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domingo, 28 de setembro de 2014

Review - AnoHana - O Filme

Depois da maravilhosa série AnoHana, decidi avançar na história e ver a sua sequela. É um filme com pouco mais de uma hora e que saiu há pouco mais de um ano.
Infelizmente, e à falta de melhor palavra, o filme é estranho. O enredo é quase todo um sumário do filme e parece que não sofreu novas dobragens ou uma nova animação. Por mim, tudo bem. Mas o filme acrescenta também um pouco à história incluindo um flashback importante e uma reunião dos amigos depois do final da série.
Sinceramente, por muito bom que o filme seja, continua a ser a história da série quase em totalidade e as cenas novas não são nem quarenta minutos. Felizmente estas novas contribuições para a história são incríveis. Há também o aspeto de podermos ver de novo aquelas personagens que tanto adoramos. E outro também excelente: o final, apesar de ter perdido o efeito da surpresa (por ser o mesmo da série) continua a ser emocionante e a ser o meu preferido de sempre.
O filme tem altos e baixos, sim, mas merece ser visto por quem já viu a série (sim, apesar de sumariar a série, os acontecimentos são complementados pelas novas cenas que não têm sentido se não se tiver visto a série previamente).
História - 3 em 4;
Personagens - 2 em 2;
Extras - 1 em 1;
Valor Pessoal - 3 em 3.


  • Nada de novo acrescentado;
  • Excelente oportunidade de rever cenas e personagens marcantes;
  • Novo material maravilhoso;
  • Final!!!!!!!!!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Review - Kara no Kyoukai - Fukan Fuukei

Hoje trago a review de Kara no Kyoukai: Fukan Fuukei, o primeiro filme da saga de Kara no Kyoukai, uma série de filmes anime considerada das melhores. Este primeiro filme centra-se em Shiki Ryougi, uma boneca animada que é, basicamente, a típica heroína de anime parecida com Revy de Black Lagoon ou Motoko Kusanagi da franquia Ghost in the Shell. Infelizmente todo o filme segue um pouco os aspetos da protagonista: pouco inovador. Mesmo em 2007 já tinham existido obras do anime espetaculares. Este filme realmente consegue cativar um pouco o espectador para os capítulos seguintes da saga mas penso que como filme único, sem pensarmos nos filmes a que deu origem é apenas mais um numa década em que filmes com um tema sobrenatural apareciam tão frequentemente.
Mesmo assim vejam o filme pois deve ser visto e, segundo dizem, os filmes seguintes são melhores portanto procurem ver toda a saga.
História - 2 em 4
Personagens - 1.5 em 2
Extras - 1 em 1
Valor Pessoal - 1.5 em 3
Nota Final - 6/10.

  • Pouco inovador;
  • Personagens iguais a tantas outras;
  • Bom grafismo;
  • Ponto de partida para uma saga incrível;
  • Banda sonora excelente (mesmo sem verem o filme, ouçam pois tem músicas que não podem deixar de ser ouvidas.

domingo, 21 de setembro de 2014

Review/Preview - Gotham Episódio 0/Gotham

Hoje trago algo diferente ao blog: uma review e uma preview no mesmo post. A razão? A review será de Gotham: The Legend Reborn, o episódio 0 de Gotham e a preview será dessa mesma série, que estreará amanhã nos EUA.
Gotham é uma série que vai passar na Fox (por enquanto, na Americana, apenas) e que será passada no universo de Batman, apesar de não ter nenhuma ligação com o atual universo da banda desenhada. Esta série vai passar-se antes de Batman existir e vai acompanhar o polícia novato, James (ou Jim) Gordon, que nas bandas desenhadas chega a comissário e a ganhar o total respeito de Batman. Gordon vai estar acompanhado de Harvey Bullock e a química entre os dois vai ser um dos focos da série. O outro (e talvez mais marcante) serão as origens de muitos vilões do Batman, no início das suas carreiras.
No cast temos Ben McKenzie (The O.C.) como Gordon; Donal Logue (Grounded for Life, Vikings) como Bullock; David Mazouz (Touch) como Bruce Wayne; Jada Pinkett Smith (Ali, saga Matrix) como Fish Mooney, uma personagem exclusivamente criada para a série e muitos outros atores de alto nível.


Como disse, este post terá uma componente review e outra preview. Começando com a review, este episódio 0 desiludiu-me. E tudo por uma razão: o título. O episódio foi denominado Gotham Episode 0: The Legend Reborn mas na verdade é um making off com entrevistas ao cast e sem nada que contribua para a história. De resto, o making off é muito bom com boas entrevistas e mostrando os cenários que parecem fieis à banda desenhada e bastante bem feitos.
Na preview vou dar mais uma opinião com expectativas. Quando vi o trailer eu fiquei muito ansioso porque achava que esta ia ser uma série que seria uma surpresa já que não se baseia em nenhuma história em específico nem num período muito explorado na banda desenhada. Espero é que não estraguem a série tornando-a muito longa pois uma série com um orçamento tão grande quanto o desta ou com um elenco tão experiente quanto este que não funcione é uma mancha negra na televisão e um passo atrás na expansão dos média relativos aos super-heróis.
Deixo assim tanto a minha recomendação para verem o tal making off tanto a recomendaçao para verem pelo menos uns episódios da série.

Curiosidade: Ben Mckenzie também deu a voz a Batman/Bruce Wayne no especial para vídeo Batman: Year One (inspirado na b.d. de 1987) que contou também com Bryan Cranston (Walter White de Breaking Bad).

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

As Minhas Leituras - UM Vol. 6 - Homem de Ferro - Demónios

Os leitores mais atentos já devem ter reparado que as análises à coleção Universo Marvel já cá não aparecem há muito. Isto deve-se, em quase toda a sua totalidade, ao facto da papelaria em que costumo comprar os livros desta coleção ter fechado para férias e os livros terem demorado a ser enviados. Felizmente, já cá tenho quase todos.
E um dos livros que achava que não iria gostar foi Homem de Ferro - Demónios, o sexto desta série. A principal razão para este pensamento foi o facto de ser descrita como uma história de descobrimento pessoal que, pessoalmente, não gosto muito das histórias desse género.
Mas para meu contentamento a história é algo bem maior do que as clássicas histórias de auto-descoberta. Tem uma história bastante envolvente com a dupla identidade de Tony Stark a ter batalhas contra super-vilões enquanto Homem de Ferro e batalhas contra Hammer, a S.H.I.E.L.D. e contra a bebida. As personagens são muito boas tanto Stark como os seus coadjuvantes como Bettany Cabe ou o Rhodey. Os desenhos estão também excelentes, nada de diferente mas que faz o seu trabalho.
Achei que realmente foi uma história excelente e uma das melhores da coleção até agora e dou-lhe um 87 em 100.

  • Pouco inovador;
  • Premissa interessante;
  • Bons desenhos;
  • História e personagens excelentes.

domingo, 14 de setembro de 2014

Review - Baccano!

Depois de ter visto alguns animes algo intensos como Elfen Lied ou Higurashi sentia que precisava de algo mais leve mas que fosse realmente maravilhoso. E o escolhido foi o tão elogiado Baccano!
Para quem não está com ele familiarizado, Baccano! é um anime inspirado em várias light novels escritas por Ryohgo Narita conhecido por esta obra e pelo igualmente conhecido Durarara!! A série é composta por treze episódios mais três especiais com um tempo pouco maior de duração mas que também acrescentam pontos importantes à história e devem ser vistos.
A ação desenrola-se em três momentos principais: as aventuras dos ladrões Isaac e Miria cruzados com a história de Firo e Ennis em 1930; a viagem de comboio atribulada devido à presença de um homem chamado Rail Tracer em 1931 e a busca por Dallas Genoard misturado com o caso de Luck Gandor e dos seus irmãos em 1932. Temos também alguns vislumbres do início da trama duzentos anos antes e de um momento no futuro.
Infelizmente é um pouco difícil contar a trama toda portanto vai ficar bastante resumida: nos três tempos vemos pequenos pedaços do vasto rol de personagens significativas na história contando diferentes histórias que, no final, estão todas relacionadas. Temos Isaac e Miria dois ladrões que vivem a roubar por diversão e são muito afetivos e extravagantes; Firo, um dos imortais que tenta resolver a situação de Szilard, um outro imortal que quer este segredo da pedra filosofal; Jacuzzi, um assaltante a viajar no comboio e que planeia fazer lá um grande golpe; Ladd Russo, um homem que quer raptar a mulher e a filha de um importante homem para conseguir ser rico e para poder ter um motivo para matar e depois temos ainda mais umas dez personagens bastante importantes para a história.
Falando em termos críticos o anime é excelente e tendo muitos poucos problemas. Sinceramente tem uma história muito boa mas um pouco confusa, tenho de admitir. Mas felizmente, acho que pode ser adorado por todos: tanto aqueles que leram as light novels e têm maior sapiência neste universo tanto os que não compreendem todo o enredo. Isto penso que se deve ao facto de ter um ambiente tão bom, umas personagens excelentes, uma música espetacular e uns visuais surpreendentes mesmo sabendo que saiu há sete anos atrás. E os especiais também são excelentes e fico contente que os tenham feito para esclarecer coisas que no anime não ficaram totalmente bem acabadas.
E para me despedir dou a minha total recomendação e deixo a minha nota e a fantástica abertura do anime em baixo.
História - 4 em 4.
Personagens - 2 em 2.
Extras - 1 em 1.
Valor pessoal - 2 em 3.
Nota final - 9 em 10.

Review - Sherlcock Holmes: A Game of Shadows

Vi ontem Sherlock Holmes: A Game of Shadows, a sequela de 2011 ao filme de 2009 sem subtítulo. Foi realizado por Guy Richie e inspirado na obra de Arthur Conan Doyle.
Este filme foi uma sequela ao êxito de bilheteiras de dois anos antes e contou com Robert Downey Jr. e Jude Law a encararem de novo Sherlock Holmes e Watson, respetivamente. Na minha opinião achei um erro não se basear em nenhuma história da personagem e ser uma história feita para o filme apesar de ter elementos de inúmeros livros de Conan Doyle. Achei também que não foi bem sucedido no trabalho da personagem e a história ficou demasiado parecida a todos os outros blockbusters feitos para as grandes massas. A história perde-se e as cenas de ação ficaram repetitivas e divergiram da ação clássica dos livros, apesar de visualmente excelentes. Infelizmente, apesar de desapontar os fãs mas ser um filme bom para o público tem alguns problemas como a falta de coerência e, sinceramente, acho que é um filme muito desinteressante. Um verdadeiro tiro no escuro falhado.
Assim concluo esta pequena crítica ao mais recente filme da personagem (até ao momento) dando a nota 55/100.

  • Má adaptação,
  • Desinteressante,
  • Falta de conhecimento sobre o público levando ao desapontamento dos fãs e dos espectadores que nunca leram nenhum livro da personagem,
  • Visualmente agradável,
  • Interpretações dos atores.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

As Minhas Leituras - Watchmen

Hoje trago talvez a mais importante análise já feita neste blog até agora. É ela a de Watchmen, o romance gráfico mais importante da história da banda desenhada. Foi escrita pelo lendário Alan Moore, desenhado pelo quase tão grande Dave Gibbons e emprestado por um tio meu.
Infelizmente não achei uma obra assim tão boa mas vamos abordar primeiro os aspetos bons. A primeira coisa é a sua importância enquanto ícone. Sim, eu defendo que sem esta obra os comics americanos não seriam tanta reputação nem os anos oitenta tenham ficado conhecidos como a idade de bronze dos comics. Apesar de tudo penso que esta não é a única responsável pelos acontecimentos referidos. Esta, a Saga da Fénix Negra, as histórias de Miller no Demolidor ou Claremont em Wolverine são realmente as principais e acho que o mérito não é todo de Moore.
Outro ponto bastante positivo é toda a história que é realmente boa e, sobretudo, inovadora. Em 1986 não era comum uma história de super-heróis não se centrar num grande plano de um super-vilão. Acho que tirando o final a história foi bem escrita e algo de diferente no meio de combates infindáveis contra Doutores Octopus e Caveiras Vermelhas. Foi também acompanhada pelos excelentes desenhos de Gibbons, aspeto de que gostei bastante.
Depois há também o universo: todas as personagens foram bem trabalhadas e têm algo que a maioria dos comics só atingiu relativamente recentemente; o realismo. Penso que se, hipoteticamente, fosse formado um grupo de vigilantes não teríamos um adolescente fotógrafo freelancer a lutar contra um homem mascarado de duende. Teríamos antes um veterano de guerra que assassina inocentes ou um líder de guerrilha fascista. E, nesse ponto acho que ganha a qualquer outra banda desenhada pois só com outras obras pós-Watchmen é que se viu isso de novo. E, sinceramente, nunca tão bem.
Infelizmente há alguns pontos negativos que até são mais pessoais do que outra coisa.
O primeiro deles é o extenso tempo de leitura que se torna maçador por vezes. Está também relacionado a outro grande defeito: o modo de contar a história é um pouco mau. A forma como Moore associa situações dos super-heróis à das pessoas normais é utilizado demasiadas vezes e, ao fim de algum tempo, torna-se maçador. Há ainda o ponto do Cargueiro Negro que continua a chatear-me por não ter quase relações nenhumas com a história principal. Mesmo assim, Moore continua a insistir e isso pareceu-me um erro crasso.
Por último e talvez a pior coisa é que, depois de muitas horas de leitura em que várias foram em momentos cansativos temos um final que considero apressado. Defendendo a anterior afirmação, penso seriamente que o final deixa demasiados pontos em aberto e não digam que é uma figura de estilo para ser associado ao plano do vilão. Na minha opinião foi um dos maiores deus ex machina (qualquer dia faço um top) de sempre.
Assim concluo esta minha análise à obra de Moore e Gibbons e talvez uma das maiores obras de banda desenhada de sempre com a minha nota. Depois de alguma reflexão, concluo que lhe darei um 85 em 100. E para os mais atarefados, deixo um resumo dos pontos positivos e negativos em baixo.

  • Final apressado que não chega a metade da qualidade do resto da obra
  • A extensão consegue cansar qualquer leitor com a quantidade de momentos fora da história principal
  • História e desenhos maravilhosamente coordenados
  • Ícone tão importante para a banda desenhada como Half-Life para os videojogos ou Star Wars para a ficção científica
  • Universo "realista" e bem orquestrado.