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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

As Minhas Leituras - Monstress: Volume Um - Despertar

Graças a uma recente parceria com a editora Saída de Emergência, que explica o logótipo na parte lateral do blog, foi-me enviado o primeiro volume de Monstress, Despertar. Trago hoje então a crítica a  este maravilhoso livro, da autoria de Majorie Liu e de Sana Takeda.
O livro começa com a nossa personagem principal, Maika Meiolobo, a ser vendida como escrava num leilão. Depois de comprada por uma Cumaea, uma ordem de freiras cientificamente avançada, Maika revolta-se e procura uma antiga amiga da sua mãe, Yvette, também uma freira, que tem um fragmento de uma poderosa máscara, um objeto que a nossa protagonista procura. E, com todas as Cumaea à sua procura e um poder descontrolado que habita dentro dela, Maika tem de encontrar respostas às questões levantadas por uma fotografia que viu nos aposentos de Yvette. Num breve resumo, esta é a história. Isto se quiserem uma má descrição dela, pois na verdade toda a aventura é mais complexa. Em primeiro lugar, somos contagiados por um excelente mundo de fantasia, refrescante para a nossa década e que não responde a todas as perguntas de uma só vez. Pelos diálogos e pelos flashbacks de Maika com a sua amiga Tuya, vamos recebendo algumas informações sobre uma guerra que assolou este mundo e temos ainda na página final de cada capítulo, uma explicação relativa às raças ou a certas personagens mencionadas ao longo da narrativa. Em segundo lugar, há uma panóplia de intervenientes na ação, desde um grande número de Cumaea, alguns companheiros de Maika e, mais para o fim do livro, os membros da Corte do Ocaso. E todas as personagens são capazes de cativar minimamente os leitores, até mesmo as Cumaea que aparecem em meia dúzia de páginas até a Corvin, um membro da Corte do Ocaso muito carismático. 
Também todo o mundo é incrivelmente detalhado. Cada espécie tem os seus costumes e, apenas ao olhar para o mapa do fim do livro, apercebemo-nos de que não conhecemos nem perto de metade dos locais assinalados. E isso é algo que quero ver nos livros seguintes: Maika é a protagonista ideal para viajar por todo o mundo. Desde os Humanos aos Anciãos, todos querem capturar ou pelo menos chegar até ela, dando-lhe oportunidade de percorrer este mundo tão extraordinário.
Agora, se aconselho o livro? Sim: é de facto uma história com inúmeras vertentes. Começa com um primeiro capítulo que se assemelha aos filmes de vingança e passa para uma história sobre o medo e o passado de alta categoria. Em cada página são introduzidos novos elementos que mantêm o leitor curioso e é de extrema facilidade identificarmo-nos com as personagens. No argumento, conseguimos ficar abismados com a mudança de sentimentos, que vão desde a solidão à raiva, da compaixão à crueldade. A arte também contribui para isso, numa arquitetura muito bem idealizada e com cenas de violência grotesca inimagináveis. Ao todo, é criada uma bela história sobre as cicatrizes da guerra, sobre o descontrolo, sobre a força de vontade e sobre a confiança. Com um elenco maioritariamente feminino, e uma das melhores personagens na sua frente, este livro é uma compra obrigatória.
Mesmo assim, sei que certas pessoas podem não ficar muito entusiasmadas por ser um lançamento de uma editora com poucos livros de banda desenhada no seu catálogo. Confesso que tive essa dúvida antes de começar a ler o livro mas depressa de desvaneceu: o profissionalismo da Saída de Emergência fazem esta obra rivalizar com outras de editoras exclusivas de banda desenhada e a editora merece o voto de confiança, para que mais livros possam ser publicados por ela. A edição é excelente, com papel e capa de grande qualidade, sem mencionar a tradução bastante apelativa.
Concluindo: a Saída de Emergência traz desta vez um grande livro, uma excelente história a que poucos ficarão indiferentes. Dando um novo significado ao género de fantasia, esta narrativa brutal e sentimental é aconselhada por mim a todos os que apreciem mundos grandiosos e protagonistas fortes e refrescantes. Monstress é altamente recomendado.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Lançamentos: Naruto Volume 27 e Tokyo Ghoul Volume 8 Pela Devir

Apesar de já vir com bastante atraso, ainda deixo aqui os lançamentos da editora Devir relativos ao mês de agosto. As notas informativas provêm da editora, assim como as imagens e as fichas técnicas.




Naruto - Volume 27 - Despertar de Masashi Kisimoto

Sakura, Sasuke e Naruto separam-se para darem início aos treinos. Além disso, inicia-se uma viagem ao passado que finalmente irá revelar a verdadeira história do mais bem guardado segredo de Kakashi! Neste volume termina a 1ª parte da história de Naruto. História cheia de ação e comédia, dirigida a um público Shonen composto maioritariamente por jovens rapazes. O seu mote é amizado, esforço e vitória. Naruto foi originalmente publicado na Shonen Jump, revista fundada em 1968, com uma tiragem semanal máxima de 6.5 milhões de exemplares nos anos 80.
Ficha técnica
Formato: 126 x 190 mm
188 páginas da preto
ISBN: 978-989-559-381-1
EAN: 9789895593811
Preço: 9,99 € PVR
Edições Devir


Tokyo Ghoul - Volume 8 de Sui Ishida


Ao desencadear uma força monstruosa para proteger Toka, Kaneki muda irremediavelmente, iniciando uma busca solitária, para descobrir a verdade sobre a organização Aogiri Tree e sobre si próprio.

História de estilo realista, com mais trama, traços mais trabalhados e um trabalho de estrutura de página mais criativo, dirigina a um público Seinen, que significa homem jovem. É uma categoria de mangá maioritariamente dirigida a jovens adultos do sexo masculino dos 15 aos 30 anos.
Ficha técnica
Formato: 125 x 190 mm
220 páginas a preto
ISBN: 978-989-559-367-5
EAN: 9789895593675
Preço: 9,99 € PVR
Edições Devir

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Lançamento: One-Punch Man Volume 3

Apesar de começar hoje setembro, ainda irei publicar alguns lançamentos de manga da editora Devir do mês de agosto. Hoje trarei um dos mais esperados por mim, um livro que comprarei em breve, One-Punch Man Volume 3. Fiquem com a nota da editora.


ONE-PUNCH MAN - Volume 3

Argumento One
Desenho Yusuke Murata


Apesar das suas vitórias impressionantes, Saitama continua a ser um herói desconhecido... até encontrar Genos e ambos decidirem realizar o teste para a Lista dos Heróis.

Será que conseguem passar?


Deixo também a capa da edição portuguesa e a ficha técnica.

Ficha Técnica
Formato: 125x190 mm
212 páginas a preto
ISBN: 978-989-559-382-8
EAN: 9789895593828
Preço: 9,99€ PVR
Edições Devir

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

As Minhas Leituras - One-Punch Man Volumes 1 e 2

O humor nos animes e nas mangas é um dos aspetos que mais me desilude quando vejo ou leio uma série. Encontrar uma história nestes meios que tenha boas piadas, personagens engraçadas e seja verdadeiramente cómica pode ser uma tarefa difícil. No entanto, quando há cerca de ano e meio vi One-Punch Man, uma das maiores referências do género, fiquei extremamente feliz. À exceção de Haruhi Suzumiya, de Clannad e de Konosuba, poucos foram os animes que me fizeram rir e este One Punch Man era definitivamente mais um para se juntar a essa lista tão restrita.
E devem imaginar a minha alegria quando soube que a Devir ia publicar a manga que deu origem ao anime em português. Comprei o primeiro volume pouco depois de
ter saído mas só agora, agora que acabei o segundo, é que encontro tempo para os analisar.
Mas o que é One-Punch Man? Originalmente é um webcomic escrito e desenhado por One, um autor muito talentoso mas com alguns problemas no desenho. Felizmente, Yusuke Murata decidiu escrever ao autor original e pedir-lhe o lugar de desenhador da série. Assim, nasceu One-Punch Man como vem aqui publicado, uma série de manga com excelentes desenhos e uma história muito boa. 
A nossa personagem principal é Saitama, um herói nos tempos livres, que escolheu sê-lo para escapar aos aborrecimentos de uma vida normal. Mas mais do que seria de esperar pela figura, o protagonista é incrivelmente forte: com apenas um soco, consegue destruir qualquer inimigo desde terroristas a monstros. Com ele está Genos, um ciborgue que também tem poderes extraordinários mas que precisa de ter um mestre como Saitama para ficar ainda mais forte. E é assim que estas duas personagens criam muitas situações cómicas: desde Genos a aborrecer Saitama com a sua história de origem, a uma luta terminada abruptamente para que os nossos heróis possam aproveitar as promoções do super-mercado local, a química entre os dois seres de poderes fantásticos torna esta série espetacular.
Mas One-Punch Man é muito mais do que isso: para além de todo o potencial cómico que me faz rir durante capítulos inteiros, há ainda um cuidado muito notável nas cenas de luta, sempre de forma a parodiar animes de ação populares. E, parecendo que pode sair do tom, nestes dois volumes são colocados momentos de intenso dramatismo que são meticulosamente quebrados em pontos de interesse cómico, não deixando que One-Punch Man se torne demasiado sério, o que mantém uma fluidez ao longo dos livros.
Sinceramente, esta é uma das melhores séries de banda desenhada em publicação. Apesar de ter visto o anime, continuo a achar refrescante esta leitura de material que foi integralmente adaptado na série de 12 episódios. A edição portuguesa da Devir é muito boa, tendo sido escolhido um tipo de papel (e especialmente de capa) muito agradável, para além da tradução ser impecável, com excelentes alterações de certos elementos para algo mais acessível a leitores portugueses, sem estragar de maneira alguma a leitura.
Aconselho vivamente a aquisição destes livros. Assim que adquirir o terceiro volume em português, escreverei também uma crítica para o blog. Por enquanto, comprem e leiam esta brilhante história.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

As Minhas Leituras - Valérian - O Império dos Mil Planetas / O País Sem Estrela

Com várias semanas de atraso, trago hoje a crítica ao segundo álbum duplo de Valérian, da atual coleção da ASA, que inclui O Império dos Mil Planetas e O País Sem Estrela
A primeira história, que serve de principal inspiração para o filme da personagem que estreou no mês passado, é considerada a primeira aventura de Valérian no estilo que tanto marcou esta banda desenhada. Já inclui o traço clássico da personagem e no argumento há já uma história mais complexa, com um vilão diferente do típico rival que caracteriza o primeiro álbum e há até um estudo de toda uma sociedade. Sinceramente gostei bastante deste verdadeiro começo mas penso que o desfecho é muito repentino e que há, assim como na história anterior, demasiadas cenas curtas. Essas cenas levam a que pareça uma aventura mais rápida, sem desenvolvimento das personagens nem do mundo que é tão rico. No final, penso que foi dado muito pouco impacto aos acontecimentos e que não houve uma conclusão digna da história. No entanto, é uma grande aventura, com desenhos muito bonitos, incluindo numas duas ou três pranchas de uma vinheta só, em que se destaca o desenho de Méziéres. Considero ainda que os diálogos são extraordinários e que se deu um aprofundamento das personagens principais que as tornou muito mais humanas.
A segunda história tem também o desenvolvimento de um mundo estranho mas de forma muito melhor pensada e executada. Acho que até agora foi a melhor história. A arte continua a ser maravilhosa e é a primeira vez que se abordam os papéis de género e a luta contra a dominância destes, um aspeto que se torna numa das maiores marcas desta saga em relação a outras bandas desenhadas. É ainda a aventura em que Laureline mais se destaca e em que é vista como igual face a Valérian.
Concluindo, este segundo tomo da coleção da ASA, em parceria com o jornal Público, é mais uma grande coletânea de uma das maiores séries da banda desenhada mundial e aconselho vivamente a todos os fãs da nona arte. Se não gostaram ou acharam que o primeiro volume da coleção não era tão bom assim, recomendo que tentem mais uma vez com este pois é o primeiro feito no estilo que define esta saga espacial tão bem. Uma leitura obrigatória!

domingo, 13 de agosto de 2017

Cinema: A Beleza Poética de Paterson

Uma das artes que mais me entusiasma é sem dúvida o cinema. E ao longo dos últimos meses, cada vez mais gosto de cinema artístico, independente e sem ser dominado pelo entretenimento e receitas. Não é que desgoste de filmes blockbusters ou filmes mais apelativos ao grande público, apenas prefiro o cinema de autor. E é um desses filmes que decido trazer hoje ao blog, o filme do ano passado que só chegou este ano a grande parte do mundo (no seu lançamento em 2016, só teve projeções em festivais) Paterson.
O filme apresenta-nos a melancólica cidade de Paterson, Nova Jersey, uma cidade industrial onde habita o nosso protagonista, um condutor de autocarros, casado, que reside numa casa mais próxima dos subúrbios da cidade. Ao longo dos seus 118 minutos, a obra acompanha a rotina do motorista, também ele chamado Paterson e interpretado pelo ator Adam Driver, durante uma semana normal nessa cidade. Vemos a sua hora de acordar, sempre por volta das 6 horas e 15 minutos, o seu beijo de bom dia à sua mulher (Golshifteh Farahani), o seu pequeno almoço de cereais e a sua caminhada até à estação, assim como o seu percurso sempre com passageiros diferentes no autocarro 23 e o seu regresso a casa, endireitando a caixa de correio, para além do passeio noturno com o seu cão. O que pode parecer monótono, acaba por se tornar algo maravilhoso: esta rotina está cheio de momentos que enriquecem esta cidade e que acabam por aligeirar o filme ao haver leves momentos de humor entre as conversas dos passageiros do autocarro ou enquanto Paterson bebe a sua cerveja num bar próximo.

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Para além disso, e este é o principal ponto do filme, a personagem de Driver vai escrevendo poesia num pequeno caderno que anda sempre com ele e os versos são inspirados por objetos do seu quotidiano, coisas tão simples como uma caixa de fósforos. Este estilo é muito semelhante ao do poeta William Carlos Williams, um poeta americano conhecido por, entre muitas outras obras, um poema denominado Paterson. Há muitas menções a este poeta durante o filme já que é uma inspiração para o nosso protagonista.
A meu ver, este é um dos melhores filmes dos últimos tempos: há uma leveza que nos é apresentada pelo estilo algo deprimente mas com uma personagem extremamente calma como esta, que não se deixa abalar pelas outras situações que o envolvem. Toda a equipa do filme se esforçou para criar um ambiente interessante que nos dá a sensação de que visitámos mesmo Nova Jersey por uma semana. É gravado com técnicas interessantes de realização, especialmente nas cenas de poesia e há planos que ficam gravados na mente do espectador. Se tivesse algum problema seria o estilo dos poemas que não me agradou tanto quanto pensava que me iria agradar mas eu não sou nenhuma autoridade em poesia e é algo simplesmente subjetivo. Ao fim do dia (ou da semana), este é um dos melhores filmes que vi e uma obra que hei-de rever vezes sem conta. Ainda está em certas salas e recomendo que o vejam.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O Regresso do Blog

Para os leitores mais antigos do blog, é sabido que já foram muitas as fases que dominaram este blog. E, ultimamente, o blog não tem tido posts nenhuns. Ao longo dos últimos meses tenho tido muito trabalho e muito pouco tempo para aqui escrever. Mas isso vai mudar. O próximo ano letivo será um ano muito mais relaxado e, controlando bem o tempo, poderei fazer dois ou três posts mensais, e isto para não fazer promessas que poderei não cumprir. Se calhar vou conseguir escrever vários posts por semana mas não o quero dizer para o caso de não o poder cumprir.
No segundo ponto, gostava de escrever sobre o tipo de posts que este blog vai albergar. Em princípio, as análises a livros de banda desenhada continuarão a ser recorrentes e esse vai ser o foco do blog. A banda desenhada é uma arte que continuo a apreciar, talvez agora mais do que há uns anos, mas o blog foi-se lentamente tornando num espaço mais dedicado a outros lados do entretenimento artístico. Quero voltar aos tempos de uma quase exclusividade da bd sobre tudo o resto e posts da rubrica As Minhas Leituras serão algo constante. Análises a filmes, outra arte que muito prezo, também estarão mais presentes, apesar de a rubrica Um Filme Por Semana estar cancelada - o trabalho que tinha em trazer um post deste tipo semanalmente era imenso e surgiu numa época em que era cada vez mais difícil arranjar tempo para me dedicar à escrita. Também os ECE, que eram posts que se escreviam com relativa facilidade estarão de regresso, mas talvez com menor presença do que a que tinham há um par de anos atrás. Talvez vá ainda criar novas rubricas para o blog mas estou a deixar isso em aberto. O wordpress que criei no ano passado foi completamente descontinuado para me focar neste blog totalmente.
Por agora é tudo. Quero realmente revitalizar o blog e trazer de volta a atividade frequente e de qualidade. A frequência não vai superar os seis posts diários que trazia há uns cinco anos mas a qualidade será superior a tudo aquilo que fiz até agora, se tudo correr bem. Espero que fiquem desse lado e obrigado por esperarem tanto tempo. E, se acabaram de chegar, espero que gostem!

domingo, 6 de agosto de 2017

As Minhas Leituras - Valérian - Sonhos Maus / A Cidade das Águas Movediças

Mais uma vez, peço imensa desculpa por já cá não publicar há muito e talvez vá mesmo fazer um post daqui a uns dias com algumas reflexões em relação ao rumo que o blog vai tomar e outros assuntos do género. Mas hoje, decidi trazer mais uma análise a uma grande obra publicada agora em português, o início de Valérian.
Quando há umas semanas, a ASA anunciou a coleção dedicada inteiramente a uma das maiores bandas desenhadas de ficção científica, em conjunto com o Público, mal pude verdadeiramente conter o meu entusiasmo. Já li algumas histórias de Valérian e Laureline, uma delas até teve um post aqui no blog no ano distante de 2012 mas nunca tive oportunidade de colecionar todos os tomos. Mas felizmente, a ASA possibilitou-me isso e comprei o primeiro volume no dia de lançamento.
O álbum inclui duas histórias como 11 dos 12 livros que integram esta coleção: a primeira, Sonhos Maus, uma abordagem inicial à personagem Valérian, e uma segunda, A Cidade Das Águas Movediças, com um traço e um estilo muito diferentes.
Sonhos Maus é a típica história piloto de banda desenhada franco-belga, muito experimental e sem tomar riscos. O argumento é simples e somos apresentados à nossa personagem (assim como a Laureline, apesar desta ter um papel secundário nesta aventura), ainda desenhado com um estilo mais direcionado ao público juvenil, muito próximo ainda do cartoon. A história é mais curta e sem grande inovação mas consegue ser uma introdução deveras interessante.
A segunda história tem um desenho menos cartoon mas ainda distante do padrão das histórias seguintes da dupla Valérian e Laureline e esta última surge já com maior destaque (mas, por ser uma história dos anos 60, ainda algo obscurecida pelo herói masculino). Há um grande foco no texto e há uma aventura mais complexa, se bem que ainda presa aos padrões esperados das bandas desenhadas juvenis franco-belgas, ou seja, com desfechos simples e pouco aprofundamento das personagens.
Na minha opinião, estas duas histórias são espetaculares. Por ter lido poucas histórias desta dupla, sempre pensei que seria algo complexo, uma ficção científica muito mais intelectual e era isso que esperava logo desde o começo desta coleção; no entanto, apesar do início ser bem diferente daquilo que esperava, a aventura e o ambiente cativaram-me imenso. Não houve vinheta em que ficasse desinteressado ou desmotivado. Ao início, era algo diferente daquilo que mais esperava mas não posso dizer que fiquei desapontado com o primeiro tomo. Na verdade, agora que já estou a ler o segundo álbum, faço automaticamente paralelos com estas primeiras histórias que se distinguem por um estilo mais leve e divertido.
Recomendo então este primeiro álbum, e toda a coleção, penso, mesmo que não sejam apreciadores da banda desenhada europeia. É uma das maiores obras da ficção científica, e algo que não pode ser recriado. Só tenho de ler o resto das aventuras de Valérian.

sábado, 8 de abril de 2017

As Minhas Leituras - Paper Girls - Volume 1

Felizmente, ao longo dos últimos anos, a publicação de banda desenhada em português tem crescido bastante. Editoras como a Levoir, a G Floy ou a Devir têm cada vez mais aumentado o número de publicações em território nacional e muitas grandes obras estão agora disponíveis dos super-heróis às novelas gráficas, passando pela ficção científica, pela fantasia, pelo crime e por manga variada. E um desses títulos que mais me interessou foi Paper Girls de Brian K. Vaughan e de Cliff Chiang, contando com as cores de Matt Wilson. Ainda só saiu o primeiro volume em português, lançado na Comic-Con do ano passado pela Devir. Depois de vários meses, decidi aproveitar as promoções de 20% em livros que a Fnac fez no passado fim-de-semana e adquirir este volume e uma outra banda desenhada que terá direito a uma análise num futuro próximo.
Resultado de imagem para paper girlsE de que trata Paper Girls - Volume 1? A história tem como protagonista Erin Tieng, uma rapariga que vive com a sua família de classe média nos subúrbios de Stony Stream, Na noite de Halloween de 1988, Erin levanta-se de madrugada para distribuir jornais, como costuma fazer mas é atacada por uns adolescentes. Nesse instante surgem Mac, Tiffany e KJ, outras entregadoras de jornais que a ajudam. Ao fim de uma introdução, as quatro decidem fazer a entrega juntas, para se conhecerem melhor.
Mas o que sucede é que essa madrugada sofre acontecimentos fantásticos como aparições de dinossauros, visitas de viajantes no tempo e desaparecimentos misteriosos de pessoas. No resto da história, as quatro tentam desvendar o que quer que possa estar a acontecer, enquanto o leitor faz o mesmo, dado que há momentos que nos fazem sentir perdidos na quantidades de incidentes sobrenaturais que estão a surgir.
Achei que o livro é excelente mas notei alguns pontos negativos. O primeiro é a confusão provocada ao leitor pela falta de explicações, associado ao facto de o livro não ter uma verdadeira conclusão, deixando que os números seguintes possam clarear certos acontecimentos. Houve demasiadas cenas sem verdadeiro impacto na história completa, que quase que só serviram para introduzir personagens sem as desenvolver, deixando-me curioso com as mesmas, mas não o suficiente para sentir a sua falta. Penso que há um grande desequilíbrio no desenvolvimento das quatro raparigas principais. Erin é a mais desenvolvida, como seria de esperar; Mac tem bons momentos de história própria, que espero que tenham seguimento no próximo volume; Tiffany tem uma cena que mudou a minha perceção dela e que a tornou bem mais interessante, espero também que continuem o bom trabalho que estão a ter com ela; e por fim, KJ, tem um desenvolvimento quase inexistente. Toma certas atitudes bastante curiosas ao longo da obra mas não tem nenhum traço que a demarque do resto das outras protagonistas.
Em termos de pontos positivos, a minha lista é demasiado grande para a referir na íntegra, sinceramente. Por isso, irei apenas referir as melhores qualidades da obra. A arte é simplesmente bonita: Chiang cria um ambiente com o seu traço influenciado pela banda desenhada asiática e as cores de Wilson dão um estilo memorável à obra. Os dois conseguem fazer painéis inteiros sem uma palavra, com excelentes momentos e a passar toda uma estética que seria dificilmente atingível com o texto a acompanhar as ilustrações. A premissa da história também é muito interessante, conseguindo abordar temas clássicos da ficção científica, dando-lhes mais vivacidade pelos temas Bíblicos e temas de conspirações adjacentes. Também o ritmo da história é muito bom: Há cenas de ação e de tensão que fazem o leitor ficar colado ao livro mas sempre equilibrados por momentos de diálogo entre as nossas heroínas ou por uma cena que nos leva para outro local da cidade, com personagens que apenas servem para nos dar a conhecer um certo acontecimento (se bem que esta não seja a melhor escolha, na minha opinião). É também um livro que remonta para a infância, já que as protagonistas têm apenas 12 anos, lembrando qualquer um dos tempos mais simples e mais aventureiros da nossa vida.
Para mim, é um livro que vale a pena ler, especialmente por estes aspetos mencionados. Mesmo o lado mais negativo é quase inteiramente baseado em pequenos pormenores que em nada influenciam a experiência global que se tem da obra. Recomendo-o então a todos os que apreciam uma história que nos traga nostalgia, um sentimento de aventura e momentos de elevada tensão que prendem os leitores mais interessados.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

As Minhas Leituras - Joker - O Príncipe Palhaço do Crime (No Coração das Trevas DC - Volume 1)

Em primeiro lugar, tenho de pedir desculpa a todos os leitores pela minha ausência. Neste ano letivo tenho tido mais trabalho e manter atualizações regulares no blog tem sido extremamente difícil para mim. No entanto, vou voltar a fazer análises na rubrica As Minhas Leituras, começando pelos mais recentes volumes da Levoir, no âmbito da coleção No Coração das Trevas DC
Joker- O Príncipe Palhaço do Crime é uma antologia de histórias de diversas épocas e de dversos autores tendo por base o Joker e a sua constante dualidade com Batman. O tomo começa com uma introdução de duas páginas a toda a coleção pelo habitual autor José Hartvig de Freitas. Ao contrário das outras coleções da Levoir dedicadas aos universos Marvel e DC estes livros não têm textos introdutórios sobre as histórias que se seguem mas apenas uma referência global neste primeiro livro.
Posteriormente há um pequeno resumo da origem do Joker que se destaca por ser desenhada por Brian Bolland, o artista da história Piada Mortal, uma das mais marcantes deste vilão. Após tudo isto, chegamos às histórias. As primeiras duas são os primeiros encontros entre Batman e Joker de sempre e não saem dos típicos arquétipos de histórias da Era de Ouro da Banda Desenhada. É notável a influência de Conrad Veidt na criação do Joker e é sempre interessante esta análise mais simples das duas personagens.
A seguir, temos uma brilhante história de uma das maiores duplas da banda desenhada americana de sempre: Dennis O'Neil e Neal Adams. O argumento é sólido e tem um final que parece ser um precursor de, mais uma vez, Piada Mortal. A história também reforçou uma opinião que tenho há já algum tempo de que Neal Adams é dos melhores ilustradores de sempre. O seu estilo era tão avançado comparado com outros autores dos anos 70, que a sua arte mudou o panorama das bandas desenhadas americanas. Esta é uma história que me era desconhecida antes de ler o livro mas que fico muito contente por a ter lido. Uma excelente pérola desta dupla maravilhosa.
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Passando para 2005, chega-nos O Homem que Ri, uma história que já tinha lido na coleção Os Clássicos da Banda Desenhada - Série Ouro, que tenho emprestada. Quando li a história há uns cinco anos gostei dela mas agora fiquei a gostar ainda mais. Nestes cinco anos li muitas histórias e era possível a minha opinião ter-se alterado, gostando menos da narrativa. Mas não, achei muito interessante ser quase um remake da primeira história do Joker de sempre e do facto de muitos aspetos dela terem sido transpostos para o grande ecrã nos filmes de Christopher Nolan. É definitivamente uma das melhores histórias que já li, no que toca a explorar o Joker.
Por último há uma história bastante recente que não tem nenhum elemento que a torne excepcional. Pelo contrário, o argumentista tentou explorar a infância do Joker, que é sempre algo que me desagrada. O ponto forte deste criminoso é o facto de não ter identidade. Isso é que o torna tão eficaz e tão curioso. Sempre que se tenta explicar uma razão para ser assim (exceto, claro, em Piada Mortal (pois é dada uma explicação satisfatória do porquê de Joker estar tão alterado, sem ser a razão baseada na "vítima tornada opressora" clássica) eu acabo por perder o interesse. É por isso que não consigo achar o primeiro filme de Tim Burton do Batman algo tão bom assim.
Resumindo, achei este volume excelente. Deu-me boas histórias e acabou por mudar um pouco a minha visão desta personagem marcante que o Joker é, um vilão que nunca conseguiu encantar-me como encantou tantos outros fãs de banda desenhada (apesar de o achar um excelente vilão, apenas não o maior dos vilões). Tenho acompanhado esta nova coleção e novas análises estarão presentes no blog nos próximos dias.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Review - Rogue One: Uma História de Star Wars

Em primeiro lugar tenho de pedir desculpa por não ter escrito no blog regularmente nos últimos meses. Deve-se ao facto de não ter muito tempo para o fazer já que tenho muito trabalho da escola para me ocupar os dias e, por muito que eu queira mudar isso, parece que vai continuar durante mais algum tempo essa indisponibilidade.
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Numa nota mais positiva, venho hoje analisar Rogue One: Uma História de Star Wars, o mais recente filme da saga a chegar aos cinemas. Rogue One, ao contrário dos filmes mais conhecidos da saga, é um spin-off, ou seja, trabalha com novas personagens e não tem uma verdadeira relação com os outros filmes. Na verdade, é um filme totalmente diferente. Não há Luke ou mesmo Obi-Wan, não há um jedi como ponto central do filme, não há batalhas de sabres de luz e não há sequer música de John Williams, o conhecido compositor de todos os filmes da saga até ao momento, responsável por temas que todos conhecemos e adoramos.
E o realizador, Gareth Edwards, tentou fazer isso mesmo: ser diferente de tudo. Depois do indie Monstros e do reboot de Godzilla, Edwards aventura-se numa das maiores sagas do cinema. Traz-nos então a história de Jyn Erso, a filha de um cientista imperial que está a construir a Estrela da Morte, a ameaça de Uma Nova Esperança, o primeiro filme de Star Wars. Jyn Erso é levada por Cassian Andor à base da rebelião em Yavin 4 onde lhe dizem que é necessário encontrar o seu pai, para que a Estrela da Morte não pode ser construída.
Rogue One é um filme em que a história não é muito importante. A partir do momento em que temos a sua premissa, só é necessário desenvolvê-la já que o fim é conhecido de todos os que viram Uma Nova Esperança. Devia então basear-se nas personagens mas é aí que está o maior problema do filme. Para além de Jyn, bastante bem interpretada por Felicity Jones, especialmente nos momentos mais dramáticos, as personagens são muito uni-dimensionais. Cassian é desenvolvida, sim, mas sinto que não foi bem interpretado pelo ator. Parece ter um ar muito inexpressivo face às situações que enfrenta. Já o seu companheiro K-2SO, interpretado por Alan Tudyk, é um droid engraçado e que é realmente prestável em situações de combate. Tem um humor parecido ao de C-3PO mas eu achei-o mais engraçado do que o clássico droid de protocolo. Baze Malbus e Chirrut Imwe são personagens bastante carismáticas mas não são muito desenvolvidas. Algo me diz que os dois ainda vão ter uma série de bandas desenhadas da Marvel para aprofundar a sua relação. E por último temos Bodhi Rook, um piloto imperial que decide desertar. Eu acho que é uma personagem muito bem trabalhada mas que merecia mais tempo de ecrã.
E tenho de falar sobre Tarkin em CGI, uma decisão de reviver a personagem de Peter Cushing para uma aparição no filme. Sinceramente, preferia que tivessem escolhido um novo ator. Fizeram-no para Mon Mothma, que tem um papel muito pequeno mas não o fizeram para Tarkin, um dos vilões principais do filme. O trabalho em CGI está bastante bom, mas não acho que seja melhor face à escolha de um novo ator.
Considero ainda que há uma discrepância algo grande em termos do ritmo do filme: a primeira parte concentra-se num arco menos interessante, enquanto que a segunda é fantástica, tendo uma das melhores batalhas da saga de sempre. Mas no fim do filme, saí feliz e concordei com muitas críticas que consideram este um filme muito bom. As personagens não têm o desenvolvimento devido e a primeira parte tem uma certa falta de cenas emocionantes mas as referências ao Universo Expandido são perfeitas (exceto a participação de Saw Guerrera, nada parecido com a personagem de Clone Wars), a batalha final é muito boa e todas as grandes façanhas digitais são impressionantes. Incomodei-me ligeiramente com a banda sonora por ter elementos da música dos filmes clássicos mudados o suficiente para ser considerado original mas não para parecer original ao ouvido dos espectadores. E como um todo, o filme é mesmo muito bom e é sobretudo uma carta de amor aos fãs da série: cada personagem já existente, cada referência ao Universo Expandido, cada arma e nave e mesmo o estilo das personagens que parecesse fiel ao filme de 1977 serviram para demonstrar o trabalho que foi posto neste trabalho. Recomendo-o então, mas não façam dele o primeiro filme a verem desta maravilhosa saga. Vejam todos os outros e no fim comprem um bilhete para esta história emocionante.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Mais Posts Brevemente

Infelizmente, nos últimos tempos (mais de um mês) não tenho tido muito tempo para aqui escrever. No entanto, peço a todos os leitores um pouco mais de paciência já que espero escrever com muita mais frequência no futuro.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Review - The Melancholy of Haruhi Suzumiya

Como falar de Haruhi Suzumiya? Quando em 2006 esta série de anime da Kyoto Animation invadiu os ecrãs das televisões de milhares de espectadores aconteceu algo estranho, um fenómeno quase sobrenatural. Não que tivesse a ver com aliens, viajantes no tempo ou espers, nada disso. O que verdadeiramente aconteceu foi a chegada de uma adaptação de uma série de light novels que se tornou numa das séries que melhor caracterizam o anime da década passada.
Em The Melancholy of Haruhi Suzumiya somos atirados para uma escola privada no Japão onde acompanhamos Kyon, o nosso (ou um dos nossos) protagonistas. Kyon é um rapaz normal, cheio de sarcasmo e que há muito deixou as histórias de ficção científica, apesar de não parecer contente com essa decisão. No início de um novo ano escolar, a rapariga que se senta atrás dele, uma miúda bonita e desconhecida faz uma declaração sobre o seu interesse exclusivo em criaturas fantásticas.
As cinco personagens centrais: Kyon, Haruhi, Koizumi, Mikuru e Nagato (no sentido dos ponteiros do relógio a começar no canto superior esquerdo).
Kyon, intrigado, começa a desenvolver algum diálogo com esta rapariga, a nossa segunda protagonista, Haruhi Suzumiya. Esta, apesar do seu discurso de apresentação, decide continuar a sua amizade com Kyon, mesmo este sendo um humano normal. Haruhi, ao fim de algum tempo, toma a iniciativa de formar um clube de investigação de anomalias no mundo em que vive. Para isso, obriga Kyon e três outros alunos a juntarem-se: Nagato Yuki, uma alien que passa o tempo a ler na sala do clube; Mikuru Asahina, uma viajante no tempo e Koizumi Itsuki, um esper. No entanto, Haruhi não sabe do lado sobrenatural destes seus colegas de clube. Na verdade, como se explica nos primeiros episódios da ordem cronológica, estes três detentores de habilidades especiais juntam-se ao clube para investigar Haruhi que, segundo os três, tem habilidades de decidir o destino do mundo, mesmo que inconscientemente.
Haruhi e Kyon
Está então estabelecida a premissa da série: Kyon e os seus três novos amigos têm de impedir que Haruhi se zangue e se aborreça ou isso pode trazer consequências terríveis para todo o mundo. E pode parecer algo demasiado estranho mas o anime fá-lo de forma espetacular. Todo o elemento do anormal torna o anime algo único. Seja a personalidade extrovertida de Haruhi, sejam os segredos que Kyon e os restantes membros têm de guardar de Haruhi.
A capa do primeiro volume de light novels que deu origem à série.
As duas temporadas são excelentes. Adoro o humor e o estilo leve que esta série tem ao mesmo tempo que nos oferece pequenas situações de ficção científica. As personagens são um elemento muito bom da série, especialmente Kyon e Haruhi. Mas também Mikuru com o seu medo do estilo obsessivo de Haruhi, Yuki com a sua tendência para não compreender as atitudes dos humanos e em particular Koizumi que tem uma relação com Kyon com muitas piadas que tornam os momentos mais sérios (os poucos que há) mais cómicos.
E depois de 28 episódios de comédia, ficção científica, romance e mistério, chegamos ao brilhante The Disappearance of Haruhi Suzumiya, um filme que nos conta uma história bem mais dramática e bem mais focada em Kyon. É muitas vezes considerado um dos melhores filmes de anime de sempre, assim como uma das melhores histórias destas personagens. Eu gosto imenso e talvez um dia escreva uma análise mais detalhada sobre esta verdadeira obra-prima.
As cinco personagens (Koizumi, Nagato, Kyon, Haruhi, Mikuru (da esquerda para a direita)) nos uniformes que usam em The Disappearance of Haruhi Suzumiya.
Portanto, gostei ou não desta franquia de anime? Gostei bastante. A primeira série tem arcos excelentes e é facilmente um anime que eu não me importaria de rever várias vezes (como já o fiz uma vez, encadeando-a com a segunda). A segunda tem um episódio verdadeiramente fantástico e dois arcos que não atingem os patamares da primeira série mas continua a ser um anime muito bom. E por último temos o filme que é facilmente um dos meus favoritos de anime de sempre. Escusado será dizer que eu adoro esta série e que tenho muita pena que ainda não tenhamos visto uma terceira temporada. Tenho ainda de referir as diferentes formas de ver a série. Há várias ordens de assistir os episódios já que estes foram lançados fora de ordem. Eu pessoalmente vi pela ordem cronológica que facilmente encontram na internet e gostei bastante. Quando voltar a ver, se calhar vou tentar pela ordem de lançamento dos episódios visto que muita gente aconselha. Mas só poderei dizer qual prefiro. Espero então que tenham gostado desta análise e aconselho toda esta franquia brilhante. Podem notar que o tipo de letra está diferente e será assim em todos os posts partilhados com o novo blog que criei. Exato, criei um novo blog, O Rapaz Que Gosta de Comics, desta vez no wordpress e esta análise foi publicada nos dois blogues, podendo ser lida em qualquer um deles. As únicas diferenças entre os dois posts são estas frases finais em que apresento o blog novo. Convido-vos a visitarem ao clicarem aqui. Espero que gostem.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Review - Saekano

Há vários animes considerados genéricos que acabam por surpreender completamente o espectador apenas por fazerem algo ligeiramente diferente, por vezes nem conseguindo ter a sua qualidade logicamente explicada. Saenai Heroine no Soatekata ou Saekano: How to Raise a Boring Girlfriend ou ainda apenas Saekano é um exemplo desse tipo de séries bem recente e que vou analisar hoje.
Tomoya Aki, um blogger otaku fã de light novels, anime e visual novels, encontra certo dia uma rapariga no seu caminho para casa. Essa pessoa, Megumi Kato, é uma colega de escola de Tomoya na qual este nunca tinha reparado até esse momento em que decide fazer dela a heroína ou personagem principal de um dating sim (Tipo de visual novel em que o objetivo é namorar com personagens da história)  produzido por ele. Para isso, Tomoya decide juntar-se a Eriri Spencer Sawamura, uma amiga de infância dele que trabalha como autora amadora de manga e a Utaha Kasumigaoka, uma colega sua famosa por ser uma popular autora de light novels, convidando mais tarde a sua prima para fazer a banda sonora do jogo. Ao longo destes 12 episódios (13, se contarmos o episódio especial 0 que se passa cronologicamente depois da série) vemos o processo de criar uma obra destas e as relações entre os membros pertencentes a esta produção, ultrapassando rivalidades, brigas antigas e a criação da heroína inspirada em Megumi Kato que é considerada um pouco aborrecida por Tomoya para uma personagem de um dating sim.

Utaha Kasumiagaoka, Megumi Kato e Eriri Spencer Sawamura (da esquerda para a direita).

Eu gostei imenso desta série. É divertida, tem boas piadas e situações cómicas, as personagens são bastante hilariantes mas não consegui sentir-me totalmente satisfeito no fim da série. Infelizmente o que temos de Saekano é apenas uma primeira temporada. Já foi anunciada uma sequela para abril de 2017 e penso que é aí que vamos ver todo o potencial da série. Ainda não vimos o fim da criação do dating sim e estamos longe de ver todas as aventuras possíveis destas personagens.
Mas, tirando o facto de ainda não podermos ver a sua história finalizada, Saekano é um anime excelente. Devo ainda referir a grande qualidade de animação e o facto de incluir imagens muito detalhadas e realistas de figuras e posters que Tomoya tem no quarto de outros animes produzidos pelo mesmo estúdio, o A-1 Pictures como Sword Art Online e OreImo.
Deixo assim esta recomendação deste espetacular anime que podem encontrar para streaming gratuito na crunchyroll, disponível em português.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Review - Sakamichi no Apollon

Shinichiro Watanabe é uma das melhores figuras da indústria do anime de sempre. Apesar de conhecer ainda uma pequena porção do seu trabalho admito a sua genialidade quase única nesse meio de entretenimento em obras como Cowboy Bebop, um dos melhores animes que já vi na minha vida. Ao lado do realizador, neste Panteão dos grandes artistas do anime, encontra-se também a sua regular colaboradora Yoko Kanno, uma das compositoras mais aclamadas de bandas sonoras de animes, nomeadamente a do já mencionado Bebop.
E vendo os seus talentos, seria fácil imaginar uma série em anime que contasse com os dois com música como o tema principal. Pois em 2012, foi mesmo isso que nos foi apresentado em Sakamichi no Apollon.


O cast principal do anime.

Neste anime passado nos anos 60, seguimos Nishimi Kaoru, um jovem pianista de música clássica que acaba de se mudar para uma nova cidade, para viver em casa de uns tios. O rapaz, algo tímido e anti-social, depressa faz amizade com Kawabuchi Sentaro, um jovem algo problemático a nível de comportamento mas com um espírito bom e generoso. Sentaro é também um baterista de jazz e logo leva Kaoru a entusiasmar-se com este estilo musical. O rapaz tímido conhece ainda Mukae Ritsuko, vizinha e amiga de infância de Sentaro e também filha do dono de uma loja de discos onde os dois rapazes tocam.

Kaoru e Sentaro, numa sessão de jazz.

Ao longo dos 12 episódios que constituem a série, vamos vendo a evolução das personagens enquanto aprendem e vivem os grandes conceitos da vida como a amizade e o amor. É uma história coming-of-age, um género que eu adoro, e uma surpreendente viagem sobre música e adolescência. Eu gostei imenso da série principalmente pelo desenvolvimento do elenco principal, descobrindo os prazeres e as amarguras de crescer. A banda sonora de Yoko Kanno é muito boa mas sinto falta das grandes canções originais que marcaram trabalhos anteriores da compositora já que as músicas em que os dois rapazes e alguns outros músicos tocam são quase sempre covers de músicas jazz populares da altura. Para mim, Sakamichi no Apollon é um anime que melhora com o decorrer da história e que até tem um primeiro episódio que representa mal aquilo em que a série se vai tornar.

Há muito poucas falhas com esta história. Penso que certos episódios não estavam tão bem equilibrados, avançando meses inteiros enquanto que outros pareciam passar-se apenas numa semana.
À parte disso, só me resta dizer que este anime é excelente. Desde o enredo às personagens esta série é altamente recomendada, sobretudo se gostarem de animes com música como tema de fundo mas acho que pode ser apreciada por qualquer fã de uma comédia dramática leve. Um dos melhores animes que vi nos últimos tempos e uma das maiores recomendações que posso dar.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Review - Jess e os Rapazes - Temporada 5, Episódios 4-10

Hoje trago uma análise muito diferente, numa espécie de coluna de opinião. Está relacionada com os episódios 4 a 10 da quinta temporada da série Jess e os Rapazes ou New Girl e terá spoilers muito ligeiros dos episódios mencionados e do anterior.
Não gosto muito de analisar sitcoms porque acho que nunca tenho tanto a comentar mas nestes episódios senti a necessidade de expressar a minha opinião. No episódio 3 desta temporada, Jess, a personagem principal, é colocada num local fora do apartamento onde vive sem contacto com o mundo exterior para servir de jurada. Na verdade, a atriz Zooey Deschanel não pôde gravar os episódios pois estava num estado avançado de gravidez. Com a saída desta personagem importante nos seis episódios que se seguiram, a série decidiu focar-se nas outras quatro personagens do elenco, ou seja, Nick, Schmidt, Winston e Cece.
E com isto podia pensar-se que a série ficaria sem a sua personalidade já que ficou tão popular devido à carismática Jessica Day. Mas sinceramente, adorei esses episódios. Centrou-se especialmente em Nick, que tentava alugar o quarto de Jess a hóspedes e na chegada de Reagan, interpretada por Megan Fox, que decide ocupar o quarto. O que eu gostei acerca deste arco narrativo foi a maneira como me fez perceber que a Jess já não é o elemento engraçado da série. Talvez nos primeiros episódios, em que era o elemento novo isso acontecesse e assim me habituei e segui as temporadas seguintes. Mas quando esta personagem voltou no episódio 10 até fiquei um pouco desapontado por já não ter episódios exclusivamente focados nas quatro personagens principais dos episódios anteriores. Não que eu desgoste da Jess mas tenho de admitir que apenas com as personagens coadjuvantes era possível fazer uma série extremamente engraçada.
Para mim, esta série é absolutamente espetacular e uma das melhores comédias a estrear na televisão. Foi através da personagem principal que ganhou grande parte dos seus fãs mas posso dizer que só apoiada nos colegas de quarto de Jess e em Cece é que esta série conseguiu manter a sua qualidade ao longo de tantas temporadas. Recomendo não só estes episódios mas toda as histórias destas engraçadas personagens que estrearam antes deles.

Reagan (Megan Fox), Nick (Jake Johnson), Cece (Hannah Simone), Schmidt (Max Greenfield), quatro das cinco personagens centrais destes episódios, faltando na imagem Winston (Lamorne Morris).

terça-feira, 28 de junho de 2016

Review - Witch Hunter Robin (2002)

Há uma lista ainda extensa de animes que me fascinaram quando comecei a entrar neste meio de entretenimento mesmo sem saber nada sobre os mesmos na altura. Essa lista é especialmente composta por animes populares no site Myanimelist e por séries que ocuparam lugares na lista dos 100 melhores animes da IGN, escrita pelo blogger karuhi. E um desses anime é a obra de 26 episódios de 2002 Witch Hunter Robin.
WHR centra-se numa jovem italiana nascida no Japão chamada Sena Robin que vai trabalhar com a STN-J, uma organização que tenta prender todos os witches das terras nipónicas. Aqui começa um dos problemas da série: nela existem witches que usam magia para o mal e utilizadores de craft ou hunters que usam esses poderes para caçar witches. Mas a série não esclarece estas diferenças e há pouco desenvolvimento da questão do porquê dos witches serem caçados.
A primeira parte da série é um monster-of-the-week, um tipo de séries de televisão e animes em que em cada episódio, as personagens principais lutam contra um inimigo que nada influencia o episódio seguinte. Mas devido a acontecimentos nos episódios mais avançados, a série muda de estilo e passa a ser bem mais séria e a abordar a questão que já mencionei, ao mesmo tempo que desenvolve as personagens.
A série tem bons pontos como as personagens e o estilo à film noir. Mas eu acho que não os desenvolve da maneira correta. O elenco principal de hunters é divertido e desperdiça muito potencial por não ser analisado. As situações que Robin enfrenta são bastante cliché e, se não fosse pelos episódios da segunda metade do anime, não gostaria dela tanto. Só posso admitir que a evolução psicológica de Robin é uma das melhores num anime curto como este.
Mas se a história e as personagens são subaproveitadas a banda sonora é exatamente o contrário. Quase todas as faixas são muito boas e combinam com o tema do anime. Gosto especialmente dos temas de combate e da música de abertura, Shell, da banda Bana que usa o grunge para combinar os sentimentos das personagens com as imagens de terror psicológico que são mostradas. O problema é ser um conjunto de músicas muito curto repetindo e cansando o espectador com as mesmas canções.
Portanto, gostei ou não do anime? É uma série com temas criativos mas muito mal aproveitados. Tem uma segunda metade da história muito melhor do que a primeira e penso que se os primeiros 12 ou 13 episódios tivessem sido trabalhados de maneira diferente a série teria sido bem diferente. Gostei, mas penso que uma série tão popular de um estúdio (Sunrise) que trouxe ao mundo Cowboy Bebop e Code Geass podia ter sido bem melhor. Apenas se procurarem algo diferente dentro de anime de mistério é que estes 26 episódios podem ser realmente bons.

terça-feira, 21 de junho de 2016

As Minhas Leituras - Poderosos Heróis Marvel Vol. 7 - X-Men: Caixa Fantasma

Voltando a uma coleção que já li há algum tempo, Poderosos Heróis Marvel, da Levoir, trago X-Men: Caixa Fantasma.
Primeiramente, tenho de dizer que adoro os X-Men e este livro demonstra mais uma vez esse meu gosto por esta super-equipa. Os elementos no momento desta história eram Wolerine, Ciclope, Fera, Armadura, Emma Frost e Tempestade, personagens bem diferentes umas das outras. A história é muito normal com as caixas fantasma a aparecer por todo o mundo e a indicar uma possível invasão alienígena. Mas tudo isto é uma espécie de segundo plano.
O que realmente destaco neste livro são as relações entre as personagens e o diálogo entre elas. Tudo parece saído de uma série de televisão ou de um filme me vez de uma banda desenhada com pequenas piadas e referências à atualidade. Warren Ellis é um dos melhores argumentistas das últimas décadas e cimenta aqui uma das suas melhores histórias na Marvel dando densidade às personagens que apenas o seu antecessor em Astonishing X-Men (a revista que originalmente publicou esta saga), Joss Whedon, seria capaz de dar. 
E claro, não podia deixar de mencionar a arte deste volume. Simone Bianchi, um artista que assinou histórias de Wolverine ou Thor faz um trabalho verdadeiramente brilhante nesta aventura. Usa um desenho muito livre, não se conformando com as vinhetas das pranchas e usa um estilo muito realista para representar as personagens. As feições têm uma aparência assustadoramente humana, o que combina com o diálogo e as falas que podiam ser ditas por qualquer grupo de seis pessoas, fossem ou não X-Men.
Concluindo, eu adorei o livro. Para mim, o que deve receber maior destaque é mesmo a dupla que assina a história, já que trabalharam de maneira magistral todas as situações. As personagens têm profundidade, os desenhos podiam ser obras de arte e a história, do início ao fim é algo verdadeiramente único que não consigo ver nas mãos de quaisquer outros criadores artísiticos. Tenho pena que a dupla só tenha feito esta saga dos X-Men porque acho que o seu estilo é apropriado ao das personagens e acho que entram para a galeria dos maiores nomes da banda desenhada americana a trabalhar com o universo mutante, ao lado de Chris Claremont e John Byrne e Joss Whedon e John Cassaday. História completamente recomendada, sejam ou não fãs desta gloriosa equipa de super-heróis.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Um Filme Por Semana #8 - Quase Famosos (2000)

O género coming-of-age sempre me atraiu imenso. Este tipo de filmes baseia-se na passagem de uma personagem da adolescência para a idade adulta e abrange obras muito diferenciadas, sendo por isso muito apelativo.
E de entre histórias como Juno ou Conta Comigo, há uma que é um verdadeiro clássico: Quase Famosos. Este filme de Cameron Crowe, lançado em 2000, conta-nos a história de William Miller, um jovem crítico de música que é contratado pela revista Rolling Stone para seguir a banda fictícia Stillwater. Ao longo da viagem, conhece os membros da banda e aprofunda a relação com uma fã da banda, Penny Lane. Enquanto tenta entrevistar a banda (que leva toda a digressão como uma festa sem perceber que William está a fazer o seu trabalho) tem de lidar com várias Band Aids, uma espécie de groupies e com as atitudes dos músicos. Além disso, a sua mãe extremamente preocupada liga-lhe continuamente para fazer com que este não se deixe levar pelo mundo de drogas e do rock n' roll.
O filme é espetacular. A história é interessante e deixa uma mensagem de trabalho pessoal incentiva. Os constantes esforços de William para lidar com a banda e com a sua paixão por Penny Lane tornam esta história coming-of-age muito maior do que parece.
Mas sinceramente o que para mim faz deste um filme tão bom é a realização de Cameron Crowe. Há diversas cenas em que este demonstra toda a sua mestria utilizando diferentes ângulos e transmitindo sentimentos e pensamentos das personagens através do movimento. Destaco principalmente a cena do autocarro em que o elenco canta a música Tiny Dancer, interpretada por Elton John, num dos momentos mais épicos dos filmes de adolescência e a parte em que Penny dança num palco sem nenhum espectador. Para mim, essas duas cenas dizem mais sobre as personagens do que longas cenas de diálogo em muitos filmes.


E outro aspeto que aumentou o meu gosto pelo filme foi sem dúvida o elenco. Para mim, Billy Crudup tem um dos seus melhores desempenhos. Eu já gostava dele em O Grande Peixe, um dos meus filmes preferidos de sempre e fiquei muito surpreendido quando descobri que não tinha sido nomeado para um Oscar por este papel. Também Patrick Fugit tem uma interpretação espetacular como a personagem principal, para além das duas nomeadas para Melhor Atriz Secundária, nos Prémios da Academia, Frances McDormand e Kate Hudson nos papéis de mãe de William e de Penny Lane, respetivamente.
Por fim, posso dizer que este é um excelente filme dentro do seu género, criando uma nova geração de drama musical numa das melhores obras cinematográficas da década passada. Altamente recomendado.

domingo, 19 de junho de 2016

Um Filme Por Semana #7 - Blood: The Last Vampire (2000)

No seguimento do anime que trouxe ontem, Psycho-Pass, hoje apresento um filme do mesmo estúdio, Production I.G, o lendário Blood: The Last Vampire.
Este anime de 2000, realizado por Hiroyuki Kitakubo, o mesmo realizador de Golden Boy, traz-nos Saya, uma vampira que se infiltra numa base militar americana em solo japonês com o propósito de caçar demónios que aterrorizam o local. O filme tem apenas 48 minutos de duração, portanto não deixa muito tempo para o desenvolvimento das personagens. Conhecemos apenas Saya, dois americanos que ajudam Saya a integrar-se e a enfermeira da escola secundária localizada na base militar. Em todo o tempo de filme, o aspeto mais focado é a ação. Saya, apesar de parecer ter apenas uns 18 anos, é uma excelente espadachim, usando a tradicional espada japonesa, a katana.
Aquilo de que mais gostei no filme foi o facto de trazer duas línguas para narrar os acontecimentos. Em certas partes, Saya fala japonês mas toda a gente da base militar fala inglês, tendo sido dobrados por atores de voz americanos. Também tenho de falar na excelente animação. O filme saiu em 2000 e como mencionei na análise a Psycho-Pass, a Production I.G faz sempre um espetacular trabalho na animação. E um filme tão baseado nas cenas de combate, uma animação que varia entre o 2D e o 3D é a técnica apropriada a um concerto de golpes e ataques frenéticos. 
Agora, se recomendo o anime? Apenas se forem fãs do género. Se gostarem de histórias de ação e com elementos sobrenaturais este é um filme obrigatório. Também aconselho a quem queira uma experiência rápida, já que tem uma curta duração. Mas não é um anime obrigatório a qualquer fã do meio. É um vencedor de um prémio Kobe, um dos prémios de anime mais importantes no Japão e também acho que não deve ser esquecido. Mas é um vencedor ao lado de filmes como A Princesa Mononoke e Summer Wars que, a meu ver, são bem superiores. Mesmo assim, se para isso se sentirem inclinados, este é um filme interessante. Especialmente se tiverem lido O Japão é Um Lugar Estranho de Peter Carey, no qual se referencia este filme nalgumas ocasiões.