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domingo, 10 de maio de 2015

O Aniversário de Andy (ECE #2)

Neste fim-de-semana aproveitei para rever Toy Story: Os Rivais, um dos filmes de animação mais bem-sucedidos de sempre e um dos meus filmes preferidos da minha infância. Continuei a adorar o filme e no ECE de hoje apresento uma das melhores cenas: a inicial.
Na minha opinião são os primeiros minutos de um filme uma parte importante pois indicam para que é que o espectador está a olhar.
E este filme tem um início fabuloso. Andy brinca com os seus brinquedos mas quando desce para a sua festa de anos, as suas figuras ganham vida e enviam um batalhão de soldados de plástico para ver que novos brinquedos é que vão receber. É realmente uma cena extraordinária e penso que muitos filmes deveriam ter inícios tão fortes e tão cativantes quanto este.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

As Minhas Leituras - UM Vol. 18 - Wolverine: Evolução

Se houve saga que passou algo despercebida ao público geral e aos críticos e fãs de banda desenhada foi Wolverine: Evolução.
E tenho de dizer que adorei esta saga. É mais uma história de Wolverine a encontrar o seu passado. Mas esta história fá-lo de uma maneira muito diferente. Logan está assombrado por pequenos momentos do seu passado e de toda a humanidade, na verdade. Mas tudo isto enquanto tem a sua grande luta contra Dentes de Sabre. O bom deste combate não são apenas as cenas de luta ou o diálogo algo cliché mas o facto de se passar ao longo de todo o mundo e com tantos coadjuvante faz desta um dos melhores combates que já li.
A narrativa também é interessante e o facto de termos o passado de Wolverine tão envolto em mistério quanto a própria personagem faz desta história algo de espetacular. Há também as maravilhosas pranchas de Simone Bianchi com muito detalhe e estrutura das vinhetas muito boa.
O meu único problema? O final não é satisfatório e por não ter nenhum grande momento que conclua a história, esta deixa de ser memorável.
Mesmo assim, um arco com uma das minhas personagens preferidas de sempre e com um grande combate absolutamente espetacular.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

As Minhas Leituras - UM Vol. 17 Hulk: Cinzento

Jeph Loeb e Tim Sale... Haverá nos comics alguma equipa de autores mais espetacular desde o século XXI? Trabalhos para a DC, trabalhos para a Marvel... Todos eles fantásticos.
E este Hulk: Cinzento é mais um para se acrescentar à lista: Bruce Banner consulta Doc Sampson e conta-lhe as suas primeiras histórias como Hulk. Tudo sobre de quando ainda era cinzento, ainda se pensava que Banner estava morto e ainda Betty não sabia quem era Hulk.
A história é maravilhosa! Temos momentos muito bons e um diálogo tanto no consultório de Doc Sampson tanto nas analepses genial. Mas os desenhos também estão algo de maravilhosos sem distinção de anteriores trabalhos de Sale.
É um livro excelente com narrativa que não desaponta e desenhos a acompanhar estes momentos fora do normal.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

As Minhas Leituras - UM Vol. 16 - X-Women - Mulheres da Marvel

Ao longo dos anos muitas heroínas foram introduzidas na Marvel e, numa ação para aumentar o número de vendas foram sensualizadas. Mas isso não impede que estas personagens não tenham fortes personalidades. Um exemplo é o da Mulher-Aranha que, na minha opinião, tem uma das histórias mais interessantes de todo o Universo Marvel. Mas claro que podia escrever linhas e linhas cheias de exemplos mas este livro faz isso de uma maneira muito melhor.
O volume é uma coleção de quatro histórias todas com histórias de heroínas diferentes. Na primeira, dedicada às mulheres dos X-Men, temos Kitty Pryde, Tempestade, Psylocke e Vampira numas férias bastante atribuladas nas quais têm de salvar a Garota Marvel e Emma Frost. Na segunda história, X-23 encontra antigos amigos de Nova Iorque e tem problemas pessoais. Na penúltima Adaga e Manto veem-se separados e têm ambos os seus problemas com o passado. Na última Sif, encontra Beta Raio Bill e lutam contra uns alienígenas.
Sinceramente, o livro não é nada de especial... Temos uma primeira história interessante com os desenhos de Milo Manara que dá um certo toque às personagens e é sempre bom vermos personagens tão espetaculares como Lince Negra ou Vampira.
Fica a recomendação porque não tem nenhum problema que mantenha os leitores afastados mas também não tem nenhuma vantagem que os mantenha pegados.

domingo, 3 de maio de 2015

ECE #1 - Heath Ledger a Cantar Frankie Valli

Decidi remodelar a rubrica ECE (Episódios Cenas e Especiais): a partir de agora será uma série dominical em que todas as semanas irei apresentar uma cena de um filme ou um episódio de uma série. Vou também numerar os posts e considerem os anteriores uns ECE "zero-ponto-qualquer-coisa".
Para começar tenho a minha cena preferida de um filme que vi neste fim-de-semana, 10 Coisas que Odeio em Ti. O filme não é nada de especial. Vê-se bem e não tem nenhum problema mas não é nenhum filme que toda a gente deveria ver. E felizmente, tem um pequeno elemento que faz dele um filme melhor: Heath Ledger num dos seus primeiros papéis. O ator viria a tornar-se famoso devido aos seus papéis de Ennis em Brokeback Mountain e de Joker n'O Cavaleiro Das Trevas e também devido à sua morte precoce em 2008.
No filme, Ledger desempenha o papel de Patrick Verona, um adolescente rebelde de quem toda a gente tem medo. Mas quando se apaixona pela hipster Kat faz coisas verdadeiramente apaixonadas. Como nesta cena em que Heath Ledger canta a música Can't Take My Eyes off of You de Frankie Valli a Kat, cena nomeada para os MTV Movie Awards como melhor atuação musical. A música foi também usada em muitos outros filmes, sendo o mais conhecido, O Caçador de Michael Cimino.

sábado, 2 de maio de 2015

As Minhas Leituras - UM Vol. 15 - Homem-Aranha e Vingadores: Contos de Fadas Marvel

Contos de Fadas Marvel é um exemplo de que as bandas desenhadas de super-heróis podem sofrer alterações e mesmo assim serem coisas maravilhosas.
Neste livro, C.B. Cebulski apresenta-nos seis histórias, quatro delas com os desenhos de autores portugueses, que nos apresentam histórias infantis de fantasia clássicas com os super-heróis como principais personagens. Temos Mary Jane como a Capuchinho Vermelho, o Capitão América como Peter Pan ou a Mulher Hulk como Dorothy de O Feiticeiro de Oz em histórias fiéis ao original mas também às mitologias destas personagens no Universo Marvel. Por exemplo, na última história, o nome das Duas Bruxas Irmãs é Wanda e Pietra como o nome dos super-heróis Feiticeira Escarlate e Mercúrio.
E tenho de elogiar a arte de todas as histórias que condiz muito como espírito de cada história. Tal não seria possível com um traço mais habitual para bandas desenhadas da Marvel e considero uma escolha excelente terem colocado nas histórias artistas como Ricardo Tércio e Nuno Plati.
Um excelente livro para quem pretende uma leitura leve e sair da excentricidade dos comics de hoje.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

As Minhas Leituras - Battle Royale

Aviso de Spoiler - Esta análise poderá incluir spoilers dos dois primeiros volumes do manga Battle Royale. Foram avisados.

Por muito que goste de banda desenhada e de anime, nunca consegui nutrir a paixão que tenho pelos dois pela junção dos dois, a manga. Mas há umas semanas atrás decidi que iria começar a ler algumas séries de manga que me pudessem interessar por terem sido adaptadas para animes que já tinha visto ou por ter uma adaptação má, não existente ou simplesmente inacabada. E a primeira série insere-se na penúltima classe: Battle Royale. Tecnicamente é a adaptação de um livro e a manga ainda deu origem a dois filmes que até se tornaram bastante conhecidos mas a manga é a melhor versão segundo pessoas que contactaram com as três coisas.

A história de Battle Royale é bastante simples. Num Japão distópico, todos os anos é realizado um concurso chamado o Programa que põe adolescentes de uma turma escolhidos ao acaso num jogo de sobrevivência, enquanto espectadores japoneses assistem este festim mortífero. Tudo o que os jogadores têm de fazer é matar todos os outros e tudo o que recebem é um saco com alguns mantimentos e uma arma diferente para cada aluno. O jogo realiza-se numa ilha e é impossível um dos participantes sair de lá já que são obrigados a usar colares identificadores de posição e que podem matar o usuário se este tentar desativá-lo ou fugir por via marítima.

As personagens são realmente o ponto forte desta manga assim como grande parte das obras de sobrevivência. Em primeiro lugar temos Shuuya Nanahara, um rapaz órfão e fã de rock de bom coração que chega à ilha com o seu amigo e companheiro de casa Yoshitoki Kuninobu e que fica chocado quando este é morto na sala inicial. Shuuya decide então proteger a rapariga que Yoshitoki amava, Noriko.
Noriko Nakaagawa é uma rapariga simpática que nunca se mete em confusões mas que se mostra tanto como uma irmã mais nova a ser protegida por Shuuya mas também como uma namorada a tentar cuidar de Shuuya e a preocupar-se sempre que este não está presente.
Para completar o trio de personagens principais temos Shogo Kawada, um rapaz repetente mas que vê coragem e bondade em Shuuya e Noriko e decide ajudá-los já que pensa que estes não sobreviverão muito tempo numa ilha de assassinos. E é a relação entre estas três personagens que nos acompanha ao longo de todos os volumes e que nos faz adorar a série. Apesar de serem tão diferentes, precisam uns dos outros e é assim que conseguem ir sobrevivendo. Por vezes o grupo toma a forma bondosa da liderança de Shuuya, outras vezes a delicadeza de Noriko e outras vezes a frieza de Kawada. E isso é espetacular.
Há ainda outras grandes personagens como Shinji Mimura e os seus extraordinários planos; a máquina de guerra Kazuo Kiriyama; a rapariga com sérias perturbações psicológicas Mitsuko Souma e a lenda das artes marciais Hiroki Sugimura.

Em termos de arte, eu acho que o traço é muito bom mas também penso que com o meu conhecimento de manga sou uma boa pessoa para julgar a arte de uma série de manga.

Em termos gerais eu adorei esta série. Mostrou-me o que uma obra sobre sobrevivência pode fazer e pode significar já que mangas como este saem todos os anos sem nunca chegarem aos pés do original. A relação entre as personagens principais, as violentas cenas de carnificina e as espetaculares e interessantes cenas de história das personagens anteriores à sua participação no jogo fazem deste um dos grande mangas da década passada. Só vejo um problema capaz de deixar alguns leitores desmoralizados: por que razão confiam Noriko e Shuuya em Kawada nos primeiros capítulos. Tecnicamente deviam ser pessoas boas mas estou um pouco farto de todas as personagens bondosas serem estupidamente ingénuas.
Mas de resto esta é uma experiência incrível e deve ser lida por todos os que gostam de uma boa história de sobrevivência assim como personagens incrivelmente profundas.