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terça-feira, 7 de julho de 2015

Review Especial Mamoru Hosoda Parte 1 de 4 - Toki wo Kakeru Shoujo

Já na minha review do anime Steins;Gate mencionei isto: As viagens no tempo são um dos melhores temas que a ficção científica pode oferecer. E, também devido ao meu novo interesse por filmes do realizador Mamoru Hosoda, levou a este especial que começa hoje e à primeira análise: Toki wo Kakeru Shoujo, um dos melhores filmes anime da década passada. E tem todos os aspetos que Steins;Gate tinha e que fazia com que fosse espetacular, só não ao mesmo nível.

A história passa-se à volta de Makoto Kanno, uma estudante japonesa que tem os mesmos problemas que muitos alunos: acorda, tarde, chega atrasada às aulas e não tem tempo para estudar e divertir-se com os seus amigos. Mas certo dia, Makoto encontra um pequeno objeto, semelhante a um berlinde que a leva a conseguir retroceder no tempo. Assim Makoto tem todo o tempo para se divertir do mundo e consegue apagar momentos de que não se orgulha. Mas ao longo do tempo percebe que ao alterar o fluxo temporal leva a que outros que não ela se magoem. Mesmo assim, Makoto usa o poder, apesar de ser apenas para salvar os seus amigos. Certo dia, a jovem repara que tem umas marcas no braço com uns números que vão reduzindo sempre que usa o poder. Isso significa que tem um número limitado de saltos no tempo e que precisa de os poupar.
Com Makoto estão os seus dois melhores amigos: Chiaki e Kousuke, dois amigos com quem adora jogar basebol e que tenta proteger com os seus poderes. Os dois vão-se revelando ao longo da história em momentos emocionantes, dramáticos e de romance.

Poster do filme

Pessoalmente, a história foi um ponto bastante positivo do filme: era interessante e tinha um equilíbrio perfeito entre os géneros ficção científica e Slice of Life. As personagens têm as motivações corretas e todo o filme parece depender delas. Todo o conceito foi bem explorado e à exceção de um comportamento menos humano mais típico de uma personagem fictícia que torna o aspeto das personagens menos bom.
Em termos de arte, o filme tem uns dos melhores desenhos que já vi num anime até hoje e que mais tarde Hosoda usou nos seus outros filmes que serão analisados nas próximas semanas. A animação é leve, natural e parece realmente um filme desenhado. O melhor: tudo isto veio de 2006, o mesmo ano em que estreou o Fate/Stay Night original. É um filme da Madhouse e isso acaba por justificar a animação já que o estúdio investe bastante nos seus filmes.
Já na banda sonora, tenho algumas queixas. Para além do tema principal, que, adiciono já, é muito bom, há pouca música. O som do ambiente é muito usado mas há falta de faixas memoráveis levando a um decréscimo na qualidade do som.
Em termos pessoais, este é dos melhores filmes de anime que vi até hoje. Friso o equilíbrio dos temas e o final dramático. Sinceramente gostei desta minha primeira experiência com os filmes de Mamoru Hosoda e estou muito ansioso pelo próximo.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

As Minhas Leituras - Batman: Gótico

Como explicado em Batman: Ano Um, e em muitas outras histórias do herói, Bruce Wayne escolheu o morcego para inspiração do seu fato para causar medo nos adversários, fazendo com que estes fiquem atrapalhados ao ver o vulto negro que o seu fato é. Mas quando aparece alguém que causa ainda mais medo nos cidadãos de Gotham, Batman tem de agir.

Essa é a história de Batman: Gótico, um clássico do Cavaleiro das Trevas que saiu da mente de Grant Morrison e Klaus Janson, dois nomes que hoje são conhecidos por todo o mundo. Um homem sem sombra aparece em Gotham e decide vingar-se de um grupo de homens que o assassinou, anos antes. Como aconteceu? Esse é o mistério que cabe a Batman descobrir ao mesmo tempo que este tem estranhos sonhos com a sua escola e com o seu Pai, Thomas Wayne. Mas Batman percebe assim que sente o medo deste estranho assassino que os motivos deste criminoso são bem maiores do que uma vingança.

A espetacular capa de uma das edições

Infelizmente a história tem um problema no seu ritmo, parecendo demasiado lenta até às últimas páginas. Mesmo assim, com aos antecedentes na história referidos nas analepses e com o vilão da história, conseguimos aproveitar toda a obra no seu máximo. É nas personagens que a história brilha! Batman surge algo perturbado pelos seus tempos de escola e é notável a técnica de Morrison de transmitir o medo ao leitor. Os homens que estão a ser perseguidos apresentam todos diferentes personalidades, um ponto bastante positivo já que em muitas obras falha. Por último, o vilão é uma personagem extraordinária: O medo passa para as suas vítimas de uma maneira excelente e toda a sua história revelada com uma profundidade que poucos vilões merecem é uma das melhores histórias de origem que li até hoje. Apesar de não aparecer em mais histórias, eu gostei muito deste vilão e é a sua personagem que faz desta história algo muito bom.
No argumento, notam-se muitas técnicas que não só serviram de inspiração a outros autores dos comics americanos com também ajudaram o autor a escrever as suas histórias mais recentes. Tudo isto é ajudado por uma arte bastante boa, se bem que tenha um desenho de combates e cenas de ação um pouco pior do que é normal. Há ainda que mencionar as fantásticas citações que iniciam cada capítulo e que se relacionam intimamente com a história e com as personagens.

Sinceramente, gostei bastante deste livro. A história não é nada fora do normal e a arte é esquecida com uma certa facilidade mas as personagens e um ou outro detalhe faz desta uma grande história do Batman, que deve ser lida por todos os fãs do herói.

domingo, 5 de julho de 2015

ECE #10 - A História de Kiritsugu Parte 1

O ECE desta semana é o primeiro episódio da rubrica em duas partes: fala-nos do episódio 5 e 6 de um anime que estou a ver Fate/Zero 2nd season.
Os episódios trazem-nos a história de uma das personagens principais, Emiya Kiritsugu. No primeiro episódio, o único que será analisado hoje, um jovem Kiritsugu encontra-se numa ilha a viver com o seu pai mágico e com a sua ajudante por quem tem uma paixão. Mas quando o mago usa uma das suas magia na sua ajudante, esta transforma-se numa vampira e transforma outros habitantes da ilha. Se não fosse a intervenção de uma ordem religiosa e de uma outra de magos, Kiritsugu não teria sobrevivido. No final, Kiritsugu sai da ilha com a ajuda de uma misteriosa mulher que o salvou.
Sinceramente, o episódio teve um começo algo lento e acho que foi colocado numa ordem errada. Preferia que um episódio como este, mais lento e com pouca relação com a história principal série. Mas numa série com momentos tão emocionantes como Fate/Zero não havia outra opção para colocarem um episódio fora do normal portanto este seria realmente a única solução. No próximo ECE, trarei a análise da segunda parte do episódio.

sábado, 4 de julho de 2015

Manga de The Legend of Zelda Será Continuada

The Legend of Zelda é talvez a melhor franquia de videojogos de todos os tempos. Não só da Nintendo. De sempre. Teve dezenas de jogos e grande parte deles foram sucesso absoluto tanto para a crítica como para o público. De entre todos esses jogos em muitas plataformas de sucesso destacam-se Ocarina of Time, considerado por muitos o melhor jogo de sempre, A Link to the Past, conhecido por trazer uma narrativa bastante boa sem ser um RPG e Twilight Princess, jogo indispensável para o sucesso do lançamento da consola Wii.
E depois de tantos sucessos e de uma comunidade de fãs tão dedicada quanto esta, é anunciado o regresso de um dos aspetos preferidos da saga de jogos: a manga que adaptava as excelentes narrativas dos jogos de sucesso.
A nova manga sairá já este ano e pode ter alguma relação com o próximo jogo da série que está a ser preparado para a Wii U. Pode também estar relacionada com qualquer projeto relacionado com a Nintendo NX, próxima consola da Nintendo.

Imagem lançada no Twitter para anunciar esta notícia.

Review Especial Satoshi Kon Parte 1 de 4 - Perfect Blue

Como prometido, chega hoje a primeira review dos filmes do realizador de animes, Satoshi Kon. O primeiro é Perfect Blue, de 1998.
Os anos 90 tiveram grandes animes: desde os animes OVA mecha e space opera no início da década até aos shojos como Cardcaptor Sakura, passando por clássicos como Evanegelion, Cowboy Bebop, Trigun, Escaflowne ou Slayers. E nos filmes houve também grandes exitos como os filmes das franquias Evangelion e Dragon Ball, vários excelentes filmes dos Estúdio Ghibli como A Princesa Mononoke ou Porco Rosso e um ou outro filme singular de um estúdio "normal" que foram verdadeiros marcos na história do anime como Jin-Roh, o já analisado Ghost in the Shell e o filme de hoje, Perfect Blue.
A história começa com a estrela da Pop, Mima Kirigoe a deixar esta carreira para ser atriz. Ao longo de uma série em que participa, Mima vai sendo perseguida por alguém que até cria um site na internet onde posta todos os detalhes da vida da atriz. Além disso, ao longo da sua carreira de atriz, Mima vai perdendo a sua lucidez, vendo uma Mima vestida com a roupa que usava na sua banda pop a insultá-la e a provocá-la. Ao longo de todo o filme vemos a mente de Mima a ficar revirada.

Poster do filme

E para muitos, a história é capaz de parecer pouco original mas é a sua execução que é maravilhosa. Muitos descreveram Perfect Blue como uma experiência visual e não um filme com um argumento. Eu quase que concordo. Apesar de dizer que a história e as personagens são algo bastante importante nesta obra, é sim a organização das cenas e a perda de sanidade por Mima que torna este anime um dos melhores de todo o sempre. Todo o filme é muito bom e totalmente indescritível.

Em termos de animação, este anime brilha: nos anos 90, um filme com uma leveza de movimentos era difícil de conceber. Mas veio da Madhouse. Estúdio que posteriormente foi responsável por séries como Death Note ou Black Lagoon. Além disso a banda sonora é simplesmente espetacular. Não só condiz com todo o tema do filme como tem um tema principal não tão bom como os de John Williams, mas definitivamente comparável.

Sinceramente, adorei este anime e é definitivamente um dos melhores filmes dentro do género, para além de um começo deste especial de reviews fabuloso.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A Banda Sonora de A Lenda de Korra

O tema de hoje é bastante simples: a banda sonora da série de animação Legend of Korra.
Pessoalmente sou um grande fã tanto desta como a série anterior Avatar: O Último Airbender e sempre gostei das duas bandas sonoras da autoria de Jeremy Zuckerman.
Mas tenho de dizer que um dos poucos aspetos nos quais Avatar original é superado por Avatar Legend of Korra é na banda sonora. A da série mais recente tem músicas absolutamente excelentes. Também retratam uma época que teve um estilo bastante apelativo para mim, o início do século XX. E na minha opinião, a banda sonora reflete essa época praticamente na perfeição, com muitos sons inspirados no jazz, tendo também muitas influências chinesas como instrumentos próprios e segmentos de músicas dessa cultura.
Pessoalmente, é a minha banda sonora preferida de qualquer série, filme ou videojogo que tenha experimentado até agora e podia ouvir algumas das faixas vezes e vezes sem conta. Infelizmente só foi lançado o álbum da primeira temporada, que até é uma das melhores temporadas em termos de música.

Capa do álbum com música da primeira temporada.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Notícias - Primeira Imagem da Próxima Série de Doctor Who

Hoje foi revelada a primeira imagem da nona série de Doctor Who, a próxima temporada da série britânica com data de estreia não confirmada mas que deve estar programada para o fim deste verão. Peter Capaldi regressará ao seu papel como o Doutor e estará presente na Comic-Con de San Diego que começa já para a semana num painel dedicado totalmente a esta temporada.

doctor-who
Primeira imagem desta temporada