesse Eisenberg a interpretar o mítico vilão: pelo que tínhamos visto nos trailers, esta personagem ia ser um maníaco com poucas características novas e diferentes. Mas o que tivemos foi bem melhor: um Lex descontraído mas com uma história negra que se vai explorando ao longo do filme e um verdadeiro doido. Outro membro do elenco que se sobressaiu foi Gal Gadot como Mulher-Maravilha, sem dúvida a minha personagem preferida do filme todo. Não nos é atirada no início do filme. Nós vamos aprendendo a vê-la à nossa frente até que chega o momento de revelação com uma das melhores músicas da banda sonora do filme a tocar (para quem viu o filme, vocês sabem do que estou a falar). 
E chegamos a uma das questões mais sensíveis do filme: o Batman. É uma das minhas personagens preferidas de sempre e não fiquei o maior fã do Ben Affleck. Mas não foi por culpa do consagrado ator. Batman entra no filme da maneira oposta à da Mulher-Maravilha. Somos introduzidos a um Batman que supostamente devíamos conhecer mas que não conhecemos. Este Batman parece ser novo até ao momento em que dizem que tem mais de vinte anos de carreira como vigilante. Mas Affleck por si só, é um bom Batman. Mas gostava que em filmes futuros explorassem melhor a faceta Bruce Wayne, que não me agradou tanto.
No resto do elenco temos o regresso de Henry Cavill ao Homem de Aço, Amy Adams a Lois Lane, Laurence Fishburne a Perry White e Diane Lane a Martha Kent. Todos eles estão bastante bem mas sem algo de novo. Já Holly Hunter como a Senadora que trata do caso de Super-Homem é uma boa interpretação. Outro ponto algo sobrevalorizado é o de Jeremy Irons como Alfred. Não é que seja mau mas também não é nada de tão especial assim.
Na minha opinião, o filme é espetacular. Tem sido alvo de análises muito negativas e há um ou dois pontos no enredo que podiam ser modificados. Mas pensando nele como O Despertar da Justiça em vez do Batman V Super-Homem, o filme é realmente muito bom. É como um primeiro episódio muito longo de uma série que se vai estender durante anos. São introduzidas muitas personagens e em todos os casos, mal posso esperar por ver mais delas. E alguns dos grandes problemas não são do filme. Por exemplo, o mau desenvolvimento do Batman podia ter sido resolvido com um filme anterior a solo do herói. Claro que é responsabilidade do filme não a ter introduzido da maneira correta mas não é a única coisa que deve ser culpada.
Resumindo, gostei bastante do filme. Aconselho-vos a verem e pode ser que gostem como eu gostei deste início do Universo Cinematográfico da DC Comics.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Preview - Batman V Superman

Sei que venho atrasado mas mesmo assim decidi fazer uma antevisão de Batman v Super-Homem: O Despertar da Força- quer dizer - Justiça.
Tenho expectativas algo baixas. Quando o filme foi anunciado pensei que seria mais uma grande película inspirada em personagens da DC Comics, com a particularidade de juntar dois heróis em vez de um. Mas as notícias foram chegando e surgiu uma lista gigante de personagens a fazer pequenas aparições. Para além de uma contextualização do que aconteceu a Super-Homem desde Homem de Aço, vamos ter uma origem de Batman, provavelmente uma explicação daquele fato de Robin, a introdução de Lex Luthor, a aparição de Mulher-Maravilha e de Doomsday, cameos de vários outros membros da Liga da Justiça e, claro, o combate entre os heróis apresentados no título do filme.
Mas a verdade é que há demasiada coisa para um filme. Eu sei que vai ser longo e terá uma versão ainda maior de DVD mas não é isso que se quer. Seria melhor um filme sem Doomsday e sem Liga da Justiça. Até compreendo a introdução da Mulher-Maravilha mas tenho de admitir que são demasiados fenómenos para um filme só. E acho que o realizador tem de ter prioridades (sim, porque é impossível que Zack Snyder não se tenha apercebido que a história era demasiado longa). Espero que desenvolva o Batman, visto que não vai ter mais nenhum filme a solo nos próximos anos e que o filme seja centrado no duelo entre as personagens centrais. 
Outro aspeto que me parece um pouco falhado, tendo por base os trailers do filme: Lex Luthor. Luthor é uma personagem séria e convencida mas Jesse Eisenberg está a transformá-la num milionário extravagante que já vimos dezenas de vezes. Muita gente criticava este Lex e eu defendia-o bastante por achar que Eisenberg é um ator competente. Espero que no filme Luthor seja desenvolvido de maneira que fique mais fiel às bandas desenhadas.
E apesar destes problemas que espero que não estejam no filme, estou bastante ansioso por vê-lo. Vai ser uma espécie de começo. Eu, que deixei de dar tanta atenção aos filmes do Marvel Cinematic Universe (não é que sejam maus mas à exceção de uma lista algo restrita têm argumentos semelhantes e um sentimento de falta de diversão) tenho muitas esperanças neste filme. Apesar de saber que pode estar repleto de falhas, estou ansioso por ver Henry Cavill num dos seus melhores papéis, estou esperançoso em relação a Ben Affleck e estou muito, muito contente por poder ver este filme, que penso que será maravilhoso. Até pode ser muito mau e ter um enredo fraco mas ver estas personagens a chegar ao grande ecrã outra vez (ou pela primeira vez em live-action) faz-me querer ver o filme. Provavelmente até irei comprar o DVD pela versão mais longa e pelos extras.
Amanhã vou ver filme e podem esperar uma análise nos dias que se seguem.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Obsessões #1

Sei que tenho escrito muito pouco aqui no blog mas prometo que vou fazê-lo mais amiúde. Hoje começo uma rubrica que espero que ajude isso. Em Obsessões espero fazer um resumo do que foi a minha semana. O que vi, o que li e o que joguei. É simples, rápido e aumenta a frequência dos posts.
Nos últimos tempos comecei a ver Buffy, A Caçadora de Vampiros que está a passar no Syfy português, não sei se têm visto. Sempre quis ver já que adoro Joss Whedon. Firely é uma das minhas séries de ficção científica preferidas de sempre, adoro as suas bandas desenhadas e os dois filmes dos Vingadores são dois dos filmes de super-heróis de que mais gosto. Tinha então de aproveitar esta oportunidade de ver Buffy na televisão. Acabei hoje a primeira temporada (estou um pouco atrasado) e adoro todo o universo. É uma série excelente e aconselho a todos que gostem do género de fantasia.
Também estive a ler Capitães da Areia de Jorge Amado para a escola e felizmente escolhi este livro. É um dos grandes clássicos da literatura lusófona e traz-nos um grupo de rapazes abandonados nas ruas de Salvador, Bahia, no Brasil nos anos 50 que vive através do roubo. Eu adorei o livro. É uma história de mágoa, aventura, juventude e liberdade, sendo um daqueles livros praticamente perfeitos.
Tenho também jogado Kingdom Hearts 1.5 HD REMix mas não tenho tido muito tempo. Daqui a umas semanas devo poder-me dedicar quase a 100% ao jogo (ou jogos, visto que se trata de uma coleção de jogos).
Para terminar, comecei a jogar Magic the Gathering. Comprei um Première Pack da Batalha por Zendikar que traz 60 cartas dessa expansão do jogo e ainda dois boosters de 15 cartas cada. Fui ainda ao excelente Dice's Den, aqui no Porto e deram-me a mim e ao meu irmão (que também compou um pack introdutório de outra expansão) dois pacotes de cartas básicas das nossas cores. Joguei um pouco e a minha cor é verde apesar de ter cartas azuis no meu baralho para uma experiência mista. É natural que vejam mais coisas de Magic aqui no blog pois estou a gostar do jogo e pode ser que escreva sobre tudo o que comprar relacionado com este jogo de TCG. Se calhar já amanhã.
Bom, esta foi a minha semana e espero que tenham gostado desta rubrica que sairá todas as sextas mais ou menos a esta hora.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Lista de Títulos da Coleção Super-Heróis DC

Foram finalmente revelados todos os 15 títulos da próxima coleção da Levoir e do Público, Super-heróis DC. A coleção estará disponível semanalmente a partir de 4 de fevereiro, dia a seguir aos meus anos. Não vou escrever já sobre os livros mas a mim parece-me uma excelente coleção com títulos fantásticos, bastante recentes, na sua maioria, introduzindo pela primeira vez Os Novos 52, o reboot que o Universo DC levou há alguns anos, em português de Portugal. Vai ser, sem dúvida, coleção obrigatória e repleta de títulos que moldaram a DC. Podem ver a lista completa de títulos no facebook oficial da Levoir, com a imagem composta pelas lombadas dos volumes todos e as capas dos livros também disponíveis.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Análise ao Trailer de Suicide Squad

Saiu esta semana o trailer de Suicide Squad, um dos próximos filmes da DC Comics a sair, tendo estreia prevista para agosto deste ano.
O filme é inspirado na equipa de mesmo nome das bandas desenhadas. Já tínhamos visto imagens deste filme na Comic-Con, num trailer que mostrava as principais personagens. Mas o que vimos neste trailer muda toda a nossa percepção. No First Look sabíamos quem eras as personagens e parecia ter um tom negro enquanto que neste, vemos que o filme vai ser uma experiência sobretudo divertida. 
Se ainda não viram o trailer, aconselho-vos a ver, está aqui neste mesmo post. Vejam e depois continuem a ler. Continuando, o trailer é todo ele acompanhado de Bohemian Rhapsody, um dos temas mais icónicos dos Queen e uma música que condiz com o filme perfeitamente. Mas pelos dois trailers, penso que o filme vai ter demasiadas personagens e muito pouco tempo para as desenvolver. Isto é a minha opinião, não esquecendo, opinião de uma pessoa que conhece mal esta equipa. Vemos ao longo do trailer, o porquê da formação desta equipa e também as personagens mais importantes: Harley Quinn, interpretada por Margot Robbie que me rendeu completamente ao filme (acho que a Harley Quinn dela é fantástica), Deadshot, o vilão do Batman, aqui com o rosto de Will Smith e claro, Jared Leto como Joker (entre muitos, muitos outros). Parece-me um cast bastante competente. O nome que menos me atraiu nos dois trailers foi o de Leto: é um bom ator, mas parece-me ligeiramente convencido e o seu Joker é uma visão diferente mas que não me captou. Desde 1989, todos os Joker do cinema e da TV tentavam imitar Jack Nicholson até Heath Ledger nos mostrar uma excelente versão deste vilão em 2008, n' O Cavaleiro das Trevas. E depois de Ledger, Leto tentou dar o mesmo estilo revolucionário mas ficou muito longe do original e pouco apelativo. Não gosto portanto, desta versão do Joker mas com uma Harley Quinn tão perfeita, esse pormenor não vai diminuir a minha diversão ao ver o filme. Há também rumores de que o Joker não vai ser um membro da equipa, o que faz total sentido visto que no trailer este nunca é visto na prisão com os outros membros. Teremos que esperar.
Este é, sem dúvida, um dos melhores trailers que eu vi nos últimos meses e parece-me que o filme vai ser também bastante bom. Aconselho-vos a ver o trailer e fica já prometida uma antevisão ao filme para daqui a uns meses.


sábado, 16 de janeiro de 2016

As Minhas Leituras - Poderosos Heróis Marvel Volume 6 - Justiceiro: A Ressurreição de Ma Gnucci

Quero voltar já a realizar As Minhas Leituras, a minha rubrica de críticas a banda desenhada que tem andado parada nos últimos tempos. Felizmente, tenho muitos livros e revistas a analisar e quero fazê-lo em breve. Hoje, Justiceiro: A Ressurreição de Ma Gnucci, o sexto volume da coleção Poderosos Heróis Marvel.
Para começar, quero só dizer que não sou o maior fã do Justiceiro do mundo. Li Diário de Guerra, uma violenta e espetacular obra, já anteriormente publicada numa outra coleção da Marvel da editora Levoir e fico-me por aí. Sem contar a sua participação noutras bandas desenhadas, em especial a sua fantástica aparição na Guerra Civil.
Pode então dizer-se que não conhecia bem a personagem. E o mesmo acontece com os autores do livro. A dupla ficou muito popular nos anos 90 com a série adulta Preacher que eu nunca li mas que tenho de dizer que sempre me fascinou.
Chegando finalmente ao volume em questão, tudo começa quando o filho rico de um antigo adversário do Justiceiro quer vingança. Ao longo da história podemos acompanhar os pensamentos desta personagem algo maníaca e racista social, sendo ele desta vez o autor do Diário de Guerra. Há ainda o tema principal da obra, ou seja, o regresso de Ma Gnucci, uma antiga chefe da máfia com quem o Justiceiro lutou no passado. Ma foi morta mas de alguma maneira voltou e está agora a começar uma guerra no submundo do crime. Claro que cabe a Frank Castle, o Justiceiro, lidar com tudo isto mas desta vez vai ter alguma ajuda: Charlie Schitti, o último membro da família Gnucci vivo, que dá informações sobre o seu tempo a trabalhar para a Ma ao Justiceiro e a Tenente Molly Von Ritchofen, que se alia ao anti-herói, apenas até matarem a chefe da máfia renascida, que esta odeia profundamente.
E nesta história multifacetada, entra ainda o ponto alto das histórias do Justiceiro: a ação. Muitas armas e referências a westerns, culminando numa excelente cena que une o quinto capítulo ao sexto, envolvendo todas as personagens centrais da história num tiroteio violento e com humor negro à mistura.
A arte é a clássica de Dillon: grande uso de figuras poligonais, deixando por vezes a sensação de profundidade mal estudada mas criando um efeito visual fantástico. Nas cenas de ação, há uma especial atenção aos detalhes, tornando-as mais próximas dos filmes que esta obra tanto homenageia.
É algo verdadeiramente fantástico. Ennis conhece a personagem e sabe o que os leitores querem: violência e humor negro, dentro dos limites de publicação da Marvel. Gostei bastante e tornou-se uma das minhas histórias preferidas com releitura obrigatória para daqui a uns anos.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz 2016!

Hoje venho só desejar um feliz 2016 repleto de tudo aquilo que nos faz feliz. Eu já tenho uma resolução de ano novo: escrever mais regularmente no blog.
Feliz 2016!

sábado, 26 de dezembro de 2015

Review - Star Wars Episódio VII - O Despertar da Força - Sem Spoilers

Apesar de não ter escrito no blog durante bastante tempo quero corrigir esse erro e recomeçar em grande, com a análise de um dos melhores filmes do ano, Star Wars: O Despertar da Força.
Quero avisar que esta é a análise sem spoilers para não estragar a ninguém este filme.
Star Wars é uma das séries mais adoradas de todos os tempos e um ícone da cultura pop que afeta qualquer humano da Terra. Ao longo de quase quarenta anos, filmes, séries de televisão, bandas desenhadas, figuras de ação, romances, videojogos, CD's, jogos de tabuleiro, RPG's e merchandise variado ocuparam a vida de todos os habitantes de planeta. Alguns, de forma pequena, apenas reconhecendo o nome da franquia mas outros, outros deram a vida a esta saga. E J.J. Abrams, co-criador de séries como Fringe e Lost e realizador de Missão Impossível III e de Super 8, assim como fã de Star Wars, foi escolhido para realizar este sétimo episódio da saga, dez anos depois do úlimo e uma sequela direta a O Regresso do Jedi, de 1983. E para o argumento, Abrams precisou da ajuda de Lawrence Kasdan, um dos mais lendários argumentistas de cinema de todos os tempos, reconhecido pelo se trabalho em O Império Contra-Ataca, O Regresso do Jedi e Os Salteadores da Arca Perdida e Michael Arndt, escritor de Little Miss Sunshine, um dos meus filmes preferidos a par da trilogia original de Star Wars. E não nos devemos esquecer que toda a Lucasfilms foi comprada pela Disney, incluindo os direitos de Star Wars. Este filme teve então muito dinheiro a circular, para que fosse um autentico sucesso. Até este momento na análise temos: uma saga de sucesso ímpar, um realizador adorado pelos seus trabalhos anteriores, um grupo de argumentistas absolutamente genial e valores de produção astronómicos. Estes quatro fatores fazem grande parte da bilheteira de um filme mas será que fazem um filme ser bom. Só quando têm um bom elenco, claro. E O Despertar da Força merece toda a popularidade que tem, baseando-se apenas nos seus atores. Harrison Ford, Mark Hamill, Carrie Fisher, Anthony Daniels e Peter Mayhew voltam aos seus papéis da trilogia original de Star Wars como Han Solo, Luke Skywalker, Leia Organa, C-3PO e Chewbacca. Todos eles desempenham espetacularmente os seus papéis trazendo a alma dos filmes originais com algo de novo nas personagens. As grandes novidades são, como é evidente, os atores que se juntaram neste filme à franquia. O curioso é todos estes atores serem algo desconhecidos como Hamill ou Fisher eram em 1977, aquando o lançamento do primeiro filme. Primeiro temos Adam Driver a desempenhar o papel de Kylo Ren, o vilão deste filme. Kylo Ren não é um sith, é apenas um homem que controla a força e usa um sabre de luz vermelho mas nunca teve, pensamos nós, um treino do Lado Negro da Força. Na verdade, se repararem, Kylo Ren é uma personagem bastante fraca a nível de poderes, o que o torna interessante. A atriz principal é Daisy Ridley a desempenhar o papel de Rey. Esta é sem dúvida a minha personagem preferida do filme todo. É uma simpática caçadora de tesouros do planeta Jakku e tem pais desconhecidos. Acaba por se envolver entre a Primeira Ordem (os vilões do filme) e a Resistência (os heróis do filme) e o seu desenvolvimento é espetacular. Prometo que no fim do filme vão pensar que se passaram meses desde a primeira cena devido à grande evolução de Rey. Outro ator principal é John Boyega no papel de Finn, um soldado da Primeira Ordem que se sente algo desajustado nos ideais do exército. A última personagem cuja descrição vou aprofundar é Poe Dameron, um piloto da Resitência interpretado por Oscar Isaac que está sempre acompanhado de BB-8, um robô esférico bastante adorado pelos fãs. Se há algo que este filme faz bem é as personagens e a evolução das mesmas. Parece que o espectador consegue sentir verdadeiramente os sentimentos das personagens e as relações entre as mesmas. Já é algo que este filme faz melhor do que as prequelas de Star Wars.
Passando só ao enredo, muito superficialmente: Luke Skywalker desapareceu e cabe a Poe levar à Resistência o último pedaço do mapa que indica a localização do jedi. Depois de uns quantos acontecimentos rebuscados, BB-8, contendo o tal pedaço de mapa, vai parar às mãos de Rey e esta tem de fazer os possíveis para completar a missão de Poe. Enredo simples, não? Sim, mas com muitas mais cenas bastante importantes. Há personagens a ser introduzidas, outras a reaparecerem na saga, combates fantasticamente realizados, pequenos pormenores para saciar os fãs da saga e muito outro conteúdo espetacular. Gostaria ainda de mencionar os excelentes visuais do filme. Vi em IMAX e não fiquei fã. Em cenas de muito movimento a imagem fica distorcida e não é a melhor maneira de se ver um filme para quem procura todos os pormenores visuais, já que apenas o primeiro plano é bem focado. Quero só deixar a recomendação da fantástica banda sonora de John Williams que compôs também as músicas dos outros filmes da saga. Há algumas faixas de filmes anteriores mas também uma boa quantidade de músicas inteiramente novas. 
O meu único problema com o filme é a semelhança que partilha com a história da trilogia original. E não acho que seja um verdadeiro problema. A frase "Não arranjem o que não está estragado" pode associar-se a este problema. Se a trilogia original era tão boa e se as prequelas introduziram aspetos que são odiados pelos fãs, um novo filme deve seguir as passadas dos três melhores filmes da saga. Assim o fez e eu e grande parte dos fãs da franquia apreciamos imenso este trabalho. É um dos melhores filmes de sempre! Sem dúvida, o melhor filme que vi este ano e um dos melhores filmes de toda a saga. É bastante melhor do que as prequelas e é mesmo superior ao Episódio VI. Tem o espírito dos filmes originais e foi construído pelo máximo esforço de diferentes pessoas. Recomendo este excelente filme se já viram todos os anteriores e, se não os viram, façam uma maratona e acabem-na com este Episódio VII.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal!

Eu sei que tenho deixado o blog bastante desatualizado mas prometo que isso vai mudar. Hoje, deixo-vos apenas uns votos de um bom Natal, se o festejam, claro. Feliz Natal!

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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Notícias - Livro de Banda Desenhada de Star Wars no Final do Ano

O espetacular blog de banda desenhada As Leituras do Pedro anunciou hoje aos seus leitores que a Planeta Editora vai lançar o primeiro volume de histórias Star Wars, da Marvel em Português. Esta editora já publicou diferentes livros inspirados na franquia desde guias visuais a uma coletânea com os seis filmes adaptados a banda desenhada e agora irá publicar este volume, que estará disponível perto da estreia do sétimo filme a 17 de dezembro deste ano.
Star Wars - O Ataque de Skywalker reúne as seis primeiras edições de Star Wars, a série de banda desenhada escrita por Jason Aaron e ilustrada por John Cassaday. Estou bastante ansioso pela chegada deste livro às minhas mãos por adaptar uma história passada no mesmo universo de uma das minhas trilogias cinematográficas prediletas à banda desenhada, um dos meus meios de entretenimento preferidos.