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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Review - The Melancholy of Haruhi Suzumiya

Como falar de Haruhi Suzumiya? Quando em 2006 esta série de anime da Kyoto Animation invadiu os ecrãs das televisões de milhares de espectadores aconteceu algo estranho, um fenómeno quase sobrenatural. Não que tivesse a ver com aliens, viajantes no tempo ou espers, nada disso. O que verdadeiramente aconteceu foi a chegada de uma adaptação de uma série de light novels que se tornou numa das séries que melhor caracterizam o anime da década passada.
Em The Melancholy of Haruhi Suzumiya somos atirados para uma escola privada no Japão onde acompanhamos Kyon, o nosso (ou um dos nossos) protagonistas. Kyon é um rapaz normal, cheio de sarcasmo e que há muito deixou as histórias de ficção científica, apesar de não parecer contente com essa decisão. No início de um novo ano escolar, a rapariga que se senta atrás dele, uma miúda bonita e desconhecida faz uma declaração sobre o seu interesse exclusivo em criaturas fantásticas.
As cinco personagens centrais: Kyon, Haruhi, Koizumi, Mikuru e Nagato (no sentido dos ponteiros do relógio a começar no canto superior esquerdo).
Kyon, intrigado, começa a desenvolver algum diálogo com esta rapariga, a nossa segunda protagonista, Haruhi Suzumiya. Esta, apesar do seu discurso de apresentação, decide continuar a sua amizade com Kyon, mesmo este sendo um humano normal. Haruhi, ao fim de algum tempo, toma a iniciativa de formar um clube de investigação de anomalias no mundo em que vive. Para isso, obriga Kyon e três outros alunos a juntarem-se: Nagato Yuki, uma alien que passa o tempo a ler na sala do clube; Mikuru Asahina, uma viajante no tempo e Koizumi Itsuki, um esper. No entanto, Haruhi não sabe do lado sobrenatural destes seus colegas de clube. Na verdade, como se explica nos primeiros episódios da ordem cronológica, estes três detentores de habilidades especiais juntam-se ao clube para investigar Haruhi que, segundo os três, tem habilidades de decidir o destino do mundo, mesmo que inconscientemente.
Haruhi e Kyon
Está então estabelecida a premissa da série: Kyon e os seus três novos amigos têm de impedir que Haruhi se zangue e se aborreça ou isso pode trazer consequências terríveis para todo o mundo. E pode parecer algo demasiado estranho mas o anime fá-lo de forma espetacular. Todo o elemento do anormal torna o anime algo único. Seja a personalidade extrovertida de Haruhi, sejam os segredos que Kyon e os restantes membros têm de guardar de Haruhi.
A capa do primeiro volume de light novels que deu origem à série.
As duas temporadas são excelentes. Adoro o humor e o estilo leve que esta série tem ao mesmo tempo que nos oferece pequenas situações de ficção científica. As personagens são um elemento muito bom da série, especialmente Kyon e Haruhi. Mas também Mikuru com o seu medo do estilo obsessivo de Haruhi, Yuki com a sua tendência para não compreender as atitudes dos humanos e em particular Koizumi que tem uma relação com Kyon com muitas piadas que tornam os momentos mais sérios (os poucos que há) mais cómicos.
E depois de 28 episódios de comédia, ficção científica, romance e mistério, chegamos ao brilhante The Disappearance of Haruhi Suzumiya, um filme que nos conta uma história bem mais dramática e bem mais focada em Kyon. É muitas vezes considerado um dos melhores filmes de anime de sempre, assim como uma das melhores histórias destas personagens. Eu gosto imenso e talvez um dia escreva uma análise mais detalhada sobre esta verdadeira obra-prima.
As cinco personagens (Koizumi, Nagato, Kyon, Haruhi, Mikuru (da esquerda para a direita)) nos uniformes que usam em The Disappearance of Haruhi Suzumiya.
Portanto, gostei ou não desta franquia de anime? Gostei bastante. A primeira série tem arcos excelentes e é facilmente um anime que eu não me importaria de rever várias vezes (como já o fiz uma vez, encadeando-a com a segunda). A segunda tem um episódio verdadeiramente fantástico e dois arcos que não atingem os patamares da primeira série mas continua a ser um anime muito bom. E por último temos o filme que é facilmente um dos meus favoritos de anime de sempre. Escusado será dizer que eu adoro esta série e que tenho muita pena que ainda não tenhamos visto uma terceira temporada. Tenho ainda de referir as diferentes formas de ver a série. Há várias ordens de assistir os episódios já que estes foram lançados fora de ordem. Eu pessoalmente vi pela ordem cronológica que facilmente encontram na internet e gostei bastante. Quando voltar a ver, se calhar vou tentar pela ordem de lançamento dos episódios visto que muita gente aconselha. Mas só poderei dizer qual prefiro. Espero então que tenham gostado desta análise e aconselho toda esta franquia brilhante. Podem notar que o tipo de letra está diferente e será assim em todos os posts partilhados com o novo blog que criei. Exato, criei um novo blog, O Rapaz Que Gosta de Comics, desta vez no wordpress e esta análise foi publicada nos dois blogues, podendo ser lida em qualquer um deles. As únicas diferenças entre os dois posts são estas frases finais em que apresento o blog novo. Convido-vos a visitarem ao clicarem aqui. Espero que gostem.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Review - Saekano

Há vários animes considerados genéricos que acabam por surpreender completamente o espectador apenas por fazerem algo ligeiramente diferente, por vezes nem conseguindo ter a sua qualidade logicamente explicada. Saenai Heroine no Soatekata ou Saekano: How to Raise a Boring Girlfriend ou ainda apenas Saekano é um exemplo desse tipo de séries bem recente e que vou analisar hoje.
Tomoya Aki, um blogger otaku fã de light novels, anime e visual novels, encontra certo dia uma rapariga no seu caminho para casa. Essa pessoa, Megumi Kato, é uma colega de escola de Tomoya na qual este nunca tinha reparado até esse momento em que decide fazer dela a heroína ou personagem principal de um dating sim (Tipo de visual novel em que o objetivo é namorar com personagens da história)  produzido por ele. Para isso, Tomoya decide juntar-se a Eriri Spencer Sawamura, uma amiga de infância dele que trabalha como autora amadora de manga e a Utaha Kasumigaoka, uma colega sua famosa por ser uma popular autora de light novels, convidando mais tarde a sua prima para fazer a banda sonora do jogo. Ao longo destes 12 episódios (13, se contarmos o episódio especial 0 que se passa cronologicamente depois da série) vemos o processo de criar uma obra destas e as relações entre os membros pertencentes a esta produção, ultrapassando rivalidades, brigas antigas e a criação da heroína inspirada em Megumi Kato que é considerada um pouco aborrecida por Tomoya para uma personagem de um dating sim.

Utaha Kasumiagaoka, Megumi Kato e Eriri Spencer Sawamura (da esquerda para a direita).

Eu gostei imenso desta série. É divertida, tem boas piadas e situações cómicas, as personagens são bastante hilariantes mas não consegui sentir-me totalmente satisfeito no fim da série. Infelizmente o que temos de Saekano é apenas uma primeira temporada. Já foi anunciada uma sequela para abril de 2017 e penso que é aí que vamos ver todo o potencial da série. Ainda não vimos o fim da criação do dating sim e estamos longe de ver todas as aventuras possíveis destas personagens.
Mas, tirando o facto de ainda não podermos ver a sua história finalizada, Saekano é um anime excelente. Devo ainda referir a grande qualidade de animação e o facto de incluir imagens muito detalhadas e realistas de figuras e posters que Tomoya tem no quarto de outros animes produzidos pelo mesmo estúdio, o A-1 Pictures como Sword Art Online e OreImo.
Deixo assim esta recomendação deste espetacular anime que podem encontrar para streaming gratuito na crunchyroll, disponível em português.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Review - Sakamichi no Apollon

Shinichiro Watanabe é uma das melhores figuras da indústria do anime de sempre. Apesar de conhecer ainda uma pequena porção do seu trabalho admito a sua genialidade quase única nesse meio de entretenimento em obras como Cowboy Bebop, um dos melhores animes que já vi na minha vida. Ao lado do realizador, neste Panteão dos grandes artistas do anime, encontra-se também a sua regular colaboradora Yoko Kanno, uma das compositoras mais aclamadas de bandas sonoras de animes, nomeadamente a do já mencionado Bebop.
E vendo os seus talentos, seria fácil imaginar uma série em anime que contasse com os dois com música como o tema principal. Pois em 2012, foi mesmo isso que nos foi apresentado em Sakamichi no Apollon.


O cast principal do anime.

Neste anime passado nos anos 60, seguimos Nishimi Kaoru, um jovem pianista de música clássica que acaba de se mudar para uma nova cidade, para viver em casa de uns tios. O rapaz, algo tímido e anti-social, depressa faz amizade com Kawabuchi Sentaro, um jovem algo problemático a nível de comportamento mas com um espírito bom e generoso. Sentaro é também um baterista de jazz e logo leva Kaoru a entusiasmar-se com este estilo musical. O rapaz tímido conhece ainda Mukae Ritsuko, vizinha e amiga de infância de Sentaro e também filha do dono de uma loja de discos onde os dois rapazes tocam.

Kaoru e Sentaro, numa sessão de jazz.

Ao longo dos 12 episódios que constituem a série, vamos vendo a evolução das personagens enquanto aprendem e vivem os grandes conceitos da vida como a amizade e o amor. É uma história coming-of-age, um género que eu adoro, e uma surpreendente viagem sobre música e adolescência. Eu gostei imenso da série principalmente pelo desenvolvimento do elenco principal, descobrindo os prazeres e as amarguras de crescer. A banda sonora de Yoko Kanno é muito boa mas sinto falta das grandes canções originais que marcaram trabalhos anteriores da compositora já que as músicas em que os dois rapazes e alguns outros músicos tocam são quase sempre covers de músicas jazz populares da altura. Para mim, Sakamichi no Apollon é um anime que melhora com o decorrer da história e que até tem um primeiro episódio que representa mal aquilo em que a série se vai tornar.

Há muito poucas falhas com esta história. Penso que certos episódios não estavam tão bem equilibrados, avançando meses inteiros enquanto que outros pareciam passar-se apenas numa semana.
À parte disso, só me resta dizer que este anime é excelente. Desde o enredo às personagens esta série é altamente recomendada, sobretudo se gostarem de animes com música como tema de fundo mas acho que pode ser apreciada por qualquer fã de uma comédia dramática leve. Um dos melhores animes que vi nos últimos tempos e uma das maiores recomendações que posso dar.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Review - Witch Hunter Robin (2002)

Há uma lista ainda extensa de animes que me fascinaram quando comecei a entrar neste meio de entretenimento mesmo sem saber nada sobre os mesmos na altura. Essa lista é especialmente composta por animes populares no site Myanimelist e por séries que ocuparam lugares na lista dos 100 melhores animes da IGN, escrita pelo blogger karuhi. E um desses anime é a obra de 26 episódios de 2002 Witch Hunter Robin.
WHR centra-se numa jovem italiana nascida no Japão chamada Sena Robin que vai trabalhar com a STN-J, uma organização que tenta prender todos os witches das terras nipónicas. Aqui começa um dos problemas da série: nela existem witches que usam magia para o mal e utilizadores de craft ou hunters que usam esses poderes para caçar witches. Mas a série não esclarece estas diferenças e há pouco desenvolvimento da questão do porquê dos witches serem caçados.
A primeira parte da série é um monster-of-the-week, um tipo de séries de televisão e animes em que em cada episódio, as personagens principais lutam contra um inimigo que nada influencia o episódio seguinte. Mas devido a acontecimentos nos episódios mais avançados, a série muda de estilo e passa a ser bem mais séria e a abordar a questão que já mencionei, ao mesmo tempo que desenvolve as personagens.
A série tem bons pontos como as personagens e o estilo à film noir. Mas eu acho que não os desenvolve da maneira correta. O elenco principal de hunters é divertido e desperdiça muito potencial por não ser analisado. As situações que Robin enfrenta são bastante cliché e, se não fosse pelos episódios da segunda metade do anime, não gostaria dela tanto. Só posso admitir que a evolução psicológica de Robin é uma das melhores num anime curto como este.
Mas se a história e as personagens são subaproveitadas a banda sonora é exatamente o contrário. Quase todas as faixas são muito boas e combinam com o tema do anime. Gosto especialmente dos temas de combate e da música de abertura, Shell, da banda Bana que usa o grunge para combinar os sentimentos das personagens com as imagens de terror psicológico que são mostradas. O problema é ser um conjunto de músicas muito curto repetindo e cansando o espectador com as mesmas canções.
Portanto, gostei ou não do anime? É uma série com temas criativos mas muito mal aproveitados. Tem uma segunda metade da história muito melhor do que a primeira e penso que se os primeiros 12 ou 13 episódios tivessem sido trabalhados de maneira diferente a série teria sido bem diferente. Gostei, mas penso que uma série tão popular de um estúdio (Sunrise) que trouxe ao mundo Cowboy Bebop e Code Geass podia ter sido bem melhor. Apenas se procurarem algo diferente dentro de anime de mistério é que estes 26 episódios podem ser realmente bons.

domingo, 19 de junho de 2016

Um Filme Por Semana #7 - Blood: The Last Vampire (2000)

No seguimento do anime que trouxe ontem, Psycho-Pass, hoje apresento um filme do mesmo estúdio, Production I.G, o lendário Blood: The Last Vampire.
Este anime de 2000, realizado por Hiroyuki Kitakubo, o mesmo realizador de Golden Boy, traz-nos Saya, uma vampira que se infiltra numa base militar americana em solo japonês com o propósito de caçar demónios que aterrorizam o local. O filme tem apenas 48 minutos de duração, portanto não deixa muito tempo para o desenvolvimento das personagens. Conhecemos apenas Saya, dois americanos que ajudam Saya a integrar-se e a enfermeira da escola secundária localizada na base militar. Em todo o tempo de filme, o aspeto mais focado é a ação. Saya, apesar de parecer ter apenas uns 18 anos, é uma excelente espadachim, usando a tradicional espada japonesa, a katana.
Aquilo de que mais gostei no filme foi o facto de trazer duas línguas para narrar os acontecimentos. Em certas partes, Saya fala japonês mas toda a gente da base militar fala inglês, tendo sido dobrados por atores de voz americanos. Também tenho de falar na excelente animação. O filme saiu em 2000 e como mencionei na análise a Psycho-Pass, a Production I.G faz sempre um espetacular trabalho na animação. E um filme tão baseado nas cenas de combate, uma animação que varia entre o 2D e o 3D é a técnica apropriada a um concerto de golpes e ataques frenéticos. 
Agora, se recomendo o anime? Apenas se forem fãs do género. Se gostarem de histórias de ação e com elementos sobrenaturais este é um filme obrigatório. Também aconselho a quem queira uma experiência rápida, já que tem uma curta duração. Mas não é um anime obrigatório a qualquer fã do meio. É um vencedor de um prémio Kobe, um dos prémios de anime mais importantes no Japão e também acho que não deve ser esquecido. Mas é um vencedor ao lado de filmes como A Princesa Mononoke e Summer Wars que, a meu ver, são bem superiores. Mesmo assim, se para isso se sentirem inclinados, este é um filme interessante. Especialmente se tiverem lido O Japão é Um Lugar Estranho de Peter Carey, no qual se referencia este filme nalgumas ocasiões.

sábado, 18 de junho de 2016

Review - Psycho-Pass

Já Anthony Burgess, no seu livro "A Laranja Mecânica" perguntava se não seria melhor um homem ter escolhido ser mau ao invés de ser bom por obrigação. E o anime que hoje apresento, Psycho-Pass, tem por base esse mesmo problema.
Esta série foi criada em 2012 pelo estúdio já famoso por séries de ficção científica como Ghost in the Shell: Stand Alone Complex e Guilty Crown, Production I.G. A sua premissa é demonstrar uma sociedade utópica em que tudo é controlado pelo Sistema Sibyl incluindo os cérebros de toda a população através dos Psycho-Pass. Existe até um número denominado Coeficiente Criminal que determina se a pessoa em causa pode vir a cometer um crime. Mas a série segue a Divisão 1 do Departamento de Polícia do Ministério do Bem-Estar, um grupo de inspetores e justiceiros que trabalham em conjunto para eliminar os criminosos. O que distingue os dois? Os inspetores são polícias contratados enquanto que os justiceiros são pessoas com Coeficiente Criminal algo elevado sendo usados pela polícia e chamados criminosos latentes.
As personagens da série também são um ponto importante. A personagem principal é Akane Tsunemori, uma jovem investigadora que está a começar a sua carreira policial. Uma personagem de quase igual importância é Shinya Kogami, um criminoso latente com uma estranha obsessão com um assassino em série de há três anos atrás. Outros elementos da Divisão 1 incluem Ginoza, outro inspetor encarregado de liderar a equipa; Yayoi, uma artista considerada perigosa na sociedade e agora justiceira; Masaoka, o justiceiro mais velho da equipa; Kagari, um criminoso latente desde os cinco anos, sem oportunidade para sair dessa vida e ainda Shion Karanomori, a analisadora de investigações e também criminosa latente.
Em termos de animação, a série é espetacular. As cores e os movimentos das personagens estão muito bem utilizados e parece-me que está ao nível dos animes que se fazem hoje, três anos depois do fim da série. A banda sonora é também boa, sem nenhuma música que realmente distinga muito a série. Mesmo nas aberturas, apenas a segunda é algo memorável.
Mas o meu maior problema com Psycho-Pass é o facto de parecer um começo. As personagens não são muito desenvolvidas, à exceção dos dois inspetores e de Kogami, e o final da série não é exatamente um grande clímax. A série é boa pela viagem, por toda a investigação e por todos os momentos tensos que a série sabe muito bem caracterizar. Depois da série, já tivemos uma segunda temporada de 11 episódios com algumas personagens diferentes e um filme e sinceramente isso aumenta a avaliação deste anime. Todos os episódios parecem um prólogo a algo maior que merece bem mais temporadas. Mas à parte disso, a série é simplesmente incrível. Tem personagens boas (que deveriam ter sido melhor exploradas), um vilão absolutamente excelente, várias referências a Blade Runner, a 1984 e a outras obras de ficção científica e só posso recomendar este simplesmente maravilhoso anime.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Reviews - Berserk (1997)

De vez em quando, como no final dos anos 90, há um enorme sentimento de refrescar o meio do anime. Com séries tão inovadoras como Cowboy Bebop ou Evangelion e filmes como A Princesa Mononoke ou Perfect Blue, essa época ficou marcada como uma nova era do anime. Mas de entre tantas obras, houve uma que se destacou particularmente, uma que ainda hoje é falado mas não de uma forma como os obrigatórios já mencionados. Não, Berserk é bem diferente de tudo isso.
1997, o mundo já conhecia há muito a popular e aclamada série de manga de mesmo nome, que até aos dias de hoje ganha cada vez mais e mais leitores. Mas a primeira adaptação da manga, a que vou analisar hoje, foi o motivo de aproximação de muitos novos fãs da saga. Nesta série de 25 episódios, acompanhamos Gatts, um jovem mercenário bastante poderoso, mas sem qualquer motivo de luta. Certo dia, junta-se ao Bando do Falcão, um exército de mercenários que estão a ganhar a confiança do reino de Midland. Este exército é comandado por Griffith, um líder determinado e com um sonho pelo qual sacrificaria todos os seus companheiros. Também no seu bando se encontra Caska, a única mulher do grupo e uma guerreira forte e valente. Ao longo da história seguimos a evolução deste grupo mas também o seguimento psicológico de cada personagem central.


E Berserk, de forma muito resumida é isso. Mas é o estilo que torna a série em algo único. Entre batalhas sangrentas e irrealistas entre humanos ou demónios e diálogos filosóficos sobre sonhos, Deuses ou a condição humana em campo de batalha percebemos que este anime é completamente diferente de algo que já exista.
E claro, não posso deixar de referir a animação, cheia de uma estética muito "anos 90", mas de modo algum datada. Isto sem deixar de lado a música de Susumu Hirasawa, um grande compositor japonês. Na verdade, uma das razões para eu ter querido ver a série foi a música Forces que, para meu desagrado, aparece muito menos ao longo da série do que eu pensava.


Passando à parte pessoal, eu adorei Berserk. Acho que o único ponto negativo é ter sido pensada como uma série que pudesse durar anos quando na verdade teve apenas 25 episódios. Por vezes é um pouco lenta e este facto é agravado por não termos recebido mais episódios desde 1997, apenas uma trilogia de filmes que acompanha mais ou menos o mesmo enredo da série. Felizmente, no próximo mês, sairá uma nova série que acompanhará um arco que foi muito pouco explorado em qualquer dos animes de Berserk.
Tenho apenas que recomendar esta série: a história é excelente e não me importava de ver bem mais episódios desta saga, as personagens são verdadeiramente originais e interessante e a banda sonora é uma das melhores até hoje. Devem então ver este clássico, especialmente antes do lançamento da nova série.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Cosplay - Chihiro (A Viagem de Chihiro)

Hoje trago o cosplay de Chihiro Ogino, a personagem principal do filme de fantasia anime A Viagem de Chihiro, um dos melhores filmes do lendário Hayao Miyazaki. O filme foi lançado pelo Estúdio Ghibli e é um dos filmes de anime mais populares e bem-aceites mundialmente.
A cosplayer, infelizmente é desconhecida.


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Cosplay - Naruto (Versão Sage)

Hoje trago o cosplay de Naruto, na sua versão Sage, uma versão mais poderosa que alcançou com a ajuda de Jiraya e que utilizou para derrotar Pain. Esta é uma das versões de Naruto mais adoradas devido ao facto de ser usada durante um dos melhores arcos do anime.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Review - Fate/Zero

Quem me conhece, sabe muito bem que não sou o maior fã de universos expandidos. Mas por vezes, uma obra nesse universo expandido pode ser muito maior. Pode ser até mesmo maior que a obra de origem. Não é costume, mas acontece. Hoje, um desses raros exemplos: Fate/Zero.

Fate/Zero surgiu em 2006, já depois da sua obra de origem, a visual novel Fate/Stay Night ter saído. Fate/Zero passa-se 10 anos antes da obra original, numa outra Guerra do Graal onde os participantes são parentes ou outras pessoas relacionadas às personagens de Fate/Stay Night. O que vou analisar é o anime que surgiu dos livros de 2006, de 25 episódios, lançados em duas séries, de 2011 e de 2012.

Tudo começa com um dos melhores episódios piloto de animes de sempre: ao longo de 40 minutos (porque os normais 22 não chegavam) vemos todos os intervenientes, todos eles magos, a invocarem os lutadores desta Guerra do Graal. Estes lutadores são os servants que se dividem em sete classes: Saber, Archer, Lancer, Rider, Caster, Assassin e Berserker, todos eles antigas figuras históricas que têm de obedecer aos magos, também chamados Mestres. Um dos pontos fortes deste anime foi a diferença entre as personagens e o facto de, mais ou menos não haver uma personagem principal nem heróis ou vilões. Temos por exemplo Kotomine Kirei, um mestre que não sabe o seu objetivo para o Graal mas está disposto a lutar para o encontrar, Waver Velvet, um estudante de magia que quer mostrar a todos os magos que não é preciso ter-se grandes antepassados para se ser um bom mago, ou por exemplo Emiya Kiritsugu, um assassino contratado pela família de magos Einzbern para ganhar a Guerra do Graal e acabar com todas as guerras do mundo para todo o sempre.
Só aqui pura espetacularidade. Mas também os Servants são fantásticos: desde Saber com a sua personalidade solene mas por vezes descontraída até Rider com os seus intuitos de se integrar na sociedade desta época passando pelo poderoso Archer ou pelo nobre Lancer, na série há personagens tão bem construídas que todos os espectadores irão encontrar a personagem preferida.



Mas depois da história e das personagens chegamos às maravilhosas cenas de combate: são muitas as vezes em que qualquer pessoa, mesmo aquelas que não gostam muito de séries de ação, ficam cheias de entusiasmo ao ver um certo ataque ou um certo duelo. Isto é claro ajudado pela animação que é, sem qualquer dúvida, uma das melhores animações de todos os tempos. Saiu há quatro anos e ainda não está minimamente datada, para além de ser melhor do que grande parte dos animes desse ano (É algo espantoso considerando rivais como AnoHana, Madoka Magica ou Guilty Crown, todos eles com animação extraordinária). Teve um orçamento gigantesco e isso só fez com que em cada batalha provoque uma reação enorme nos espectadores. Simplesmente espetacular.

Pessoalmente, este é um dos melhores animes que já vi em toda a minha vida. A história é excelente e tem algo que falta em quase todas as prequelas: pode ver-se sem se ver ou ler o material de origem. Na verdade, muitos fãs aconselham o visionamento deste anime antes de Fate/Stay Night pois não se sabe certas coisas do final. Mas também vendo depois de Stay Night, consegue ter-se uma prespetiva diferente em relação a personagens que são mencionadas ou que aparecem em ambas as séries como Saber, Kirei ou Rin.

Sem dúvida alguma que o aconselho: entre as batalhas extremamente bem animadas e a complexa história ou entre aquele par de Mestre/Servant ou o desenvolvimento de cada personagem há algo que qualquer fã de anime irá encontrar. Uma das melhores séries dos últimos anos e talvez de sempre.

domingo, 26 de julho de 2015

ECE #13 - O Começo de Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works

Hoje, no ECE, proponho os dois primeiros episódios de Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works, uma série algo recente de anime que estou a ver e a achar bastante interessante. E porquê os dois primeiros episódios? Porque têm a mesma história contados apenas por perspetivas diferentes: o primeiro (ou episódio 0 ou prólogo) é centrado em Tosaka Rin, enquanto que o segundo é centrado em Emiya Shirõ.
Na história, uma nova Guerra do Graal começa, apenas dez anos depois da última. Rin, esforça-se ao máximo para conseguir entrar nela com o Servo mais forte, Saber, mas acaba por ficar com Archer devido a um erro de cálculo de tempo. Quem fica com Saber, é na verdade Shirõ que de alguma maneira tinha a Avalon, o objeto que invoca este tão poderoso Servo, inserido dentro dele. Os dois episódios (vá, o primeiro é cotado como especial) são bastante bons, com momentos muito leves e são poucas as cenas de combate para além de pequenos encontros contra o Lancer. Percebe-se muito da vida dos dois jovens e do que aconteceu às personagens da prequela desta série, Fate/Zero, como Kotomne Kirei, Gilgamesh ou Matou Sakura.
Pessoalmente aconselho-vos a experimentarem estes episódios e depois a verem toda a série mas aconselho-vos a ver Fate/Zero primeiro, já que há umas quantas referências bastante interessantes.


As duas personagens principais do primeiro episódio, Rin e o seu Servo Archer.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Review Especial Mamoru Hosoda Parte 2 de 4 - Summer Wars

Tive uma semana algo atarefada e não, não consegui escrever esta análise até à data indicada mas decidi publicá-la com essa data apesar de, na verdade, só ter sido escrita nos dias 18 e 19 de julho de 2015. Desculpem, desde já.

Se há tema explorado no anime, é o dos jogos em múltiplas séries e filmes. Muitas vezes, baseiam-se num jogo existente como um desporto ou um desporto com regras apropriadas à irrealidade do anime como Oliver e Benji (1º exemplo) ou Inazuma Eleven (2º exemplo). Outras, criam jogos especificamente para o anime ou baseadas nalgum jogo de cartas já existente como Yu Gi Oh ou Kaji: Ultimate Survivor.
Mas Summer Wars consegue criar algo na altura novo: misturar um jogo real, numa rede, semelhante à Internet futurística que a ficção científica tende a imaginar, com combates em que vários estilos de luta podem ser usados. E o melhor de tudo isto: nem sequer é o elemento principal do filme.

A história começa quando Kenji Koiso é convidado pela miúda mais popular da escola, Natsuki Shinohara, para a acompanhar na festa de 90 anos da sua avó. Kenji aceita o convite e é acolhido pela a avó de Natsuki e pela sua família. Mas, uma noite, recebe um estranho SMS, com um código, e Kenji sendo o apaixonado pela matemática que é, tenta resolvê-lo. Isto leva a que no dia seguinte seja procurado por todo o mundo por ter levado o mundo de OZ, a tal rede que liga toda a gente do mundo, num espaço digital onde se pode conviver ou praticar múltiplos desportos e onde quase toda a gente do mundo tem um seu segundo "eu". A sua procura deve-se a uma estranha personagem neste mundo de OZ que absorve os avatares das pessoas nesse universo digital e usa-os para aceder a estruturas no mundo real, podendo até lançar mísseis ou simplesmente roubar todo o dinheiro de todas as contas bancárias do mundo. Kenji é procurado por ter sido o seu avatar o primeiro a ser absorvido por este controlador.

Em termos de personagens, o filme tem um ponto bastante sólido: Kenji é a típica personagem de animes, desajeitado mas com um bom coração. Na verdade, acho que as suas parecenças com a maior parte dos espectadores mais jovens é o que torna esta personagem tão boa e, consequentemente, este filme tão popular. Natsuki é uma personagem mais dramática e são muitos os momentos em que nos leva por montanhas russas emocionais. Há ainda membros na sua família extremamente desenvolvidos e os que não são, têm um ou outro aspeto que os torna memoráveis: temos Kazuma, um jovem bastante hábil nos combates no mundo de OZ; Sakae Jinnouchi, a avó de Natsuki, de bom coração e que é uma personagem bastante interessante; e há ainda Wabisuke, um filho ilegítimo do avô de Natsuki mas que foi adotado pela avó da mesma. Em menos de duas horas, este filme consegue mesmo mostrar-nos personagens muito bem criadas e um desenvolvimento das mesmas rápido e bem trabalhado.

Na animação, o filme não dececiona mas também não traz grandes avanços em relação ao anterior filme de Hosoda. Dentro do mundo de OZ, especialmente nas cenas de jogos, é realmente notável um maior cuidado com a luminosidade e o brilho dos cenários e das personagens, o que achei um toque bastante interessante.

Em termos de banda sonora as músicas ouvem-se bastante bem enquanto se vê o filme mas fora disso, são poucas as faixas que se destacam fora do filme. Assim como na animação, faz o seu trabalho mas não é exatamente excecional.

Pessoalmente, gostei bastante do filme: o seu ambiente, personagens, cenas de jogos e uma quantidade de drama bastante grande para um filme com este título fazem desta uma das melhores obras de Hosoda. Entre este e o outro filme que vi deste realizador, tenho de dizer que preferi o outro, apesar da diferença ser pequena. Mesmo assim devem vê-lo, se esperam uma obra repleta de cenas dramáticas e emocionais, se bem com uma boa dose de momentos épicos. É um filme para toda a família e sem dúvida alguma que o recomendo.

domingo, 12 de julho de 2015

ECE #11 - A História de Kiritsugu Parte 2

Como prometido, hoje sai a segunda parte da origem de Emiya Kiritsugu, um dos episódios que retrata o passado de uma das personagens principais do anime Fate/Zero e o porquê de ele ser um assassino frio.
Neste segundo e último episódio desta analepse, vemos Kritsugu a tentar salvar a sua salvadora e amiga quando esta se encontra num avião cheio de passageiros controlados por insetos. Infelizmente para o nosso protagonista, é impossível que a sua companheira saia viva e este vê forçado a fazer uma manobra de risco.
Pessoalmente não gostei muito do episódio. Achei-o demasiado lento e pouco acrescentou à personalidade desta personagem. Foram os piores episódios desta quase brilhante série que em breve terá uma análise aqui no blog.

A personagem central destes episódios.

sábado, 11 de julho de 2015

Review Especial Satoshi Kon Parte 2 de 4 - Sennen Joyuu

Numa tradição quase tão velha quanto o próprio cinema, os atores e atrizes tendem a ser glorificados e quase idolatrados. Muitas vezes têm alguns motivos para serem tão bem referenciados, ou por serem grandes atores, no caso de Robert DeNiro, Daniel Day-Lewis ou Al Pacino ou por estarem ligados a grandes causas políticas e/ou ecológicas como Leonardo DiCaprio ou ainda por serem o centro de vários escândalos ou por terem relações com outras celebridades como Brad Pitt ou Angelina Jolie.
Mas o que acontece quando um grande fã destas celebridades fica encarregue de fazer um documentário sobre a vida do seu ídolo. Pode depender do ator mas segundo a visão de Satoshi Kon, temos a excelente história de Sennen Joyuu ou Millennium Actress.

Genya Tachibana e o seu cameraman vão entrevistar a ídolo de Genya, Chiyoko Fujiwara, uma atriz que ao longo do século XX desempenhou vários papéis desde princesa numa história de samurais a piloto de uma nave espacial e que tem uma história de vida bem trágica e curiosa. Na sua infância, um produtor de cinema quer recrutá-la para um filme mas a sua mãe diz automaticamente que não. Mais tarde, Chiyoko encontra um homem misterioso, perseguido pela polícia e apaixona-se por ele. O perseguido tem de voltar a fugir mas deixa à rapariga uma chave dizendo-lhe que ela abre o maior dos tesouros, apesar de não dizer o que é o tesouro. O rapaz vai para a Manchúria, onde desempenha o papel de rebelde e Chiyoko decide também ir para lá convencendo a sua mãe a aceitar a proposta do produtor.
Assim começa uma extraordinária vida de papéis de cinema e onde a maior personagem é a própria atriz que vive sem nunca encontrar o homem por quem se apaixonou. Guarda sempre consigo a chave e as buscas pelo seu amor foram enormes.


Poster japonês do filme

Mas o filme podia ser uma história em qualquer outro meio com um argumento destes. Para que fosse algo exclusiva ao cinema, Kon apresenta-nos várias técnicas para contar esta aventura maravilhosa ao incluir os entrevistadores nas histórias da velha atriz, levando-os por todos os seus papéis. Além disso, Chiyoko participa em diversos papéis que têm uma busca semelhante à dela por um amor perdido cujo nome é desconhecido. São vários os momentos que começam com cenas dos filmes em que a nossa protagonista participa e só ao fim de um minuto é que o espectador se apercebe que não se trata de algo da vida da atriz. Isso leva a um pequeno problema: o facto de que todas as personagens de Chiyoko têm demandas parecidas com a dela. Mas não é um problema assim muito grande e é utilizado para fazer deste filme uma obra muito maior.

Em termos de animação, para 2001, o filme tem movimentos bastante realistas e o desenho não tem nenhum problema. Apesar do filme já ter 14 anos em cima, se se o for ver com a mente aberta para uma animação um pouco pior da que temos hoje, consegue ter uma das melhores experiências visuais do século XXI. Na parte sonora, sinto que falta alguma coisa, já que o tema é pouco apelativo e não há nenhuma faixa absolutamente espetacular. Ouve-se enquanto se vê o filme mas fora disto, é pouco interessante.

Este é considerado o melhor filme de Satoshi Kon e, dos dois que vi até ao momento, foi o de que gostei menos. Na verdade, foi o que adorei menos. A história é muito boa, a realização é perfeita e é um dos melhores filmes em anime que vi até hoje.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Review Especial Mamoru Hosoda Parte 1 de 4 - Toki wo Kakeru Shoujo

Já na minha review do anime Steins;Gate mencionei isto: As viagens no tempo são um dos melhores temas que a ficção científica pode oferecer. E, também devido ao meu novo interesse por filmes do realizador Mamoru Hosoda, levou a este especial que começa hoje e à primeira análise: Toki wo Kakeru Shoujo, um dos melhores filmes anime da década passada. E tem todos os aspetos que Steins;Gate tinha e que fazia com que fosse espetacular, só não ao mesmo nível.

A história passa-se à volta de Makoto Kanno, uma estudante japonesa que tem os mesmos problemas que muitos alunos: acorda, tarde, chega atrasada às aulas e não tem tempo para estudar e divertir-se com os seus amigos. Mas certo dia, Makoto encontra um pequeno objeto, semelhante a um berlinde que a leva a conseguir retroceder no tempo. Assim Makoto tem todo o tempo para se divertir do mundo e consegue apagar momentos de que não se orgulha. Mas ao longo do tempo percebe que ao alterar o fluxo temporal leva a que outros que não ela se magoem. Mesmo assim, Makoto usa o poder, apesar de ser apenas para salvar os seus amigos. Certo dia, a jovem repara que tem umas marcas no braço com uns números que vão reduzindo sempre que usa o poder. Isso significa que tem um número limitado de saltos no tempo e que precisa de os poupar.
Com Makoto estão os seus dois melhores amigos: Chiaki e Kousuke, dois amigos com quem adora jogar basebol e que tenta proteger com os seus poderes. Os dois vão-se revelando ao longo da história em momentos emocionantes, dramáticos e de romance.

Poster do filme

Pessoalmente, a história foi um ponto bastante positivo do filme: era interessante e tinha um equilíbrio perfeito entre os géneros ficção científica e Slice of Life. As personagens têm as motivações corretas e todo o filme parece depender delas. Todo o conceito foi bem explorado e à exceção de um comportamento menos humano mais típico de uma personagem fictícia que torna o aspeto das personagens menos bom.
Em termos de arte, o filme tem uns dos melhores desenhos que já vi num anime até hoje e que mais tarde Hosoda usou nos seus outros filmes que serão analisados nas próximas semanas. A animação é leve, natural e parece realmente um filme desenhado. O melhor: tudo isto veio de 2006, o mesmo ano em que estreou o Fate/Stay Night original. É um filme da Madhouse e isso acaba por justificar a animação já que o estúdio investe bastante nos seus filmes.
Já na banda sonora, tenho algumas queixas. Para além do tema principal, que, adiciono já, é muito bom, há pouca música. O som do ambiente é muito usado mas há falta de faixas memoráveis levando a um decréscimo na qualidade do som.
Em termos pessoais, este é dos melhores filmes de anime que vi até hoje. Friso o equilíbrio dos temas e o final dramático. Sinceramente gostei desta minha primeira experiência com os filmes de Mamoru Hosoda e estou muito ansioso pelo próximo.

domingo, 5 de julho de 2015

ECE #10 - A História de Kiritsugu Parte 1

O ECE desta semana é o primeiro episódio da rubrica em duas partes: fala-nos do episódio 5 e 6 de um anime que estou a ver Fate/Zero 2nd season.
Os episódios trazem-nos a história de uma das personagens principais, Emiya Kiritsugu. No primeiro episódio, o único que será analisado hoje, um jovem Kiritsugu encontra-se numa ilha a viver com o seu pai mágico e com a sua ajudante por quem tem uma paixão. Mas quando o mago usa uma das suas magia na sua ajudante, esta transforma-se numa vampira e transforma outros habitantes da ilha. Se não fosse a intervenção de uma ordem religiosa e de uma outra de magos, Kiritsugu não teria sobrevivido. No final, Kiritsugu sai da ilha com a ajuda de uma misteriosa mulher que o salvou.
Sinceramente, o episódio teve um começo algo lento e acho que foi colocado numa ordem errada. Preferia que um episódio como este, mais lento e com pouca relação com a história principal série. Mas numa série com momentos tão emocionantes como Fate/Zero não havia outra opção para colocarem um episódio fora do normal portanto este seria realmente a única solução. No próximo ECE, trarei a análise da segunda parte do episódio.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Review - Ghost in the Shell

Vi hoje um dos animes considerados obrigatórios para todos os fãs deste meio de entretenimento: Ghost in the Shell.
O filme foi lançado em 1995, inspirado numa manga de 1989 a 1991 e deu origem a vários outros filmes, séries e OVA's da franquia com o mesmo nome. É hoje uma das franquias mais bem-recebidas de todos os animes e uma das maiores obras cyberpunk que o cinema nos ofereceu.

O filme passa-se num futuro em que quase todos os humanos tiveram partes do corpo substituídas por membros robóticos tornando-se ciborgues. Esta alteração no modo de vida causa também que hackers comecem a hackear as partes robóticas dos humanos como, por exemplo, ao criar memórias falsas para as pessoas. E quando um grande hacker denominado Puppetmaster decide fazer um golpe em grande escala, a polícia tenta intervir com a Major Motoko Kusanagi destacada para o prender.

Em termos de personagens, o filme tem um ponto bastante forte. Ao usar um pequeno elenco dá espaço para que a protagonista seja explorada. Esta, a Major Kusanagi (estranhamente a segunda Major num anime de 1995 com os dois nomes conhecidos a começar por M e K, a seguir à Major Misato Katsuragi de Evangelion), é uma ser robótica com idade indeterminada e que procura saber mais sobre a sua origem, esperando obter informações através do hacker Puppetmaster.

Capa do DVD do filme

Há ainda as personagens Batou e Togusa, colegas de Kusanagi, cada um com caraterísticas únicas e que criam cenas de diálogo espantoso com a Major.

Passando para a animação, é muito fácil considerar este filme um dos animes com a melhor animação não só dos anos 90 mas de todos os tempos. O traço é bem feito apesar de por vezes se notarem um ou dois erros no desenho mas a animação é fluída e as cenas de ação são muito boas. Considerando que está quase a fazer 20 anos, este anime não podia estar menos datado.
Na música, Ghost in the Shell tem algumas boas faixas bastante apelativas que condizem com as cenas em que são utilizadas. Por vezes há a falha de música e normalmente isto é usado numa altura apropriada e, apesar de não gostar desta técnica, admito que tem o seu valor.

Pessoalmente adorei este filme e achei que é uma das melhores obras de ficção científica que já vi/li. As personagens são bastante bem construídas e a história é contada de uma maneira em que não se foca demasiado no combate nem demasiado na história filosófica e complexa que existe por detrás do filme. Altamente recomendado.