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terça-feira, 26 de agosto de 2014

As Minhas Leituras - Cebolinha nº 86 (Panini)

Eu sei que já não escrevo há mais de uma semana mas foi tudo devido a umas magníficas férias mas que infelizmente, o acesso à internet foi pouco e não consegui postar nada.
Mas ignorando esta paragem, descobri que este mês chegaria a Portugal a comemoração das 500 edições do Cebolinha no Brasil e, como há muito que não lia uma história da Turma da Mônica, decidi comprar esta. E que boa decisão que tomei. Esta pequena revista (que, infelizmente, não inclui um número estendido de páginas) é uma carta de amor para os fãs de longa data das aventuras da personagem apesar de agradar tanto àqueles que só começaram há pouco tempo tanto a qualquer um que apenas procure uma boa história e não tenha nenhum conhecimento sobre este tão vasto universo. A única crítica é realmente a edição. A história está excelente e não só atinge as personagens da Turma como serve de pano de fundo para histórias do Penadinho ou do Louco. Mas não sei bem porquê, este número foi muito mal aproveitado. Eu esperava, no mínimo, ter uma revista tão grande quanto as da Mônica para comemorar estas 500 edições. Em vez disso recebemos uma história (bastante boa, até) mas que, mesmo com tantas cameos, é apenas mais uma edição.
No final, esta edição realmente mostra que os escritores se esforçaram para a comemoração deste marco na banda desenhada mas, da parte da editora, não recebemos o respeito que pensámos que iríamos receber.
Cebolinha nº 86 (Panini) - 75/100.

  • Falta de trato da editora que parece que tenta que esta seja apenas outra edição do Cebolinha;
  • Boa história que serve também de cenário para personagens fora da habitual Turma;
  • Cameos que fazem desta história uma carta de amor aos fãs que já acompanham a personagem desde as primeiras aparições, sem esquecer os fãs mais recentes.

sábado, 16 de agosto de 2014

Review - The Wil Wheaton Project Temporada 1

Acabou na passada terça-feira a série de comédia nerd, Wil Wheaton Project de que já falei há uns tempos atrás. Mas como esse post não foi uma review decidi agora dar as minhas opiniões já que já vi todos os episódios.
Wil Wheaton Project é fácil de explicar: um programa em que um nerd conhecido fala sobre assuntos nerds. Pois porque este apresentador que já entrou em Star Trek: the Next Generation, Stand By Me ou A Teoria do Big Bang está agora a comentar os mais recentes episódios de séries nerds como Game of Thrones ou True Blood, blockbusters como Transformers 4 ou o novo filme das Tartarugas Ninja, convenções como a Comic-Con ou simplesmente a fazer sketchs de comédia com atores como John Barrowman, Andy Serkis, Seth Green ou Shawn Ashmore.
Infelizmente, fica muito mais virado para a comédia do que para críticas o que não é uma coisa necessariamente má mas a comédia por vezes é um pouco infantil e estraga um pouco o clima do programa. Mesmo assim, conseguimos passar um bom bocado seja com Skeletor a ler tweets, cenas de Jojo's Bizarre Adventure ou os esforços de Wheaton para não encontrar o Pé Grande e ter um programa que esperemos que dure durante anos.
The Wil Wheaton Project Temporada 1 - 80/100.

  • Comédia infantil e pouco apelativa
  • Notícias do mundo nerd
  • Sketchs engraçados e bem construídos
  • Grande número de ilustres convidados.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Review - Anohana

Vi um outro anime nos últimos dias e este bem mais pequeno que o da minha review anterior. Foi ele Ano Hi Mita Hana no Namae wo Bokutachi wa Mada Shiranai mais conhecido como Anohana e a sua tradução livre é "Ainda não sabemos o nome da flor que vimos naquele dia". Tem 11 episódios, estreou em 2011 e foi produzido por vários estúdios diferentes.
A história começa quando Jinta Yadomi (mais conhecido como Jintan), um rapaz que não vai às aulas e passa o dia a dormir e a jogar videojogos repara que consegue ver a fantasma de uma amiga de infância que morreu em pequena. Menma (a rapariga) só consegue ser vista por ele e acha que voltou para ter o seu último desejo realizado apesar de não se lembrar qual é. Para isso, Jintan reúne os outros membros do seu grupo de amigos de infância que, depois do acidente em que Menma morreu se separaram e odeiam-se uns aos outros.
A história pode parecer simples mas está muito bem explorada e a cada tentativa fortalecemos um laço que temos com uma das personagens. E vou dar um conselho para quem se interessou pela sinopse e vai querer ver a série: não vejam demasiado rápido. A série é pequena e devem aproveitá-la. Portanto não vejam tudo num dia ou em dois e vejam apenas dois ou três episódios por dia pois no final vai saber muito melhor.
Sim, porque este anime é conhecido por ter um dos melhores finais da história do anime. E eu concordo plenamente. O último episódio é um dos melhores últimos episódios de todas as séries que já vi.
Portanto, vejam o anime mesmo que não gostem muito do género porque é realmente dos melhores animes que vi e entra no meu top 5.
História - 4 em 4.
Personagens - 2 em 2.
Extras - 1 em 1.
Valor Pessoal - 3 em 3.
Nota final - 10 em 10.

  • História excelente apesar de por vezes maçadora, especialmente a quem não é fã de drama
  • Personagens incríveis
  • 11 episódios que conseguem ser dos melhores em qualquer coisa
  • Final épico que vale por toda a série.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Review - Soul Eater

Vi recentemente o anime Soul Eater. Tem 51 episódios, é inspirado no manga de Atushi Õkubo que recentemente atingiu uma década de existência e foi desenvolvido pelo estúdio Bones que também nos trouxe Fullmetal Alchemist Brotherhood.
A premissa do anime é simples: um anime shounen com o grupo das personagens principais constituído por rapazes estúpidos, miúdas certinhas e um tipo sombrio e frio admirado por todos. E apesar de ser tão adorado eu só posso dizer que não achei nada de mais. Não é um anime mau e tem uma história sólida, boa animação, uma banda sonora muito bem feita mas falta-lhe algo importante. Se formos ao fundo da questão, Soul Eater não é diferente de séries shonen que adoro como Fairy Tail. Tirando numa coisa que até é mais pessoal: não consigo ficar muito empolgado. As personagens são muito boas mas depois de uns quinze episódios fiquei cansado pois não me entusiasmava muito todas as missões. E se não fossem as personagens (mesmo com os horríveis conflitos pessoais de Soul) acho que o anime seria muito menos suportável. Apesar das piadas não serem nada do outro mundo, nunca me canso de Black Star a auto-proclamar-se o maior homem do mundo, da pequena importância de Maka relativamente ao seu pai ou, e especialmente, das piadas à volta da obsessão compulsão de Death the Kid.
É uma boa série, devem mesmo vê-la nem que vejam metade e dêem uma opinião e é tudo.
História - 2 em 4
Personagens - 2 em 2
Extras - 1 em 1
Valor pessoal - 1 em 3
Nota Final - 6 em 10.

domingo, 10 de agosto de 2014

As Minhas Leituras - Quarteto Fantástico e Vingadores - Invasão Secreta (Universo Marvel #5)

O mais recente livro da coleção Universo Marvel foi Invasão Secreta, uma saga da Marvel de 2008 que pretendia atingir grande parte das personagens do Universo. E apesar de ser uma daquelas sagas modernas consideradas mainstream, eu adorei este livro.
Primeiro estava cheio de receio pois Brian Michael Bendis é um escritor que não é conhecido pela qualidade de títulos mas pela quantidade. Mas a história é fenomenal!
E antes de começar a dizer maravilhas sobre a história, primeiro vou fazer um pequeno resumo: ao longo dos últimos meses, membros da raça Skrull têm vindo a capturar heróis e a tomar o seu lugar dando uso ao seu poder de transfiguração. Mas esta invasão tem estado a ser muito bem feita e até uma missão dos Novos Vingadores em que Elektra é morta e se descobre que é uma skrull, ninguém tinha reparado. E claro, um monte de skrulls a agir como super-heróis por todo o mundo só causa paranóia sobre os heróis que começam a pensar que são skrulls. Além disso, personagens mortas ou desaparecidas voltam como skrulls e isso ainda engana mais os heróis como quando Ronin (Clint Barton, ex-Gavião Arqueiro) vê a sua falecida esposa Mockinbird e depois descobre da maneira mais difícil que é da tal raça alienígena.
E acho que tanto a forma de contar a história e os diálogos de Bendis tanto os desenhos de Leinil Francis Yu (de que sou fã desde os seus tempos em Wolverine) transformam realmente esta história numa das mais importantes e bem recebidas sagas Marvel dos últimos anos pois a história não é assim tão original e tem sempre aquela careterística das sagas de comics modernas de precisar de spin-offs e sequelas.
Acho que devem mesmo ler e não pensem que é daquelas sagas inteiramente comerciais e mainstream porque vale mesmo a pena.
Quarteto Fantástico e Vingadores - Invasão Secreta - 85/100.

  • Pouco original
  • Deixa pontos para serem resolvidos em sequelas e spin-offs
  • Bom story-telling
  • Ligações entre personagens muito boas
  • Sentido de paranóia muito bem explorado

sábado, 9 de agosto de 2014

Review - Guardiões da Galáxia

Como se calhar repararam, estive fora do Marvel Cinematc Universe (um universo criado a que pertencem filmes como Os Vingadores ou os do Homem de Ferro e algumas séries de televisão como Avengers Assemble) porque os filmes estão a tornar-se demasiados repetitivos e muito fracos. Isto deve-se ao facto de a Marvel se ter tornado mais mainstream e, portanto, os filmes são feitos para agradar ao público em geral e não aos fãs de banda desenhada.
Mas depois de ter lido e ouvido umas coisas na Internet, decidi ir ver Guardiões da Galáxia, o mais recente filme do estúdio da Marvel e que estreou na passada quinta-feira em Portugal. E odiei o filme. Sim, achei o filme muito mas muito mau, ao contrário da opinião de 90% das pessoas na Internet. Só para verem, o filme tem 8.8 no Internet Movie Database e está a menos de um ponto de O Padrinho. Eu já sou contra o X-Men: Dias de um Futuro Esquecido ter um rating de oito ponto alguma coisa e adoro o filme portanto este este filme estar tão alto enfurece-me. E mesmo pessoas que têm normalmente os mesmos gostos e opiniões que eu estão a dizer que adoraram o filme. Infelizmente, eu odeio-o.
Mas não posso simplesmente dizer por que é que odeio uma coisa. Portanto vou nomear algumas razões. Uma das principais é ser uma adaptação terrível. Se leram uma das últimas As Minhas Leituras, sabem que eu adoro Guardiões da Galáxia - Legado, a banda desenhada que forneceu as bases para este filme. Mas nem o argumento nem as personagens estão minimamente parecidas. As únicas que eu aceitava são o Groot e o Rocket Racoon mas o Senhor das Estrelas (de quem até gosto no filme), a Gamora, o Drax e até mesmo personagens secundárias como Yondu estão muito diferentes das personagens das bandas desenhadas.
Outra coisa que me chateia (e vem aí um spoiler) é o final: como é que se derrota um Kree com uma das Pedras do Infinito? Com o poder da amizade. Nesta parte só me lembrava de Digimon (fim do spoiler).
E outro aspeto horrível é o Ronan que não tem nada de distintivo. Sim, Peter Quill é muito cliché (é um Han Solo, Malcom Reynolds e Spike Spiegel, basicamente) mas Ronan tem as falas, as ambições e os movimentos clássicos de um vilão cliché. E isto para não falar da maquilhagem! Nas bd's, a cara de Ronan apresenta traços finos e simétricos mas aqui parece que está a fazer cosplay de um guaxinim!
Mais uma razão para não gostar deste filme é o facto de ter muito fan-service com imensas menções a personagens do Universo Marvel. E o problema é que dizem que é uma carta de amor aos fãs. Mas não é! Carta de amor era Os Vingadores. E eu até estava disposto a aceitar isto se os nerds tivessem aceite X-Men 3 um bom filme. E puseram Benicio del Toro só a fazer de Coleccionador (também nada fiel às bd's) durante dois minutos. Benicio del Toro é um ator que não deve fazer de uma personagem mal representada nos cinemas durante uns minutos! Ele é um ator vencedor de vários prémios! Ele apareceu em Traffic!
Ainda mais uma crítica: o Youndu! Não tem nada a ver com a banda desenhada e de um momento para o outro decide passar de mercenário para herói. E já que estamos a falar de mudanças incoerentes, podemos falar do Senhor das Estrelas. Primeiro luta contra miúdos por terem morto uma rã e na cena seguinte (apesar do salto no tempo) está a chutar ratazanas espaciais e a usar uma como microfone. E apenas mais uma mudança:  (spoiler) Groot passa mais de uma hora e meia a dizer as mesmas palavras mas depois, no seu (quase) leito de morte, aprende mais uma palavra! (fim do spoiler)
E quase no final das críticas, expliquem-me como é que o Groot renasceu através de um pau do seu corpo. E será que dos outros nasceram outros Groots? Ou será que só podia renascer através do único pau em que Rocket pegou?
Por último (e com spoiler) temos a cena pós-créditos que é basicamente o Coleccionador a levantar-se e ao seu lado estão Cosmo (que aparece na bd e esperava que aparecesse no filme) e Howard the Duck e que espero que não tenha um filme próprio nem um reboot do de 86 (fim do spoiler)
Bom, depois e todos estes erros, odiei o filme e perdi toda a fé no Marvel Cinematic Universe e penso que no único que irei ver será Avengers: Age of Ultron porque é do Joss Whedon e porque sou um grande fã da equipa. Se querem mesmo a minha recomendação: não gastem tempo ou dinheiro a ver o filme pois é horrível e um dos piores filmes que vi!
Além disso, em grande parte das reviews, no final darei sempre uma pontuação de 0 a 100 e algumas razões (das piores paras as melhores) para ter dado a nota.
Guardiões da Galáxia - 20/100
Justificações:

  • Terrível adaptação
  • Incoerente
  • Mal-executado
  • Boas personagens apesar de pouco parecidas com as das bandas desenhadas
  • Batalhas e cenas de ação interessantes e com bons efeitos especiais.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Recapitulação - X-Men 1-6 PT

Hoje trago mais uma recapitulação nem de um anime nem de nenhuma série de TV mas de uma banda desenhada: a série X-Men que está a ser publicada em Portugal e que atingiu seis números (sendo que o sétimo sai na próxima semana).
Esta revista publica vários títulos de X-Men dos Estados Unidos e até agora publicou 15 revistas norte-americanas All-New X-men e três Uncanny X-Men. Na história, o Fera traz para o presente os 5 X-Men originais dos anos 60 (Ciclope, Fera, Anjo, Garota Marvel e Homem de Gelo) para que o Ciclope do presente (que depois de matar o Professor X se aliou a Magneto e criou os X-Men terroristas) perceba que não está a tornar o sonho de Xavier realidade mas a destruí-lo. Ao mesmo tempo, milhares de mutantes começam a surgir de repente e o Ciclope do presente forma os tais X-Men terroristas com Magneto, Emma Frost, Magia e um grupo de novos mutantes. Quando vão à escola dos verdadeiros X-Men para recrutar novos membros para a sua equipa, o Anjo do passado acaba por se juntar a eles tornando tudo mais difícil. Mas para além da equipa dos X-Men atual, da equipa do Ciclope do presente e da equipa dos anos 60, a Mística, o Dentes de Sabre e a Lady Mental estão a agir como grandes criminosos e, no último número, encontram-se com Wolverine, Kitty Pryde e os X-men dos 60 e são derrotados. Pelo meio, há também encontros com os Vingadores, a Jean Grey a aprender a usar melhor os poderes e a demonstração de Kitty que a tornou numa das minhas X-Man (X-Woman?) preferida.
Até agora gostei da história apesar de achar que está a ficar demasiado confusa mas tem viagens no tempo e eu não posso dizer que não a isso portanto estou a gostar (não é nenhuma Saga da Fénix Negra mas atinge os requisitos mínimos). Não me agrada muito é da parte artística. Em grande parte da história o desenhador é Immonen e dos desenhos dele gosto bastante. Na revista quatro, que é a única que inclui revistas dos Uncanny X-Men, os desenhos são de um desenhador de que gosto bastante, Chris Bachalo e esse é provavelmente o melhor número no que toca a arte. Infelizmente no número 3 e 6 portugueses há pequenas partes feitas por outros desenhadores sem ser Immonen. São eles David Marquez (que é razoável) e David Lafuente (de que não gosto muito). Depois de uma pesquisa vi que Lafuente não vai ser o desenhador regular da série e quem vai continuar no cargo vai ser Immonen.
Espero que tenham gostado deste post e espero que leiam as revistas pois a história é boa e a arte, apesar de pequenas baixas é boa. Além disso, a edição portuguesa merece um achego pois está cronologicamente bem organizada e o facto de conter (até agora) duas revistas diferentes sem um período certo (nunca há certezas de que irá conter números de Uncanny ou de All-New) e uma publicação destas é uma lufada de ar fresco nos fãs de comic americano.