A revista semanal Visão lançou ao longo das últimas seis semanas revistas portuguesas clássicas de banda desenhada despertando um sentimento de nostalgia nos jovens que as compravam nos anos 60 e 70 e dando a conhecer heróis como Fantasma ou Major Alvega a uma nova geração de leitores.
Gostei bastante da coleção e gostei de ler todos os números. Não vivi os anos 70 e não tive acesso a publicações de Flash Gordon ou d' O Mosquito mas esta foi uma excelente forma de os conhecer. Republicando a revista na íntegra, alterando apenas o tipo de papel e o formato (penso eu), esta coleção gratuita teve um grande efeito em mim. Gostei de acompanhar todas as aventuras de uma altura em que a banda desenhada era mais simples e em que as crianças portuguesas podiam ler histórias de ficção científica, crime, terror, aviação e comédia numa visita ao quiosque mais próximo. Agora há muita oferta mas mais dirigida para lojas dedicadas exclusivamente à banda desenhada e não numa papelaria normal.
Aconselho a coleção quer queiram reviver histórias da juventude, quer queiram simplesmente conhecer um pouco de história de banda desenhada portuguesa.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Um Filme Por Semana #1 - Ed Wood (1994)
Hoje venho aqui começar um novo projeto: Um Filme Por Semana. Ao longo das próximas 52 semanas, vou trazer uma crítica a um filme que hei-de ver nessa semana. Sairá provavelmente ao fim de semana e os filmes serão quase todos filmes de culto, já que há muitas gemas obrigatórias para qualquer fã de filme que eu ainda não vi. Hoje o primeiro: Ed Wood do realizador Tim Burton.
Lidar com as críticas é algo que todos os grandes artistas têm de fazer e pode ser um dos passos mais difíceis de realizar na carreira destes. Pois se acham que Batman V Superman tem más críticas, provavelmente nunca leram uma análise a um dos filmes dos anos 50 de Edward D. Wood Jr. Este realizador é considerado um dos piores realizadores de sempre mas a sua história é verdadeiramente inspiradora: apesar de todos os desafios, Ed Wood continuava a ter uma enorme paixão em fazer cinema. E em 1994 o realizador Tim Burton, conhecido por filmes como Batman (1989) e Eduardo Mãos de Tesoura (1990) decidiu fazer da vida deste entusiasmado com o cinema um filme. Saiu então Ed Wood, filmado a preto e branco, com Johnny Depp num dos seus melhores momentos enquanto ator.
Mas este filme é mais do que um relato biográfico de um realizador. É um filme de drama inspirado em eventos reais. O espectador é várias vezes confrontado com situações em que não consegue distinguir o que é real ou o que é inventado. Muito disto se deve ao excelente desempenho de Johnny Depp neste extrovertido realizador e Martin Landau como Bela Lugosi, um ator mítico que é aqui retratado de forma honrosa.
Há ainda momentos em que a cinematografia é verdadeiramente espetacular. Podiam ser fotografias numa exposição mas são apenas frames curtos de um filme.
Se aconselho Ed Wood? Claro. Seja pela narrativa biográfica louca e dramática, seja pelos atores, seja pelo humor disfarçado provocado por situações como um cast inteiro a ser batizado ou por referências e críticas ao sistema de Hollywood da altura é um filme muito bom. Inspira qualquer um a fazer aquilo que gosta, não se importando com as opiniões dos outros. Bonito, comovente, engraçado: este filme é uma obra prima de Tim Burton e de todo o cinema.
Lidar com as críticas é algo que todos os grandes artistas têm de fazer e pode ser um dos passos mais difíceis de realizar na carreira destes. Pois se acham que Batman V Superman tem más críticas, provavelmente nunca leram uma análise a um dos filmes dos anos 50 de Edward D. Wood Jr. Este realizador é considerado um dos piores realizadores de sempre mas a sua história é verdadeiramente inspiradora: apesar de todos os desafios, Ed Wood continuava a ter uma enorme paixão em fazer cinema. E em 1994 o realizador Tim Burton, conhecido por filmes como Batman (1989) e Eduardo Mãos de Tesoura (1990) decidiu fazer da vida deste entusiasmado com o cinema um filme. Saiu então Ed Wood, filmado a preto e branco, com Johnny Depp num dos seus melhores momentos enquanto ator.
Mas este filme é mais do que um relato biográfico de um realizador. É um filme de drama inspirado em eventos reais. O espectador é várias vezes confrontado com situações em que não consegue distinguir o que é real ou o que é inventado. Muito disto se deve ao excelente desempenho de Johnny Depp neste extrovertido realizador e Martin Landau como Bela Lugosi, um ator mítico que é aqui retratado de forma honrosa.
Há ainda momentos em que a cinematografia é verdadeiramente espetacular. Podiam ser fotografias numa exposição mas são apenas frames curtos de um filme.
Se aconselho Ed Wood? Claro. Seja pela narrativa biográfica louca e dramática, seja pelos atores, seja pelo humor disfarçado provocado por situações como um cast inteiro a ser batizado ou por referências e críticas ao sistema de Hollywood da altura é um filme muito bom. Inspira qualquer um a fazer aquilo que gosta, não se importando com as opiniões dos outros. Bonito, comovente, engraçado: este filme é uma obra prima de Tim Burton e de todo o cinema.
quinta-feira, 31 de março de 2016
Review - Batman V Super-Homem: O Despertar da Justiça
Foi um dos filmes mais esperados de sempre; é um dos filmes mais controversos no que toca a críticas, e marcará o início de um longo e extenso universo.
Batman V Super-Homem: O Despertar da Justiça é uma das obras mais esperadas de sempre. Talvez desde 1939, ano que marcou a aparição de Batman na banda desenhada, que toda a gente esperava um encontro cinematográfico entre este e Super-Homem, criado em 1938 e que já tinha arrecadado imenso sucesso. Não que os encontros entre os dois heróis nas bandas desenhadas, em jogos ou na televisão tenham sido maus, a verdade está bem longe disso. Mas um filme inteiro dedicado a um confronto entre os dois? Isso é algo novo.
No filme, o Governo Americano começa a ponderar sobre o que fazer com o Super-Homem. Apesar de ter salvo Metrópolis no filme anterior, Homem de Aço, há uma enorme preocupação sobre se este extraterrestre é um herói ou um vilão. Entretanto Batman também se começa a interessar pelo Super-Homem, estando a trabalhar sem parar numa forma de proteger a Terra do herói.
A premissa parece interessante mas tenho algumas críticas a fazer. A primeira parte do filme tem um ritmo muito lento, fazendo o espectador desinteressar-se pelas personagens e pelo enredo. Lex Luthor é uma das poucas personagens que manteve preso ao filme quando estive a vê-lo. Estava muito ansioso por ver Jesse Eisenberg a interpretar o mítico vilão: pelo que tínhamos visto nos trailers, esta personagem ia ser um maníaco com poucas características novas e diferentes. Mas o que tivemos foi bem melhor: um Lex descontraído mas com uma história negra que se vai explorando ao longo do filme e um verdadeiro doido. Outro membro do elenco que se sobressaiu foi Gal Gadot como Mulher-Maravilha, sem dúvida a minha personagem preferida do filme todo. Não nos é atirada no início do filme. Nós vamos aprendendo a vê-la à nossa frente até que chega o momento de revelação com uma das melhores músicas da banda sonora do filme a tocar (para quem viu o filme, vocês sabem do que estou a falar).
E chegamos a uma das questões mais sensíveis do filme: o Batman. É uma das minhas personagens preferidas de sempre e não fiquei o maior fã do Ben Affleck. Mas não foi por culpa do consagrado ator. Batman entra no filme da maneira oposta à da Mulher-Maravilha. Somos introduzidos a um Batman que supostamente devíamos conhecer mas que não conhecemos. Este Batman parece ser novo até ao momento em que dizem que tem mais de vinte anos de carreira como vigilante. Mas Affleck por si só, é um bom Batman. Mas gostava que em filmes futuros explorassem melhor a faceta Bruce Wayne, que não me agradou tanto.
No resto do elenco temos o regresso de Henry Cavill ao Homem de Aço, Amy Adams a Lois Lane, Laurence Fishburne a Perry White e Diane Lane a Martha Kent. Todos eles estão bastante bem mas sem algo de novo. Já Holly Hunter como a Senadora que trata do caso de Super-Homem é uma boa interpretação. Outro ponto algo sobrevalorizado é o de Jeremy Irons como Alfred. Não é que seja mau mas também não é nada de tão especial assim.
Na minha opinião, o filme é espetacular. Tem sido alvo de análises muito negativas e há um ou dois pontos no enredo que podiam ser modificados. Mas pensando nele como O Despertar da Justiça em vez do Batman V Super-Homem, o filme é realmente muito bom. É como um primeiro episódio muito longo de uma série que se vai estender durante anos. São introduzidas muitas personagens e em todos os casos, mal posso esperar por ver mais delas. E alguns dos grandes problemas não são do filme. Por exemplo, o mau desenvolvimento do Batman podia ter sido resolvido com um filme anterior a solo do herói. Claro que é responsabilidade do filme não a ter introduzido da maneira correta mas não é a única coisa que deve ser culpada.
Resumindo, gostei bastante do filme. Aconselho-vos a verem e pode ser que gostem como eu gostei deste início do Universo Cinematográfico da DC Comics.
quarta-feira, 23 de março de 2016
Preview - Batman V Superman
Sei que venho atrasado mas mesmo assim decidi fazer uma antevisão de Batman v Super-Homem: O Despertar da Força- quer dizer - Justiça.
Tenho expectativas algo baixas. Quando o filme foi anunciado pensei que seria mais uma grande película inspirada em personagens da DC Comics, com a particularidade de juntar dois heróis em vez de um. Mas as notícias foram chegando e surgiu uma lista gigante de personagens a fazer pequenas aparições. Para além de uma contextualização do que aconteceu a Super-Homem desde Homem de Aço, vamos ter uma origem de Batman, provavelmente uma explicação daquele fato de Robin, a introdução de Lex Luthor, a aparição de Mulher-Maravilha e de Doomsday, cameos de vários outros membros da Liga da Justiça e, claro, o combate entre os heróis apresentados no título do filme.
Mas a verdade é que há demasiada coisa para um filme. Eu sei que vai ser longo e terá uma versão ainda maior de DVD mas não é isso que se quer. Seria melhor um filme sem Doomsday e sem Liga da Justiça. Até compreendo a introdução da Mulher-Maravilha mas tenho de admitir que são demasiados fenómenos para um filme só. E acho que o realizador tem de ter prioridades (sim, porque é impossível que Zack Snyder não se tenha apercebido que a história era demasiado longa). Espero que desenvolva o Batman, visto que não vai ter mais nenhum filme a solo nos próximos anos e que o filme seja centrado no duelo entre as personagens centrais.
Outro aspeto que me parece um pouco falhado, tendo por base os trailers do filme: Lex Luthor. Luthor é uma personagem séria e convencida mas Jesse Eisenberg está a transformá-la num milionário extravagante que já vimos dezenas de vezes. Muita gente criticava este Lex e eu defendia-o bastante por achar que Eisenberg é um ator competente. Espero que no filme Luthor seja desenvolvido de maneira que fique mais fiel às bandas desenhadas.
E apesar destes problemas que espero que não estejam no filme, estou bastante ansioso por vê-lo. Vai ser uma espécie de começo. Eu, que deixei de dar tanta atenção aos filmes do Marvel Cinematic Universe (não é que sejam maus mas à exceção de uma lista algo restrita têm argumentos semelhantes e um sentimento de falta de diversão) tenho muitas esperanças neste filme. Apesar de saber que pode estar repleto de falhas, estou ansioso por ver Henry Cavill num dos seus melhores papéis, estou esperançoso em relação a Ben Affleck e estou muito, muito contente por poder ver este filme, que penso que será maravilhoso. Até pode ser muito mau e ter um enredo fraco mas ver estas personagens a chegar ao grande ecrã outra vez (ou pela primeira vez em live-action) faz-me querer ver o filme. Provavelmente até irei comprar o DVD pela versão mais longa e pelos extras.
Amanhã vou ver filme e podem esperar uma análise nos dias que se seguem.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Obsessões #1
Sei que tenho escrito muito pouco aqui no blog mas prometo que vou fazê-lo mais amiúde. Hoje começo uma rubrica que espero que ajude isso. Em Obsessões espero fazer um resumo do que foi a minha semana. O que vi, o que li e o que joguei. É simples, rápido e aumenta a frequência dos posts.
Nos últimos tempos comecei a ver Buffy, A Caçadora de Vampiros que está a passar no Syfy português, não sei se têm visto. Sempre quis ver já que adoro Joss Whedon. Firely é uma das minhas séries de ficção científica preferidas de sempre, adoro as suas bandas desenhadas e os dois filmes dos Vingadores são dois dos filmes de super-heróis de que mais gosto. Tinha então de aproveitar esta oportunidade de ver Buffy na televisão. Acabei hoje a primeira temporada (estou um pouco atrasado) e adoro todo o universo. É uma série excelente e aconselho a todos que gostem do género de fantasia.
Também estive a ler Capitães da Areia de Jorge Amado para a escola e felizmente escolhi este livro. É um dos grandes clássicos da literatura lusófona e traz-nos um grupo de rapazes abandonados nas ruas de Salvador, Bahia, no Brasil nos anos 50 que vive através do roubo. Eu adorei o livro. É uma história de mágoa, aventura, juventude e liberdade, sendo um daqueles livros praticamente perfeitos.
Tenho também jogado Kingdom Hearts 1.5 HD REMix mas não tenho tido muito tempo. Daqui a umas semanas devo poder-me dedicar quase a 100% ao jogo (ou jogos, visto que se trata de uma coleção de jogos).
Para terminar, comecei a jogar Magic the Gathering. Comprei um Première Pack da Batalha por Zendikar que traz 60 cartas dessa expansão do jogo e ainda dois boosters de 15 cartas cada. Fui ainda ao excelente Dice's Den, aqui no Porto e deram-me a mim e ao meu irmão (que também compou um pack introdutório de outra expansão) dois pacotes de cartas básicas das nossas cores. Joguei um pouco e a minha cor é verde apesar de ter cartas azuis no meu baralho para uma experiência mista. É natural que vejam mais coisas de Magic aqui no blog pois estou a gostar do jogo e pode ser que escreva sobre tudo o que comprar relacionado com este jogo de TCG. Se calhar já amanhã.
Bom, esta foi a minha semana e espero que tenham gostado desta rubrica que sairá todas as sextas mais ou menos a esta hora.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Lista de Títulos da Coleção Super-Heróis DC
Foram finalmente revelados todos os 15 títulos da próxima coleção da Levoir e do Público, Super-heróis DC. A coleção estará disponível semanalmente a partir de 4 de fevereiro, dia a seguir aos meus anos. Não vou escrever já sobre os livros mas a mim parece-me uma excelente coleção com títulos fantásticos, bastante recentes, na sua maioria, introduzindo pela primeira vez Os Novos 52, o reboot que o Universo DC levou há alguns anos, em português de Portugal. Vai ser, sem dúvida, coleção obrigatória e repleta de títulos que moldaram a DC. Podem ver a lista completa de títulos no facebook oficial da Levoir, com a imagem composta pelas lombadas dos volumes todos e as capas dos livros também disponíveis.
domingo, 24 de janeiro de 2016
Análise ao Trailer de Suicide Squad
Saiu esta semana o trailer de Suicide Squad, um dos próximos filmes da DC Comics a sair, tendo estreia prevista para agosto deste ano.
O filme é inspirado na equipa de mesmo nome das bandas desenhadas. Já tínhamos visto imagens deste filme na Comic-Con, num trailer que mostrava as principais personagens. Mas o que vimos neste trailer muda toda a nossa percepção. No First Look sabíamos quem eras as personagens e parecia ter um tom negro enquanto que neste, vemos que o filme vai ser uma experiência sobretudo divertida.
Se ainda não viram o trailer, aconselho-vos a ver, está aqui neste mesmo post. Vejam e depois continuem a ler. Continuando, o trailer é todo ele acompanhado de Bohemian Rhapsody, um dos temas mais icónicos dos Queen e uma música que condiz com o filme perfeitamente. Mas pelos dois trailers, penso que o filme vai ter demasiadas personagens e muito pouco tempo para as desenvolver. Isto é a minha opinião, não esquecendo, opinião de uma pessoa que conhece mal esta equipa. Vemos ao longo do trailer, o porquê da formação desta equipa e também as personagens mais importantes: Harley Quinn, interpretada por Margot Robbie que me rendeu completamente ao filme (acho que a Harley Quinn dela é fantástica), Deadshot, o vilão do Batman, aqui com o rosto de Will Smith e claro, Jared Leto como Joker (entre muitos, muitos outros). Parece-me um cast bastante competente. O nome que menos me atraiu nos dois trailers foi o de Leto: é um bom ator, mas parece-me ligeiramente convencido e o seu Joker é uma visão diferente mas que não me captou. Desde 1989, todos os Joker do cinema e da TV tentavam imitar Jack Nicholson até Heath Ledger nos mostrar uma excelente versão deste vilão em 2008, n' O Cavaleiro das Trevas. E depois de Ledger, Leto tentou dar o mesmo estilo revolucionário mas ficou muito longe do original e pouco apelativo. Não gosto portanto, desta versão do Joker mas com uma Harley Quinn tão perfeita, esse pormenor não vai diminuir a minha diversão ao ver o filme. Há também rumores de que o Joker não vai ser um membro da equipa, o que faz total sentido visto que no trailer este nunca é visto na prisão com os outros membros. Teremos que esperar.
Este é, sem dúvida, um dos melhores trailers que eu vi nos últimos meses e parece-me que o filme vai ser também bastante bom. Aconselho-vos a ver o trailer e fica já prometida uma antevisão ao filme para daqui a uns meses.
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