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quarta-feira, 5 de abril de 2017

As Minhas Leituras - Joker - O Príncipe Palhaço do Crime (No Coração das Trevas DC - Volume 1)

Em primeiro lugar, tenho de pedir desculpa a todos os leitores pela minha ausência. Neste ano letivo tenho tido mais trabalho e manter atualizações regulares no blog tem sido extremamente difícil para mim. No entanto, vou voltar a fazer análises na rubrica As Minhas Leituras, começando pelos mais recentes volumes da Levoir, no âmbito da coleção No Coração das Trevas DC
Joker- O Príncipe Palhaço do Crime é uma antologia de histórias de diversas épocas e de dversos autores tendo por base o Joker e a sua constante dualidade com Batman. O tomo começa com uma introdução de duas páginas a toda a coleção pelo habitual autor José Hartvig de Freitas. Ao contrário das outras coleções da Levoir dedicadas aos universos Marvel e DC estes livros não têm textos introdutórios sobre as histórias que se seguem mas apenas uma referência global neste primeiro livro.
Posteriormente há um pequeno resumo da origem do Joker que se destaca por ser desenhada por Brian Bolland, o artista da história Piada Mortal, uma das mais marcantes deste vilão. Após tudo isto, chegamos às histórias. As primeiras duas são os primeiros encontros entre Batman e Joker de sempre e não saem dos típicos arquétipos de histórias da Era de Ouro da Banda Desenhada. É notável a influência de Conrad Veidt na criação do Joker e é sempre interessante esta análise mais simples das duas personagens.
A seguir, temos uma brilhante história de uma das maiores duplas da banda desenhada americana de sempre: Dennis O'Neil e Neal Adams. O argumento é sólido e tem um final que parece ser um precursor de, mais uma vez, Piada Mortal. A história também reforçou uma opinião que tenho há já algum tempo de que Neal Adams é dos melhores ilustradores de sempre. O seu estilo era tão avançado comparado com outros autores dos anos 70, que a sua arte mudou o panorama das bandas desenhadas americanas. Esta é uma história que me era desconhecida antes de ler o livro mas que fico muito contente por a ter lido. Uma excelente pérola desta dupla maravilhosa.
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Passando para 2005, chega-nos O Homem que Ri, uma história que já tinha lido na coleção Os Clássicos da Banda Desenhada - Série Ouro, que tenho emprestada. Quando li a história há uns cinco anos gostei dela mas agora fiquei a gostar ainda mais. Nestes cinco anos li muitas histórias e era possível a minha opinião ter-se alterado, gostando menos da narrativa. Mas não, achei muito interessante ser quase um remake da primeira história do Joker de sempre e do facto de muitos aspetos dela terem sido transpostos para o grande ecrã nos filmes de Christopher Nolan. É definitivamente uma das melhores histórias que já li, no que toca a explorar o Joker.
Por último há uma história bastante recente que não tem nenhum elemento que a torne excepcional. Pelo contrário, o argumentista tentou explorar a infância do Joker, que é sempre algo que me desagrada. O ponto forte deste criminoso é o facto de não ter identidade. Isso é que o torna tão eficaz e tão curioso. Sempre que se tenta explicar uma razão para ser assim (exceto, claro, em Piada Mortal (pois é dada uma explicação satisfatória do porquê de Joker estar tão alterado, sem ser a razão baseada na "vítima tornada opressora" clássica) eu acabo por perder o interesse. É por isso que não consigo achar o primeiro filme de Tim Burton do Batman algo tão bom assim.
Resumindo, achei este volume excelente. Deu-me boas histórias e acabou por mudar um pouco a minha visão desta personagem marcante que o Joker é, um vilão que nunca conseguiu encantar-me como encantou tantos outros fãs de banda desenhada (apesar de o achar um excelente vilão, apenas não o maior dos vilões). Tenho acompanhado esta nova coleção e novas análises estarão presentes no blog nos próximos dias.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

As Minhas Leituras - Liga da Justiça: Origem

Eu sei que As Minhas Leituras tem estado muito parada mas eu vou tentar fazer uns dois posts por semana só dessa rubrica nos próximos tempos. Hoje, Liga das Justiça: Origem, publicada como o primeiro volume da coleção Super-Heróis DC da Levoir. 
O curioso é que eu já analisei este livro, quando li as seis revistas há 3 anos atrás (análise). E a minha opinião pouco mudou.
Acho que o livro introduz muito bem estas sete personagens como uma equipa. Todos têm o seus atritos mas têm de se unir para parar um bem comum como em todas as primeiras histórias... Mas as personagens parecem humanas e isso torna o livro quase real. Além disso, apesar de todas estas personagens serem bastante conhecidas, este livro pertence a Os Novos 52, um reboot que a DC Comics fez ao seu universo, apagando toda a cronologia e deixando espaço para novas histórias e introduções. Este Super-Homem nunca teve todas as batalhas de morte contra o Darkseid. Este Lanterna Verde ainda era extremamente imaturo e inexperiente e esta Mulher Maravilha ainda se estava a adaptar ao nosso mundo. Tudo isto faz com que a Liga pareça realmente nova e traz aos leitores um sentimento de novidade. Sentimento esse que se prolongou em todas as revistas desse tal reboot, mas nunca da mesma forma. Assim como em Batman V Superman, é único ver o início de algo tão grande.
O argumento é do mestre Geoff Johns que escreveu sagas como 52 ou Blackest Night e conta com desenhos de Jim Lee, artista de Super-Homem: Pelo Amanhã ou Justiceiro: Diário de Guerra (já publicadas em coleções anteriores da Levoir). Os dois funcionam muito bem. Johns é um argumentista concetuado e estava já habituado a trabalhar com vários membros da Liga da Justiça. Tem um talento para o diálogo característico de alguém que também escreve para séries de televisão. Já Jim Lee tem o seu estilo único cheio de detalhe em diferentes planos e com um uso de diferentes tons de cor.
Eu gostei imenso desta saga. Sabendo que a DC estava a trabalhar um pouco sem saber o que fazer já que o reboot é uma coisa bem recente na banda desenhada, fizeram um excelente trabalho. O argumento é simples mas sem revelar demasiado fazendo os leitores continuarem a querer acompanhar a série de banda desenhada. Entre combates, diálogos engraçados, momentos épicos e desenvolvimento das personagens, esta história é definitivamente excelente. E volto a dizer: para o futuro e já anunciado filme da Liga da Justiça, este é o argumento certo a adaptar. Recomendo imenso.


quinta-feira, 31 de março de 2016

Review - Batman V Super-Homem: O Despertar da Justiça

Foi um dos filmes mais esperados de sempre;  é um dos filmes mais controversos no que toca a críticas, e marcará o início de um longo e extenso universo.
Batman V Super-Homem: O Despertar da Justiça é uma das obras mais esperadas de sempre. Talvez desde 1939, ano que marcou a aparição de Batman na banda desenhada, que toda a gente esperava um encontro cinematográfico entre este e Super-Homem, criado em 1938 e que já tinha arrecadado imenso sucesso. Não que os encontros entre os dois heróis nas bandas desenhadas, em jogos ou na televisão tenham sido maus, a verdade está bem longe disso. Mas um filme inteiro dedicado a um confronto entre os dois? Isso é algo novo.
No filme, o Governo Americano começa a ponderar sobre o que fazer com o Super-Homem. Apesar de ter salvo Metrópolis no filme anterior, Homem de Aço, há uma enorme preocupação sobre se este extraterrestre é um herói ou um vilão. Entretanto Batman também se começa a interessar pelo Super-Homem, estando a trabalhar sem parar numa forma de proteger a Terra do herói.
A premissa parece interessante mas tenho algumas críticas a fazer. A primeira parte do filme tem um ritmo muito lento, fazendo o espectador desinteressar-se pelas personagens e pelo enredo. Lex Luthor é uma das poucas personagens que manteve preso ao filme quando estive a vê-lo. Estava muito ansioso por ver Jesse Eisenberg a interpretar o mítico vilão: pelo que tínhamos visto nos trailers, esta personagem ia ser um maníaco com poucas características novas e diferentes. Mas o que tivemos foi bem melhor: um Lex descontraído mas com uma história negra que se vai explorando ao longo do filme e um verdadeiro doido. Outro membro do elenco que se sobressaiu foi Gal Gadot como Mulher-Maravilha, sem dúvida a minha personagem preferida do filme todo. Não nos é atirada no início do filme. Nós vamos aprendendo a vê-la à nossa frente até que chega o momento de revelação com uma das melhores músicas da banda sonora do filme a tocar (para quem viu o filme, vocês sabem do que estou a falar). 
E chegamos a uma das questões mais sensíveis do filme: o Batman. É uma das minhas personagens preferidas de sempre e não fiquei o maior fã do Ben Affleck. Mas não foi por culpa do consagrado ator. Batman entra no filme da maneira oposta à da Mulher-Maravilha. Somos introduzidos a um Batman que supostamente devíamos conhecer mas que não conhecemos. Este Batman parece ser novo até ao momento em que dizem que tem mais de vinte anos de carreira como vigilante. Mas Affleck por si só, é um bom Batman. Mas gostava que em filmes futuros explorassem melhor a faceta Bruce Wayne, que não me agradou tanto.
No resto do elenco temos o regresso de Henry Cavill ao Homem de Aço, Amy Adams a Lois Lane, Laurence Fishburne a Perry White e Diane Lane a Martha Kent. Todos eles estão bastante bem mas sem algo de novo. Já Holly Hunter como a Senadora que trata do caso de Super-Homem é uma boa interpretação. Outro ponto algo sobrevalorizado é o de Jeremy Irons como Alfred. Não é que seja mau mas também não é nada de tão especial assim.
Na minha opinião, o filme é espetacular. Tem sido alvo de análises muito negativas e há um ou dois pontos no enredo que podiam ser modificados. Mas pensando nele como O Despertar da Justiça em vez do Batman V Super-Homem, o filme é realmente muito bom. É como um primeiro episódio muito longo de uma série que se vai estender durante anos. São introduzidas muitas personagens e em todos os casos, mal posso esperar por ver mais delas. E alguns dos grandes problemas não são do filme. Por exemplo, o mau desenvolvimento do Batman podia ter sido resolvido com um filme anterior a solo do herói. Claro que é responsabilidade do filme não a ter introduzido da maneira correta mas não é a única coisa que deve ser culpada.
Resumindo, gostei bastante do filme. Aconselho-vos a verem e pode ser que gostem como eu gostei deste início do Universo Cinematográfico da DC Comics.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Preview - Batman V Superman

Sei que venho atrasado mas mesmo assim decidi fazer uma antevisão de Batman v Super-Homem: O Despertar da Força- quer dizer - Justiça.
Tenho expectativas algo baixas. Quando o filme foi anunciado pensei que seria mais uma grande película inspirada em personagens da DC Comics, com a particularidade de juntar dois heróis em vez de um. Mas as notícias foram chegando e surgiu uma lista gigante de personagens a fazer pequenas aparições. Para além de uma contextualização do que aconteceu a Super-Homem desde Homem de Aço, vamos ter uma origem de Batman, provavelmente uma explicação daquele fato de Robin, a introdução de Lex Luthor, a aparição de Mulher-Maravilha e de Doomsday, cameos de vários outros membros da Liga da Justiça e, claro, o combate entre os heróis apresentados no título do filme.
Mas a verdade é que há demasiada coisa para um filme. Eu sei que vai ser longo e terá uma versão ainda maior de DVD mas não é isso que se quer. Seria melhor um filme sem Doomsday e sem Liga da Justiça. Até compreendo a introdução da Mulher-Maravilha mas tenho de admitir que são demasiados fenómenos para um filme só. E acho que o realizador tem de ter prioridades (sim, porque é impossível que Zack Snyder não se tenha apercebido que a história era demasiado longa). Espero que desenvolva o Batman, visto que não vai ter mais nenhum filme a solo nos próximos anos e que o filme seja centrado no duelo entre as personagens centrais. 
Outro aspeto que me parece um pouco falhado, tendo por base os trailers do filme: Lex Luthor. Luthor é uma personagem séria e convencida mas Jesse Eisenberg está a transformá-la num milionário extravagante que já vimos dezenas de vezes. Muita gente criticava este Lex e eu defendia-o bastante por achar que Eisenberg é um ator competente. Espero que no filme Luthor seja desenvolvido de maneira que fique mais fiel às bandas desenhadas.
E apesar destes problemas que espero que não estejam no filme, estou bastante ansioso por vê-lo. Vai ser uma espécie de começo. Eu, que deixei de dar tanta atenção aos filmes do Marvel Cinematic Universe (não é que sejam maus mas à exceção de uma lista algo restrita têm argumentos semelhantes e um sentimento de falta de diversão) tenho muitas esperanças neste filme. Apesar de saber que pode estar repleto de falhas, estou ansioso por ver Henry Cavill num dos seus melhores papéis, estou esperançoso em relação a Ben Affleck e estou muito, muito contente por poder ver este filme, que penso que será maravilhoso. Até pode ser muito mau e ter um enredo fraco mas ver estas personagens a chegar ao grande ecrã outra vez (ou pela primeira vez em live-action) faz-me querer ver o filme. Provavelmente até irei comprar o DVD pela versão mais longa e pelos extras.
Amanhã vou ver filme e podem esperar uma análise nos dias que se seguem.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Lista de Títulos da Coleção Super-Heróis DC

Foram finalmente revelados todos os 15 títulos da próxima coleção da Levoir e do Público, Super-heróis DC. A coleção estará disponível semanalmente a partir de 4 de fevereiro, dia a seguir aos meus anos. Não vou escrever já sobre os livros mas a mim parece-me uma excelente coleção com títulos fantásticos, bastante recentes, na sua maioria, introduzindo pela primeira vez Os Novos 52, o reboot que o Universo DC levou há alguns anos, em português de Portugal. Vai ser, sem dúvida, coleção obrigatória e repleta de títulos que moldaram a DC. Podem ver a lista completa de títulos no facebook oficial da Levoir, com a imagem composta pelas lombadas dos volumes todos e as capas dos livros também disponíveis.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Análise ao Trailer de Suicide Squad

Saiu esta semana o trailer de Suicide Squad, um dos próximos filmes da DC Comics a sair, tendo estreia prevista para agosto deste ano.
O filme é inspirado na equipa de mesmo nome das bandas desenhadas. Já tínhamos visto imagens deste filme na Comic-Con, num trailer que mostrava as principais personagens. Mas o que vimos neste trailer muda toda a nossa percepção. No First Look sabíamos quem eras as personagens e parecia ter um tom negro enquanto que neste, vemos que o filme vai ser uma experiência sobretudo divertida. 
Se ainda não viram o trailer, aconselho-vos a ver, está aqui neste mesmo post. Vejam e depois continuem a ler. Continuando, o trailer é todo ele acompanhado de Bohemian Rhapsody, um dos temas mais icónicos dos Queen e uma música que condiz com o filme perfeitamente. Mas pelos dois trailers, penso que o filme vai ter demasiadas personagens e muito pouco tempo para as desenvolver. Isto é a minha opinião, não esquecendo, opinião de uma pessoa que conhece mal esta equipa. Vemos ao longo do trailer, o porquê da formação desta equipa e também as personagens mais importantes: Harley Quinn, interpretada por Margot Robbie que me rendeu completamente ao filme (acho que a Harley Quinn dela é fantástica), Deadshot, o vilão do Batman, aqui com o rosto de Will Smith e claro, Jared Leto como Joker (entre muitos, muitos outros). Parece-me um cast bastante competente. O nome que menos me atraiu nos dois trailers foi o de Leto: é um bom ator, mas parece-me ligeiramente convencido e o seu Joker é uma visão diferente mas que não me captou. Desde 1989, todos os Joker do cinema e da TV tentavam imitar Jack Nicholson até Heath Ledger nos mostrar uma excelente versão deste vilão em 2008, n' O Cavaleiro das Trevas. E depois de Ledger, Leto tentou dar o mesmo estilo revolucionário mas ficou muito longe do original e pouco apelativo. Não gosto portanto, desta versão do Joker mas com uma Harley Quinn tão perfeita, esse pormenor não vai diminuir a minha diversão ao ver o filme. Há também rumores de que o Joker não vai ser um membro da equipa, o que faz total sentido visto que no trailer este nunca é visto na prisão com os outros membros. Teremos que esperar.
Este é, sem dúvida, um dos melhores trailers que eu vi nos últimos meses e parece-me que o filme vai ser também bastante bom. Aconselho-vos a ver o trailer e fica já prometida uma antevisão ao filme para daqui a uns meses.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Cosplay - Mulher Maravilha

Trago uma imagem de um incrível cosplay da Mulher Maravilha, uma das mais famosas heroínas da DC Comics. O cosplay tem um fato muito bom, inspirado na versão da personagem da linha Os Novos 52. Foi feito pela Kaite Cosplays.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Cosplay - Batman (O Regresso do Cavaleiro das Trevas)

O Regresso do Cavaleiro das Trevas é, para mim, uma das melhores sagas de banda desenhada de sempre e tenho até uma análise aqui no blog.
Pois, em parte, esse minha adoração por esta saga deve-se ao Batman, mais maduro e revoltado. E o cosplayer Brin Londo fez um cosplay desta personagem nesta versão. Está bastante bem.

terça-feira, 28 de julho de 2015

As Minhas Leituras - EBAL Invictus nº 16

Esta análise de hoje será rápida: é de uma revista que adquiri recentemente na loja Tintim por Tintim, que a minha Mãe me ofereceu: Incvictus nº 16 da editora EBAL, uma compra por razões de colecionismo já que as histórias não têm conclusão e a sua edição é bastante fraca.

Este número apresenta duas histórias: uma de Arqueiro e de Lanterna Verde dos fabulosos Denny O'Neil e Mike Grell e que, devido a coleções Levoir, me captou a atenção. Já num volume dessa coleção tive a oportunidade de ler esta série e gostei bastante dela e também já tinha lido um trabalho nessas coleções de Grell precisamente sobre o Arqueiro Verde. A história é simples com um vilão que precisa de ser derrotado pela dupla de heróis, aqui acompanhados pela mulher do Arqueiro, Canário Negro.

Na segunda história, desta vez de Flash, a Patinadora é presa mas deixa um substituto para acabar com o Flash: o Mestre dos Anéis que ganha protagonismo e deixa muita gente, incluindo a mulher do herói, Iris West, a desacreditar o Homem Mais Rápido do Mundo. Isto é um golpe vital em Flash e este tem de recuperar antes que a Patinadora escape da prisão.

As histórias são ambas excelentes com muita boa arte e uma trama interessante. Como disse, escolhi esta edição devido a colecionismo mas acabei por até gostar imenso das histórias. Como foi lida por essa razão não terá nota mas recomendo a acrescentarem-na às vossas coleções.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

As Minhas Leituras - Batman: Detetive

Há boas e más séries de televisão animadas inspiradas em super-heróis. Como em tudo. Temos as excelentes Spectacular Spider-Man, X-Men ou Avengers: Earth Mightiest Heroes mas também as horríveis Swamp Thing, Fantastic Four ou Spider-Woman, séries bastante más que nem tiveram muitos episódios devido a este problema. Mas se procurarem qualquer lista das melhores animações de super-heróis, facilmente encontrarão nos lugares mais próximos ao número 1 séries como a de Spawn, ou Young Justice... e claro, a única e grande, Batman: The Animated Series.
Muitos dizem que as séries de super-heróis e todo o universo de Batman, tanto na bd, como no cinema, na televisão e nos jogo só estão assim devido a esta série dos anos 90. Um fenómeno da crítica e da audiência, Batman: TAS (sigla utilizada para se referir à série, em vez de se escrever/dizer o nome completo) tinha um olhar mais negro para com o Homem-Morcego e toda a Gotham, fazendo os seus vilões mais horríveis do que o normal nas bandas desenhadas e dando uma ideia mais adulta do trabalho de um super-herói, numa maneira muito diferente dos desenhos animados de sábado de manhã que atingiram o máximo de popularidade na época em que esta série estreou. Adaptou bastantes bandas desenhadas, dando os retoques habituais da série e tornou-se num verdadeiro marco cultural que, na opinião de alguns, teve um impacto perto do de séries como Beavis and Buthead ou South Park.

O que nos é apresentado neste livro são histórias de um dos responsáveis por esta grande série Paul Dini, apoiados pelos traços de diferentes autores como Don Kramer e ainda com uma história extra de Royal McGraw. O volume é composto por histórias que têm início e fim no mesmo número, sem uma trama complexa ou alterações a todo o universo. Por vezes, Batman tem de auxiliar antigos inimigos como Hera Venenosa ou Pinguim, quando estes se encontram ameaçados por um mal maior. Noutras, vê-se envolvido numa trama à procura de um criminoso, e, numa delas é até ajudado por um dos seus antigos inimigos, o Charada.

É uma coletânea de histórias que mostram o lado original de Batman. Não se vê confrontado com um vilão que tenta atingi-lo psicologicamente ou tem de lidar com problemas da sua vida como Bruce Wayne ao ser Batman, é apenas algo mais próximo dos primeiros números da sua revista, nos anos 40. Histórias simples, com um Batman sábio e perspicaz e que vale o título de Maior Detetive do Mundo, dado-lhe por Ra's Al Ghul,

A arte é a tipica arte de uma revista comercial. Como não é um grande arco nem uma grande minissérie, tem uns desenhos bons mas sem novas técnicas. Continua a acompanhar bastante bem a história e tem um bom rol de cores, condizendo com o estilo menos adulto destes contos.

Pessoalmente gostei bastante deste volume. Por um lado torna-se menos interessante, especialmente ao ser inserido numa coleção com grandes histórias de autores como Frank Miller, Grant Morrison ou Tim Sale. Mas continua a ser bom. Quando não se tem mais nada para se fazer, ler uma destas histórias em alguns minutos a aproveitar os talentos de escrita de Dini é algo sempre agradável. Não é revolucionário, nem épico e duvido que seja um dos 10 melhores livros de banda desenhada de sempre. Mas não é suposto sê-lo. E assim sendo, é algo espetacular, um livro espetacular que para muitos deu uma esperança de que a série de Batman dos anos 90 ainda não tinha acabado, apesar de este volume se diferenciar muito, por incluir aventuras mais leves. Mesmo assim, partilha o espírito de detetive e uma história de uma das vilãs criadas na série de animação, Arlequina, que aqui co-protagoniza a última história.

Em suma é um livro muito bom mas sem nada de identificativo e se não procurarem aventuras mais infantis não têm aqui o livro. Não vão lê-lo a esperar um Ano Um mas sintam-se entusiasmado. O que Dini e os outros autores aqui fizeram é excelente. A minha nota? 75 em 100.

sábado, 25 de julho de 2015

Capa: Earth 2 #1 de Bryan Hitch

Decidi trazer hoje uma fantástica ilustração de Bryan Hitch, um artista fabuloso que assina o primeiro e segundo número da nova coleção da Levoir dedicada à Marvel e que tem um desenho espetacular. O que vos apresento é a variant deste artista a Earth 2 #1, da DC Comics, que está espetacular. Aqui está.



quinta-feira, 23 de julho de 2015

As Minhas Leituras - Batman: Presa



No dia em que começa a nova coleção da Levoir, que, por sinal, é prometedora, estou eu ainda a meio das minhas análises à coleção anterior, dedicada inteiramente a Batman.

Se houve revista que fugiu à regra universal que se consolidou na comunidade de fãs de banda desenhada de que os anos 90 foram um enorme falhanço em termos de comics americanos, apoiemos ou não esta ideia, foi Legends of the Dark Night (apesar de admitir que fui tremendamente injusto ao explicitar no início da frase que esta foi a única ou das únicas). Com a história Gótico, já publicada nesta coleção e analisada no blog a preceder diretamente esta em termos de publicação mas não cronológicos, ficamos com duas das melhores histórias dos anos 90 nesta coleção. Mas apesar de serem do mesmo ano e terem sido publicadas na mesma tão aclamada revista, diferenciam-se em tudo: Gótico, dos mestres Grant Morrison e Klaus Janson, traz um inimigo novo, único, até e lida com temas negros associados à religião e a uma história sem fronteiras, quer físicas, quer temporais. Esta Presa, assinada por Doug Moench e Paul Gulacy, trata mais da psique do Homem-Morcego, analisada pelo especialista em psicanálise, Hugo Strange, um vilão recorrente nas revistas Batman e Detective Comics dos anos 50 e que é aqui recriado numa forma estranha e medonha, mas sem perder o efeito da comicidade que os comics em que apareceu tinha em demasia.

Em Presa, apesar de Batman não querer admitir, está a ficar atingido por todos os comentários e análises que Strange lhe faz, caminhando até quase adivinhar a sua identidade. Mas pelo meio, vira a imprensa e o público contra o herói e cria uma força anti-vigilante, cuja primeira missão é eliminar o Batman.

Mas não é a história em si que eleva esta saga ao estatuto de clássico do Cavaleiro das Trevas. O que realmente faz desta algo de genial é toda a trama vista do lado de Batman, que tenta ignorar os comentários do psicanalista e prosseguir com o seu trabalho, de Hugo Strange, levando-o a criar uma caça às bruxas ao vigilante e do lado de James Gordon, na altura ainda capitão da Polícia de Gotham e que tem de ficar do lado de Strange publicamente mas secretamente ajuda Batman a esconder a sua identidade.

Há ainda o excelente ponto do Fagelo da Noite, a identidade de Max Cort, o responsável pela caça ao Batman que, quando hipnotizado por Strange segue uma carreira de vigilante, se bem que mais violento do que Batman. Mas claro que a ideia da criação de um vilão para defrontar o herói é quase tão velha como a ideia dos heróis e dos vilões em si mas aqui há uma certa ironia por ter sido o próprio revoltado Hugo Strange que sente na verdade inveja e não qualquer outra coisa. Há um ódio crescente em Strange por Batman e pelos ideais que representa que o leva ser como é. E isto torna-o espetacular na humilde opinião deste crítico.

Realmente a história é muito boa e só tenho o problema da história paralela de Selina Kyle nos seus primeiros anos como Mulher-Gato que se torna um bocado desnecessário até um ponto avançado da narrativa onde, se pensarmos mesmo até ao fundo da questão, não é tão importante quanto isso.

Na parte da arte, tenho de parabenizar Paul Gulacy, um artista cuja arte nunca me tinha chegado às mãos nem aos olhos, mas de que gostei bastante. A figura humana foi muito bem estudada e nas cenas de ação há uma ideia de movimento dada pelas várias vinhetas sequenciais, um aspeto muito interessante. A cidade que desenhou é que por vezes parece ter pormenores que nunca existiriam em Gotham como enormes filas de carros, algo muito pouco realista. Mas talvez do ponto de vista do desenhador, este aspeto até pudesse ser importante para mostrar a diferença entre a Gotham destes primeiros anos em que Bruce Wayne foi o Batmna e Gotham dos tempos que os leitores acompanhavam em títulos normais como Batman e Detective Comics.

Na minha opinião, esta é realmente uma das melhores histórias do Batman que li até hoje e fiquei rendido a esta dupla de criadores. Quero não só ler mais trabalhos deles individualmente como procurarei outras obras que tenham desenvolvido juntos. Aconselho completamente a leitura desta quase brilhante obra e, boa notícia, o sistema de nota voltou às Reviews e às As Minhas Leituras, desta vez com uma nota de 0 a 100, onde vou tentar ser mais rígido do que da última vez que usei este sistema, ortanto não gostava que comparações fossem feitas com as anteriores notas.
Este livro, para começar em grande recebe um maravilhoso 80, principalmente pela excelente história com um valor de releitura algo alto, desenhos muito bem feitos e um vilão re-imaginado e que garante uns pontos extras à obra.