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segunda-feira, 15 de junho de 2015

ECE #7 - Homenagem a Sir Christopher Lee

Na passada semana, foi revelado o infeliz falecimento do ator britânico Sir Christopher Lee, responsável por vários papéis marcantes em vários filmes ao longo de várias décadas.
No ECE desta semana, proponho uma homenagem ao brilhante ator com três cenas deste nos seus melhores papéis. Não vi tantos filmes com o ator e então as cenas escolhidas não serão dos seus melhores mas dos seus mais conhecidos papéis.
O primeiro é o discurso da personagem por ele interpretada Saruman no universo de Tolkien adaptado para o cinema. Na cena, o Feiticeiro Branco mostra ao seu recente súbdito o grande exército de Orcs que está a preparar.

A segunda cena é com a mesma personagem, no mesmo filme, O Senhor dos Anéis: As Duas Torres, e traz-nos um combate entre este feiticeiro e Gandalf, o Cinzento, interpretado por Sir Ian McKellen.
Infelizmente, a cena não se encontra no Youtube mas recomendo a visualização de todo o filme já que tem uma narrativa espetacular e personagens excelentes.

A terceira cena é de Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith, na qual Anakin e Obi-Wan lutam contra a personagem do ator aqui homenageado, Conde Dooku.

Espero que tenham gostado e que agradreçam a Christopher Lee por todos estes anos como o maravilhoso ator que foi.

sábado, 13 de junho de 2015

Review - The Prestige/O Terceiro Passo

Se há realizador que me tem cativado nos últimos tempos é, sem dúvida, Christopher Nolan. Há qualquer coisa nos seus filmes, desde ideias inventivas a finais gloriosos que tornam a obra muito memorável.
Com The Prestige, passa-se algo diferente de outras obras de Nolan. O argumento é adaptado de um livro. Da última vez que Nolan fez algo assim, em 2002 com Insónia, o resultado não foi o melhor dos seus filmes. Mesmo a aclamada trilogia do Cavaleiro das Trevas é uma adaptação bem livre e não segue a história de nenhum arco de Batman.
E num ano em que estavam para sair outros dois filmes de mágicos, "O Ilusionista" e "Scoop", este filme tinha tudo para não correr bem. Felizmente estávamos todos errados.

A história do filme é algo complexa. Dois mágicos, Alfred Barden (Christian Bale) e Robert Angier (High Jackman) dois rivais que trabalhavam com o mesmo engenheiro de ilusões sofrem um acontecimento que torna as suas vidas terríveis. Barden, em palco, dá um nó à sua assistente e mulher de Angier demasiado difícil de desapertar e, quando esta é posta num tanque com água não consegue soltar-se e acaba por morrer. Isto leva à falência da companhia onde ambos trabalham e uma mudança completa nas suas vidas. Os dois, encontrado novos locais para expor as suas ilusões vão aumentando o ódio de um pelo outro. E tanto as personagens como os espectadores sabem onde vai esta rivalidade terminar: na morte de um dos ilusionistas.


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Poster do filme

Como veem a história é impressionante. Ao longo do filme acontecem cada vez mais e mais coisas que, infelizmente, não posso mencionar sem fazer spoiler e, através de cenas bastantes curtas, faz-se uma bela e emocionante história que supera os anos.

Mas o filme não é só o argumento. São as interpretações dos atores como os já referidos Jackman e Bale, assim como os atores secundários Michael Douglas, Scarlett Johanson ou o mítico artista musical dos anos 70 e 80 David Bowie que fazem deste um filme como qualquer outro.

Pensando bem, este filme foi mal julgado aquando a sua produção. Felizmente recebeu algum sucesso comercial e crítico e deixou as pessoas ainda mais esperançosas para com o filme de Nolan do ano seguinte, "O Cavaleiro das Trevas".


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Os dois protagonistas do filme

Já o livro de Christopher Priest tinha ganho diversos prémios e muitos dos seus fãs dizem que esta é a adaptação merecedora de todo o sucesso.

Aconselho-vos a ver esta maravilhosa obra. É uma história sobre o comprometimento para com a paixão de cada um e sobre as grandes rivalidades de uma vida. Tudo isto num thriller de mistério e com personagens sólidas e temos um dos melhores filmes de um dos melhores realizadores da atualidade.

terça-feira, 9 de junho de 2015

ECE #6 - Korra e Mako Contra Chi Blockers

Eu sei que o ECE já devia ter saído domingo mas não tenho tido nem tempo nem criatividade para escrever um novo episódio então acabou por se arrastar até sair agora. Desculpem-me pelo atraso.
A partir de agora, em todos os episódios terminados em 6, encontrarão um post sobre alguns dos meus combates preferidos na televisão ou no cinema.
O combate de hoje foi escolhido em preparação de um futuro post com os meus episódios preferidos de Legend of Korra, a sequela de Avatar: O Último Airbender, que já recebeu um post parecido.
O combate escolhido foi o de Korra e Mako contra os Chi Blockers, uns lutadores que conseguem retirar os poderes por meros instantes aos benders, ou controladores de elementos.
No combate (retirado do terceiro episódio da série, The Revelation), Korra e Mako tentam apanhar estes apoiantes da revolução de Amon ao perseguirem-nos em cima de Naga, a companheira animal de Korra.
Pela primeira vez na série temos uma história mais negra, uma animação excelente em combates e um vislumbre do poder dos inimigos da primeira temporada.

As Minhas Leituras - Batman: Ano Um

Uma das minhas sagas preferidas de banda desenhada é Demolidor: Renascido. Tem aspetos trágicos que nunca pensei que pudessem ser incluídos numa história de super-heróis mas sem nunca esquecer o seu herói e os combates e típicos coadjuvantes de uma história da Marvel "normal". Devido a isto, esperava que Batman: Ano Um, uma banda desenhada do mesmo par de autores, Frank Miller e David Mazzucchelli, fosse também uma excelente obra, capaz de me mostrar aquilo de que uma boa prequela é capaz. Quase que acertei.

Capa de uma das edições

Batman: Ano Um centra-se em três histórias: duas principais e uma secundária que considero também importante.
Numa, Jim Gordon chega a Gotham e começa como detetive a descobrir toda a corrupção que existe dentro da polícia. Os seus métodos são os normais de um polícia em qualquer outra cidade paa além de Gotham. Gordon cria algumas rivalidades com colegas que acham os seus métodos demasiado honestos ou com pessoas por detrás de toda a corrupção. Alguns destes tentam mesmo "tirá-lo do caminho" mas Gordon reage utilizando os métodos que fazem parte de um verdadeiro polícia de Gotham.
Gordon envolve-se também com a colega detetive Sarah Essen que pensa que este novo criminoso (aos olhos da polícia) Batman é na verdade Bruce Wayne. Apesar de tudo, Jim Gordon acaba por confiar em Batman e decide não o tornar num dos mais procurados de Gotham.

Noutra história, Bruce Wayne regressa a Gotham depois de anos de treino a prepará-lo para uma e uma só missão: livrar a cidade de crime. Wayne procura assim tornar-se num herói mascarado e decide usar um fato que lembre um morcego para diminuir o tempo de reação dos criminosos que atacar. Assim nasce Batman. Começa a diminuir o crime mas levanta demasiado a sua fasquia pessoal, atacar Falcone, o grande chefe da máfia da cidade. Mesmo assim, Gordon confia neste homem mascarado e Batman ganha também um dos seus aliados mais importantes, Harvey Dent, o Procurador de Gotham.

Bruce Wayne a ponderar usar um fato de Morcego

A terceira história é a de Selina Kyle, a Mulher-Gato que começa a acreditar tanto na força de Batman como na de Jim Gordon e tenta também ajudar a livrar a cidade de crime. Mesmo assim os seus ideais são diferentes e pretende apenas safar-se a si própria do que a toda a cidade.

Basicamente a história é espetacular. Charles Darwin disse uma vez que "O Homem, com suas nobres qualidades, ainda carrega no corpo a marca indelével da sua origem modesta". Apesar desta citação se referir à evolução, é fácil relacionar com a obra. Personagens exploradas em tantas obras ao longo de tantos anos precisavam de uma origem que não as introduzisse como grandes heróis. Primeiro vem a origem, depois vem o heroísmo. E Frank Miller explorou isso de uma das melhores maneira possíveis.

Quanto aos desenhos, a arte de Mazzucchelli é diferente da da obra de Demolidor. O traço não é tão certo e as ações das personagens parece menos humano o que até pode ser interpretado como uma metáfora para com a falta de humanidade da população de Gotham. O desenho centra-se também demasiado no pormenor deixando o grande plano menos "rico" em conteúdo.
Para além de tudo isto, tem de se elogiar o diálogo e pensamentos de personagens escritos de maneira espetacular.


Capa da última edição do volume

Apesar de ter tentado evitar fazer demasiado isto, não consegui acabar esta análise sem comprar com a obra já referida dos mesmos autores, Demolidor: Renascido. A história da Marvel aproxima-se mais de um romance tendo pequenas cenas com muitas personagens. Esta foca-se mais naqueles pequenos enredo e estabelece uma pequena ligação entre os três. A outra tem mais que ver com redenção e é mais um épico trágico do que uma história de super-heróis. Este livro tenta ter um espírito clássico da banda desenhada dos anos 80 sem se preocupar tanto com a revolução em termos de argumento. Nos desenhos nota-se muito a diferença já que a de Demolidor foca-se no realismo da história e das personagens enquanto que os desta tentam retratar a falta de humanidade que Gotham tem.

Concluindo, Miller e Mazzucchelli fizeram uma excelente história que, apesar de não estar tão boa quanto a outra obra que li da dupla, traz excelentes aspetos para as três personagens centrais e tem diálogos e cenas que mostram tudo o que a dupla consegue fazer.

sábado, 6 de junho de 2015

Review - Sideways

Por vezes somos confrontados com a influência de personalidades. Nos dias de hoje são as personalidades da Internet que conseguem dar essa influência ao fazer críticas a filmes ou a jogos de que gostam e que leva o público a ver/jogar essas obras.
Comigo foi Doug Walker, um dos meus youtubers preferidos, conhecido pela sua série da web Nostalgia Critic, na qual faz análises a vários filmes e séries de televisão da sua infância e adolescência. No seu vídeo sobre os seus filmes preferidos e noutro sobre as suas personagens preferidas refere o filme Sideways, que assisti recentemente devido à recomendação deste famoso crítico.


Miles ensina o seu amigo a apreciar vinho



Sideways trata-se de um filme sobre dois homens que, antes do casamento de um, decidem fazer a viagem das vidas deles por várias vinhas nos Estados Unidos.
Um deles, Miles (Paul Giamatti) é um escritor não-publicado, divorciado e apreciador de vinhos. Infelizmente encontra-se numa grande depressão devido ao seu divórcio e precisa da ajuda do seu amigo, companheiro de viagem e a causa da despedida de solteiro, Jack (Thomas Haden Church), um homem que pretende levar o seu amigo a não ficar deprimido.
Ao longo da viagem, ambos percebem que não se trata de uma última viagem nem de vinhos mas de se descobrirem a si próprios. Entre Jack a ser infiel para com a sua noiva e Miles a tentar esquecer o seu divórcio e o facto de ter de enfrentar a sua ex-mulher no casamento do seu amigo, o filme torna-se numa das melhore obras trazidas para  grande ecrã.


O espetacular poster do filme



Isto deve-se à subtileza das piadas, às brilhantes interpretações dos atores e sobretudo à excelente relação entre as duas personagens principais que fazem delas duas das minhas personagens preferidas de sempre.
Sinceramente, este filme é absolutamente fantástico e uma dos melhores dramas que já vi até hoje. Entra diretamente num dos meus filmes preferidos de sempre. Única precaução: veja em dias em que se esteja a sentir bem.

Curiosidade: só escrevi e postei esta análise hoje para coincidir com o aniversário do ator Paul Giamatti que faz de Miles no filme.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Notícias - O Trailer de Fallout 4

Hoje houve uma grande notícia para o mundo dos videojogos: o anúncio e o trailer de Fallout 4.
Depois de uma contagem decrescente foi finalmente anunciado o jogo e recebeu um trailer bastante bom que mostra os contrastes antes e depois de um acontecimento que deixou a Terra destruída.
O jogo está a ser desenvolvido pela Bethesda que controla a série desde 2008 e responsável por grandes títulos dos últimos anos como Wolfenstein: New Order ou Dishonored, para além de estar à frente da saga de RPG's ocidentais The Elder Scrolls.
O quarto jogo há muito que é esperado e o trailer deixou fãs e não fãs (o meu caso) ansiosos por esta visão de Boston dos anos 50 apocalíptica que sairá em exclusivo para consolas da geração atual e PC.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Review - Vingadores: A Era de Ultron

Como prometido mais análises a filmes chegarão ao blog e para começar o filme mais recente que vi, Avengers: Age of Ultron, o mais recente filme do Marvel Cinematic Universe e sequela a um dos filmes mais comercialmente populares dos últimos cinco anos, Os Vingadores.
Este era também um dos mais esperados títulos do ano pois reúne todo o elenco dos filmes deste universo cinematográfico e é uma sequela da controvérsia do enredo de Capitão América: O Soldado do Inverno.

A história centra-se num erro de Tony Stark (Robert Downey Jr.) quando este tenta aproveitar a tecnologia do cetro de Loki para criar uma inteligência artificial capaz de trazer a paz a todo o mundo, substituindo assim os Vingadores. Esta inteligência artificial, denominada Ultron, acaba por tornar a forma robótica e acabar com o anterior programa de Stark, Jarvis. Ultron (James Spader) fica então com os piores atributos de Tony Stark, cuja informação foi recebida através de uma conversa entre este e Bruce Banner (Mark Ruffalo), e tenta acabar com o mundo que conhecemos para criar um novo do nada. Ultron ganha ainda a ajuda de várias centenas de robôs também por ele controlados, e de Wanda (Elizabeth Olsen) e Pietro Maximoff (Aaron Taylor-Johnson), dois gémeos com poderes que desejam a morte de Tony Stark pelos seus erros na criação de armamento.

Claro que esta ameaça de Ultron a todo o planeta terá de ser parada pelos Vingadores. E quem são os Vingadores agora: Homem de Ferro/Tony Stark que se tenta redimir por ter criado Ultron; Capitão América/Steve Rogers (Chris Evans) que assume o cargo de líder; Hulk/Bruce Banner (Mark Ruffalo) que parece mais calmo do que no primeiro filme e estabelece uma relação com a sua colega de equipa Viúva Negra/Natasha Romanoff (Scarlett Johanson); Thor (Chris Hemsworth) que não tem tanta importância já que não tem o seu meio-irmão como principal vilão e Gavião Arqueiro/Clint Barton (Jeremy Renner) que ganha muita mais profundidade nesta filme e fica a ser uma das minhas personagens preferidas do Marvel Cinematic Universe.
Para além dos já referidos heróis e vilões veremos mais personagens do Universo como Nick Fury ou Maria Hill interpretados por Samuel L. Jackson e Cobie Smulders, respetivamente e Visão a nova personagem interpretada por Paul Bettany.

Em termos pessoais, eu gostei bastante do enredo. Segue o de um filme de ação clássico e as cenas cheias de efeitos especiais são bastante emocionantes. Há bastante desenvolvimento de personagens especialmente de Clint Barton, da Viúva Negra e de Bruce Banner, personagens que nunca foram "centrais" neste universo cinematográfico. A parte musical continua a ser bastante boa com algumas das faixas do primeiro filme e temas de cada personagem mas com algumas bonitas músicas adicionadas.
As minha única crítica é o desvio feito apenas para incluírem o fato Hulkbuster de Tony Stark que, apesar de ser feito um duelo épico entre este e Hulk, não contribui de nenhuma maneira para a história e é simplesmente desnecessário.
Sinceramente, aconselho-vos a verem este magnífico filme e posso dizer que é um dos melhores filmes do Marvel Cinematic Universe até ao momento e uma das melhores obras da brilhante mente de Joss Whedon.